sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

inclusive você...




[...] Para começar, eu faço questão de ver as pessoas ao meu redor, e isso faz toda a diferença do mundo. Percebo que todos têm algo de especial, estando aí a graça. Percebo belezas que não são minhas, estando aí o prazer.

Percebo inclusive você, parado bem na minha frente, desviando seu olhar para lá e para cá, nervoso com a minha presença, estando aí o ridículo [...]


2011



Então é isso aí, mais um ano acabou e é chegado mais um momento em que as pessoas fazem planos e promessas e traçam metas. 
Este ano, mais uma vez a vida (ou seja lá o que ou quem for) me mostra que as coisas não vão sair como a gente desejava e que temos que nos preparar pra enfrentar o inesperado.
Hoje eu gostaria de colocar um monte de palavrinhas aqui pra demonstrar tudo que eu estou sentindo e pensando mas não sei se vale a pena pois provavelmente seriam mal interpretadas. Alias, eu nem sei se elas seriam lidas, mas só de eu ter concluído esta linha de raciocínio já me deixa um pouco mais leve... Digo um pouco mais leve porque não é conclusivo esta linha de pensamentos: só faz com que eu entenda alguns pontos pra saber como eu devo agir de agora pra frente. 
Resumindo a história pra poder encerrar: só preciso saber que tudo começa e termina em mim. Sou eu quem pode (e deve) resolver as coisas (por mais difícil que isso seja). É aquela velha história de que somos a causa e a saída de tudo... Então vamos lá: FAÇA A SUA PARTE!



quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A tristeza permitida





Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que normalmente faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair para compras e reuniões - se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem para sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar a tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?

Você vai dizer "te anima" e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer para eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.

Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.

A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro da nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.


                       [Martha Medeiros]

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010



Em todas as lágrimas há uma esperança.

Life (un)defined;



its very devastating and painful;

um murro certeiro no meio da fuça!



"Então me vens e me chega e me invades e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para libertar novas histórias e outra vez me completo assim, sem urgências, e me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque assim que és..."

aqui jaz...


Hoje eu encerrei um ciclo; apaguei uma parte do passado que sempre fez parte de mim, faz parte do que eu sou e sempre me fez bem, mas como tudo na vida precisa seguir em frente... Essa parte nunca será esquecida, só não faz parte do passado concreto...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

HIPO.crisia



"Todo o indivíduo tem direito a liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão".

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

senhora das tempestades



  
Senhora das tempestades e dos mistérios originais

quando tu chegas, a terra treme do lado esquerdo
trazes a assombração, as conjunções fatais
e as vozes negras da noite


Senhora do meu espanto e do meu medo
Senhora das marés vivas e das praias batidas pelo vento
Senhora do vento norte com teu manto de sal e espuma
há uma lua do avesso quando chegas
há um poema escrito em página nenhuma
quando caminhas sobre as águas Senhora dos sete mares.


Conjugação de fogo e luz e no entanto eclipse
trazes a linha magnética da minha vida Senhora da minha morte
quando tu chegas começa a música Senhora dos cabelos de alga
onde se escondem as divindades


Trazes o mar, a chuva, as procelas
Batem as sílabas da noite, batem os sons,
os signos, os sinais
e és tu a voz que dita.


Trazes a festa e a despedida Senhora dos instantes
com tua rosa-dos-ventos e teu cruzeiro do sul

Senhora dos navegantes com teu astrolábio e tua errância

Tudo em ti é partida
Tudo em ti é distância
Tudo em ti é retorno


Senhora do vento com teu cavalo cor de acaso
teu chicote, tua ternura sobre a tristeza e a agonia
galopas no meu sangue com teu cateter chamado Pégaso


Senhora dos teoremas e dos relâmpagos marinhos
Senhora das tempestades e dos líquidos caminhos.
quando tu chegas dançam as divindades


E tudo é uma alquimia
Tudo em ti é milagre Senhora da energia.






