sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

o (possível) último 2011



Acho que oficialmente eu posso dar meu ano como encerrado, foi um ano mais que difícil, mega complicado e extremamente pesado e denso. Agora, mais uma vez, acho que a única coisa que ando desejando pra mim nesse próximo ano que já bate à porta é PAZ, desejo um estado de tranquilidade emocional para que meu físico dê conta do recado. 
Eu até ouvi alguns comentários a respeito de que anos conturbados são sucedidos de anos frutíferos em todas as áreas, quase como o tempo em que você colhe tudo aquilo que ficou semeando durante as épocas de escassez. Confesso que isso me deixa bastante otimista pra encarar tudo o que virá.
Hoje terminei de ler "A vergonha dos pés" da fodástica Fernanda Young e sinceramente, não me recordo de nenhum outro livro que tenha enrolado tanto pra ler como esse, e sem nenhum motivo aparente, simplesmente procrastinei enquanto pude.




Não que eu tenha vergonha dos meus pés, porque acho que não tenho, até gosto deles. Alias, essa nem é a temática do livro que só explica seu texto literalmente em suas últimas páginas.

E alguns pontos caem como uma luva no caso concreto, ou melhor, uma meia serve melhor:


"Um mal-entendido puxa outro que puxa outro. E duas pessoas acabam sofrendo. Duas pessoas que se amam e sofrem por nada."



"Transportada num difícil percurso entre estímulo e desencanto."






Enfim...

É o fim do ano, encerramento de um ciclo que o mundo vive, que as pessoas estão sujeitas e que quase todo mundo espera que venha nos trazer boas novas como num passe de mágica. Então, vamos seguir sem muitas pretensões, vamos APENAS fazer a nossa parte pro ANO NOVO ser melhor, vamos, cada um, fazer o que estiver ao nosso alcance para sermos melhores... 



Até 2012! ou não...






quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

eu desejo ser MENOS!




Eu preciso aprender a ser menos. Menos dramático. Menos intenso. Menos exagerado. Alguém já desejou isso na vida: ser menos? Pois é. Estranho. Mas eu preciso. Nesse minuto, nesse segundo, por favor, me bloqueie o coração, me cale o pensamento, me dê uma droga forte para tranqüilizar a alma. Porque eu preciso. E preciso muito. Eu preciso diminuir o ritmo, abaixar o volume, andar na velocidade permitida, não atropelar quem chega, não tropeçar em mim mesmo. Eu preciso respirar. Me aperte o pause, me deixe em stand by, eu não dou conta do meu coração que quer muito. Eu preciso desatar o nó. Eu preciso sentir menos, sonhar menos, amar menos, sofrer menos ainda. Aonde está a placa de PARE bem no meio da minha frase?

[Fernanda Young]


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

e no espelho,





tem horas que você para e diz: 
eu não aguento mais ser forte...


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PULA!





PULA: 

eu te seguro...!




terça-feira, 27 de dezembro de 2011

entende?









e se você odiar a minha história, 
desculpe, 
ela não foi escrita pra você, 
só isso!

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That's What I Am





Acabei de assistir "That's What I Am" e apesar de ser cheio de clichês e até meio piegas em determinados momentos, é realmente bom pra gente traçar algumas nuances entre o comportamento humano.
Ah, sem contar como foi muito bem reparado pelo meu quase-companheiro de sessão, digo quase porque ele dormiu 90% do filme e foi embora antes de terminar, então foi uma pseudo-companhia mesmo.
Mas focando no filme acho que no último diálogo do filme surgiu a melhor frase e que, com certeza, merece destaque:

"acredito que a VIDA 
seja sobre tempo, 
oportunidade 
e escolhas..."

E com certeza essa é a moral da nossa história, da nossa vida que é justamente a união e aplicação deste fatores.
E aí, como é a sua vida?


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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

about love




i love you 
not only for what you are 
but for what i am 
when i am with you...
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sábado, 24 de dezembro de 2011






E agora começam os questionamentos do tipo: Então é natal, e o que você fez?”, e o que você me fez que te faz ter orgulho desse ano que passou?
Bom, eu não sei vocês, mas eu queria colocar uma pedra bem grande em cima de 2011 pra que todas emoções, sentimentos, medos, anseios, fiquem enterrado junto com as minhas recordações que passaram.
Eu sempre sou aquele que tem o estilo meio “Grinch”no natal, ando querendo que o mundo pegue fogo e que os bombeiros estejam de férias e com água em falta no quartel. Ok, eu sei que é uma visão pessimista, mas lembra que eu falei que as coisas andavam complicada? Pois é, não estava brincando.
No escuro a gente pensa e começa fazer o balanço anual pra colocar os pingos nos ‘is’, são muitos sorrisos, lágrimas, sonhos, planos concretizados, planos em aberto, muita emoção, sentimentos, muito do nada, muito de mim.
E aí dá aquele aperto no peito, aquela coisa incontrolável que não dá vontade de ir pra frente, nem pra trás, não te dá vontade alias. Não querer ser, apenas isto. Sabe quando você chora antes de dormir? Chora em silêncio, sufocando os sentimentos, quietinho no seu canto. Sem deixar via tona o turbilhão preso dentro da gente.
Mas e o que você quer? E mais:



E NESSE NATAL, 
QUEM VOCÊ QUER AO SEU LADO?






E com tudo isso a gente se questiona sobre o natal. Enxuga os olhos e começa a pensar no que poderia pedir ao ‘bom velhinho’, mesmo sem acreditar muito na existência dele...
Como assim sem acreditar muito na existência dele? Como a gente pode querer algo sem ao menos acreditar na sua possibilidade? É muita incongruência mesmo!!
Mesmo assim, se eu fosse um bom menino e acreditasse, o único presente que eu queria ele não ia poder me dar. Eu não faria pedidos possíveis, óbvio.

Isso me soa tão previsível... mas ao mesmo tempo, tão vazio... e você, como lhe parece?





sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

deixando...






Talvez eu esteja vendo as coisas com outros olhos. Talvez seja apenas mais uma das minhas sandices. Talvez seja loucura. Talvez seja um monte de coisas. Como também pode ser que não seja.
Mas, de toda forma, uma coisa é certa: algo está diferente. Tenho encontrado outras formas de ver algumas coisas que eu via apenas de uma forma e percebi que nem tudo era da forma que eu imaginava ou queria: fato!
Tenho, constantemente, me deparado com pensamentos revoltos, absortos de mim, leves e com vontade própria. Tenho sentido falta, mas acho que tenho um pouco de medo de sentir. Tenho, ainda, muito medo da constatação.
Acho que é muita confusão, muitos acontecimentos, muito