           Poema Senhora das Tempestades - Manuel Alegre

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

natal

imagem meramente ilustrativa



ou não!              

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010



“Para onde vão
os barquinhos de papel
soltos na enxurrada?”

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

01.23


"Quem me dera eu achasse um jeito
de fazer tudo perfeito"


                                       
                                                 Paulo Leminski

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

EMOcionalmente INSTável;




Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-IV), o transtorno se caracteriza por "um padrão invasivo de instabilidade dos relacionamentos interpessoais, auto-imagem e afetos e acentuada impulsividade, que começa no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, como indicado por cinco ( ou mais) dos seguintes critérios:



esforços frenéticos para evitar um abandono real ou imaginário;

padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos, caracterizado pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização;

perturbação da identidade:instabilidade acentuada e resistente da auto-imagem ou do sentimento do self;

impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente prejudiciais à própria pessoa (por ex: gastos financeiros, sexo, abuso de substâncias, direção imprudente, comer compulsivamente);

recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de comportamento automutilante;

instabilidade afetiva devido a uma acentuada reatividade do humor (por ex:episódios de intensa disforia, irritabilidade ou ansiedade, geralmente durando algumas horas e apenas raramente mais de alguns dias);

sentimentos crônicos de vazio;

raiva inadequada e intensa ou dificuldade em controlar a raiva (por ex:demonstrações frequentes de irritação, raiva constante, lutas corporais recorrentes);

ideação paranóide transitória e relacionada ao estresse ou severos sintomas dissociativos.”

















                        Qualquer semelhança com a realidade é (??) mera coincidência...






sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

o unico lugar pra sempre









Todo o restante do conteúdo do texto da fofa da Tati Bernardi foi suprimido por motivos de força maior.

"[...] Nada disso me soa banal e aprendi mesmo a chamar de minha vida. Agora serão dias achando tudo idiota e até mesmo medíocre. O Pilates, os almoços em família, os bares, tudo uma tortura. Ainda assim, mesmo sabendo que depois é cheia de dor que carrego minhas horas, [...] Ainda que sentir de verdade pareça uma outra vida, às vezes cansa viver dentro das coisas que invento. Com você, mesmo eu inventando tudo também, dá pra ter essa sensação de desordem, atropelamento, vida dizendo e não minha cabeça falastrona. Mesmo sendo ofensivo pra minha existência que pessoas como você existam. Mesmo que sua tristeza e preguiça e desistência mostrem pra minha frescura de sentidos como tudo pode ser amargo e pior: mostre que tudo sempre foi e eu é que, vai ver, sou forte ou abençoada demais pra não sucumbir. Mesmo que sua alegria nunca seja por mim. E que sua alegria torne, quando por mim, minha vida intolerável. Sua existência é um absurdo e isso é a maior verdade que me vem à mente quando penso em você ou estou ao seu lado.
[...] Eu pude habitar o papel de amiga caminhando ao lado, uma forma de ouvir por perto sua respiração pigarrenta que amo como se fosse o único sopro saudável do mundo. Eu permaneci e isso foi diferente, triste, insuportável, mas possível. Como os mortos que ficam em qualquer lugar, até mesmo embaixo da terra. Morto não deseja e por isso mesmo permanece. Acho que seu desejo morreu e talvez o meu também, já que boa parte desse amor enorme que eu sentia e sinto por você, vinha e venha da minha alegria desmesurada em me sentir amada pelos meus próprios sonhos. Você encerrava em mim eu mesma e era uma loucura tudo, como eu sentia, como eu queria me vomitar e ensanguentar e explodir e rodopiar em mim até furar o chão como uma broca desgovernada e depois sair derrubando o mundo como o único pião que sabe a verdade e precisa chacoalhar seu entorno pra não enlouquecer sozinho. Era uma loucura tudo. Mas a morte, o fim, nós, andando calmos, ao lado um do outro, isso me permitiu estar de alguma forma sem querer habitar cada instante do estar e para isso me retirando o tempo todo. E isso pode ser viver mas viver é terrível. E antes, quando eu não sabia viver e me sentia amada, era ainda mais terrível. Daí que sobra essa sensação de uma solidão filha da puta mil vezes pois em nada dá pra ser com você. E tudo bem, não é você, nunca foi, mas escuta a maluquice: é que nada disso impede que eu sinta um amor absurdo por você. [...]

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010



"Eu ontem fui dormir todo encolhido,
agarrando uns quatro travesseiros."
 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Fica Comigo



Fica comigo / E me faz feliz / É que eu tô sozinho / Há tanto tempo / Que eu me esqueci / O que é verdade / E o que é mentira em volta de mim.

Será que foi sempre assim?


Costumo dizer que existe uma diferença fundamental entre desilusão e decepção. A primeira tem a ver com idéias ou fantasias que criamos sobre determinada pessoa ou situação que, com o tempo e a experiência, se apresenta totalmente diferente na realidade. A decepção é mais forte. É quando conhecemos algo ou alguém, temos uma idéia formada sobre isto e encaramos um revés uma mudança sem avisos, um turbilhão de comportamento e julgamentos diferentes ao que havíamos conhecido e experimentado. É quando surge a dúvida mais cruel que uma pessoa pode ter em relação à outra, quando nos perguntamos: Será que foi sempre assim e eu não percebi? Será que estava escondendo e me enganando o tempo todo?
 

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Meu CUPIDO usa DROGAS,

só PODE!


nunca sei o que dizer




Quando eu lhe dizia:
"Eu me apaixono todo dia
E é sempre a pessoa errada."

Você sorriu e disse:
"Eu gosto de você também."

 
Só que você foi embora
Cedo demais...


Eu continuo aqui
Com meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim
Dia de chuva, dia de sol
E o que sinto não sei dizer.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

me empresta seu peito?


Publicar um texto é um jeito educado de dizer
"me empresta seu peito
porque a dor
não tá cabendo só no meu".

Tati Bernardi


a situação limite


Não sou eu quem está dizendo. Está mais que comprovado que insistir em um erro é uma idiotice sem tamanho. Sucumbir ao erro devido a nossa condição humana até que podemos aceitar, entretanto não se pode insistir numa conduta que já deu errada e que continua sendo contraria aos fatos.
Dói, e eu me machuco, sofro em silêncio, exteriorizo pra ninguém ver a minha mão acenando por socorro. Entretanto nada disso é suficiente. Não basta para me fazer entender que me corrói por dentro essa avalanche de sentir, de pensar, de ver, de não ter. E eu não consigo me conscientizar do sofrimento que isso provoca imediatamente muito menos a longo prazo.
Pelas minhas experiências em casos análogos (sim, eu sou muito bom nesse quesito!) o tempo será o único que irá colocar um ponto final nessa história. Depende mais do meu esgotamento do que das situações em si.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Querido Papai Noel,

Mais uma vez, parafraseando (talvez fosse melhor dizer paratexteando) a perfeita da Tati Bernardi:




Esse ano fui uma menina muito boazinha. Passei fio dental, paguei todas as minhas multas e usei camisinha. Por isso, queria te pedir um presente. A última vez que te escrevi uma cartinha eu devia ter uns seis anos. Depois disso, o Thiago, o menino ranhento da minha classe, riu bem alto de mim, me apontando enquanto girava no gira-gira: ela acredita! Ela acredita!

Pois é, eu acreditava, e morri de vergonha. E nunca mais quis saber de você. Por causa do trauma de ser inocente e do dedo apontado do menino cheio de ranho, você virou um velho tarado que fica de pau duro em shopping, querendo mais é sentar as jovens mães em seu colo barato. O mundo foi ficando feio e cínico e com cheiro de saco de Papai Noel que não tem tempo de lavar a única calça abafada.

Mas esse ano fui uma menina boazinha e resolvi resgatar o 0,1% de crença que ainda existe em mim e te fazer esse pedido. Eu acredito, Papai Noel. Eu acredito no amor. Coisa que tá muito mais difícil de acreditar do que num velho fazedor de brinquedo e seus viadinhos sobrevoando nossas cabeças.

Se eu te contasse como foi minha vida amorosa nesses últimos anos, Santa, você diria: pegue seus livros, um vibrador e se mude agora para o Pólo Norte! Congelada e solitária talvez você viva melhor!

Mas cara, quer dizer, Papy, vou te falar que sou taurina e teimosia é meu sobrenome (na verdade é Pinto, mas acho que dá no mesmo). E eu ainda acredito no amor. Eu acredito! Volto agora pra cena macabra da infância. Thiago tem apenas sete anos. Ele gira, gira. Segura com uma mão o brinquedo e com a manga do outro bracinho gordo ele limpa seus ranhos. Escuta aqui, moleque, mas escuta bem: eu acredito que dá pra sonhar. Dá pra sonhar seu desgraçadinho entupido! Ouviu? Assopra tapando o nariz pra destampar esse ouvido!

Noel, cara, eu cansei. Só quero que seja natural, simples, fácil e bom. Não quero falar o que meus amigos me mandam falar porque se eu falar o que eu tenho vontade de falar poucos vão ficar. Eu não quero poucos. Eu não quero muitos. Eu quero um. Um amor. Só um.

Já tive bastante do resto que parece amor, já fiz bastante do resto que parece amor, já provei bastante pro Thiago que ele tava certo em relação a girar e rir e não acreditar e escorrer pelo nariz de medo de ficar aqui dentro. Agora eu quero sentar no seu colo, sem você ficar de pau duro, e quero que exista alguma porra de pureza nessa vida.

E qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência!


sábado, 11 de dezembro de 2010

o avesso da dor



[...] 
Se é o avesso da dor

Já não corro perigo
Me fez juras de amor
Mas só quer ser meu amigo

E se depender de mim faço tudo
Os anéis de Saturno vou roubar para você
Se depender de mim eu viro o mundo
Por esse amor sincero que é tudo o que eu mais quero
Vem pra mim
 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010


Eu simplesmente não agüento mais ninguém indo embora...

                                                                   Tati Bernardi

o passado, o presente e/ou futuro...



Acredito que sim, somos responsáveis pela materialização dos nossos sonhos e desejos, mas acho também que existe um limite para tudo isso. Algumas coisas que pensávamos serem importantes acontecerem no momento, muitas vezes não se concretizam como uma forma de abrir espaço para o que seria de fato importante. O engraçado é que isso não é percebido tão rapidamente. Só depois que outros fatores vêm à tona e, consequentemente, o aprendizado por trás de cada um, é que vemos o quanto o apego a um desejo passado estava errado. O difícil é encarar tudo aquilo que está bem diante dos nossos olhos...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

contemplação


O triste,
e por isso eu te ligo
e reclamo que é solitário,
é que enquanto você pensa
 em chances, ritmos e ganhos,
eu só penso em você.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

é tudo uma questão de tempo

um dia eu disse que não desistiria NUNCA,
mas eu me esqueci que
NUNCA é muito tempo
e como diz a música
o 'pra sempre, sempre acaba...'

é tudo uma questão de tempo...


terça-feira, 7 de dezembro de 2010



Você não enjoa.
Você me cansa demais mas não enjoa.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Dostoiévski


"[...]
é permitido a todo indivíduo que tenha consciência da verdade 
regularizar sua vida como bem entender,
de acordo com os novos princípios.

Neste sentido, tudo é permitido

[...]

Como Deus e a imortalidade não existem,
é permitido ao homem novo tornar-se um homem-deus,
seja ele o único no mundo a viver assim."




F. Dostoiévski - O diálogo com o demônio
(in Irmãos Karamazov, 1879)

amarelo;




Determinados sentimentos não são fáceis de se descrever com palavras, isso é certo. Mas uma vez enviei pro Dalai (num dia de muita inspiração, fato!) cujo uma parte dizia assim: "A sua compreensão independe da limitação alheia; Apenas sinta. Eu sei que o Dalai (poeta) sabe traduzir analogias literárias, não estou certo?"
Mas vamos falar do porquê disso tudo, da ocasião, da data festiva, porém muitas coisas aqui vão alem do invexplicável entre eu e o Sr. Dalai, também conhecido como Ricardo que “apareceu” na minha vida pelo mundo virtual, (e nesse quesito tenho que assumir que sou afortunado) de uma maneira comum aos que 'caem de para-quedas' por aqui. O diferencial foram as horas de conversa a fio aliados à cumplicidade que se criou com a rapidez de um estalar de dedos.
Reciprocidade: E a distância não existia para a cumplicidade de sentimentos; Em alguns momentos um linha tênue dividia a realidade do dia a dia com tudo aquilo que se sentia. Muitas vezes a conclusão que se chegava era de a convivência era maior do que a desta existência, pois nenhuma outra explicação era mais aceitável. Nada mais poderia explicar, a não ser o grande parênteses com linhas dentro:
 
                                                            (____________________)


Aí vinham os poemas escritos, os versos pensados, as frases não ditas que aos poucos misturavam-se com o AMARELO incomum que difundia-se no ENFIM...
Mas não era qualquer expressão, não. Sempre foi algo com um significado maior, no caso, um “Enfim...” cheio de histórias, de exclusividades literárias, textual e bibliográfica até o dia de conhecer pessoalmente aquele que se tinha certeza ser amigo de infância. Foi só dar vida a algo que já se esboçava em pensamento. Agora comprovava-se na matéria.
Hoje meu amigo Dalai completa mais uma primavera de existência. Mais uma vez, lhe desejo todas as coisas boas deste mundo, ciente de que as não muito boas são inevitáveis... mas desejo que tenha força contra elas!
Quanto as melhores e parecem não durar muito: desejo que você tenha a capacidade de prolongá-las; Desejo que você desfrute de todos os momentos, consciente de que tudo nesta existência é aprendizado, e que por mais que você não acredite no momento: NADA É POR ACASO!

                                                                                 Seja muito feliz!



Saiba mais sobre ele no [Reticências]








O fundo do poço é sempre mais embaixo...

domingo, 5 de dezembro de 2010

situações diferentes


As indefinições da vida são a própria essência dela. Algumas situações que ansiamos para serem logo resolvidas geralmente não se definem no tempo em que queremos. Parece o destino falando assim: olha, não adianta tentar controlar as coisas, eu decido quando tudo deve acontecer, faça apenas a sua parte e deixe o resto comigo!
Isso ocorre pela existência de circunstâncias e situações de vida diferentes e de outras pessoas envolvidas, com suas particularidades. É importante pensar que um caminho não se faz apenas por um querer individual. Existem outros fatores envolvidos, desenrolados sob vários ângulos e olhares diversos e que fazem parte da vida de cada indivíduo, por mais que desejemos que fosse diferente. 

sábado, 4 de dezembro de 2010



Pra algo recomeçar, teria que ter acabado primeiro. E você, na minha vida, nunca teve fim. Mesmo longe, sempre te tive em meus pensamentos...

simplesmente não dá certo


Você não pode simplesmente dizer que ama alguém
e deixar alguém dizer que te ama,
e depois tentar desfazer as cosias...

as vezes acho que não é necessário

Não é que eu seja frio ou indiferente, é  que as vezes acho que não é necessário demonstrar todos os sentimentos para pessoas que não os entendem.


Eu tenho aquele gosto doce de menino romântico
e aquele gosto ácido de homem moderno.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

hipotético


Quando nos apaixonamos;
Poça d’água é chafariz.

faz parte do pacote




...em parte é apenas isto: se você vai ser humano, tem um monte de coisas no pacote. Olhos, um coração, dias e vida. Mas são os momentos que iluminam tudo. O tempo que você não nota que está passando... É isso que faz o resto valer a pena.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010



Vamos tomar algo juntos?
Que tal um banho?

terça-feira, 30 de novembro de 2010

me diz...

           [...] que vai ficar tudo bem!




                                  Mesmo que isso não seja a VERDADE!



                                        Eu preciso ouvir isso ao pé do meu ouvido
                                                    enquanto afagas o meu cabelo;




                                          Pra que as coisas façam SENTIDO
                                                    mesmo que,         
                                                                contraditoriamente,
                                                                         sem lógica...





                                     Eu preciso de um pilar de sustentação;
                                                   pois eu não sou a MURALHA
                                                        e isso é claro e paupável,
                                                                depende, apenas,
                                               da sensibilidade daqueles que enxergam;


                                                         [...]
                    
                                              "E o rosto se desfez em pó..."

                                                                                                    e FIM...



                          |você sabia...|

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Eu nunca disse que iria ser ...

Aqui / Eu nunca disse que iria ser / A pessoa certa pra você / Mas sou eu quem te adora /  Se fico um tempo sem te procurar /  É pra saudade nos aproximar / E eu já não vejo a hora / Eu não consigo esconder / Certo ou errado, eu quero ter você / Você sabe que eu não sei jogar  / Não é meu dom representar / Não dá pra disfarçar / Eu tento aparentar frieza mas não dá / É como uma represa pronta pra jorrar / Querendo iluminar / A estrada, a casa, o quarto onde você está / Não dá pra ocultar / Algo preso quer sair do meu olhar /  Atravessar montanhas e te alcançar / Tocar o seu olhar / Te fazer me enxergar e se enxergar em mim / Aqui / Agora que você parece não ligar / Que já não pensa e já não quer pensar / Dizendo que não sente nada / Estou lembrando menos de você / Falta pouco pra me convencer / Que sou a pessoa errada [...]

so please don't stop the rain...




                                  ...ou talvez
                eu só precise de férias,
                            um porre
                     e um novo amor.


              É!
                 Talvez...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

diálogos aleatórios


Sabe, eu fico me perguntando.

O que?

Porque você age desta forma.

De que forma?

Assim... como esta fazendo agora.

E como eu estou fazendo agora?

Está acoado. Como se tivesse medo das pessoas.

Bom, eu tenho medo das pessoas.

Besta! To falando sério. Você não deixa eu me aproximar.

Como assim? Você já está do meu lado, quer sentar o no meu colo? Preciso lembrar que estamos em público?

Mais uma vez... Age com o intuito de repelir qualquer proximidade.

Não acho que seja desta forma que você está falando.

Eu acho.

Desde quando você pensa isso sobre mim?

Não sei ao certo, mas tenho pensando muito sobre isso.

Como assim tenho pensado muito sobre isso? Você fica me analisando?

Está fazendo de novo.

Não tô!

Está... eu sei que isso pode ser uma maneira protetiva, o que eu quero saber é o porque disso tudo. Porque você se mantém tão distante das pessoas.

Você está generalizando?

Sim. Acho que você age desta forma de uma forma geral, a intensidade depende apenas da sua intimidade com o outro e a extensão do contato.

Talvez eu saiba o que você está falando.

Acho que você sabe muito bem do que eu estou falando, mas se não quiser falar sobre isso eu vou entender.

Você sabe que é difícil conversar sobre determinados assuntos, ainda mais pra mim, que reluto a falar sobre sentimentos, pelo menos no que tange os meus.

Sim eu sei, é bem visível tal situação, mas queria poder ajudar.

Não sei se você pode, mas agradeço a tentativa, já mostra que você consegue ver o que está aquém das palavras, mas estampado nos olhos, sem contar que tem a disposição pra tanto. Realmente, muito obrigado.

Você não precisa me agradecer vai, para com o formalismo. Vem aqui e me dá um abraço que ta tudo bem...

Promete que vai ficar tudo bem?

Sim, eu prometo...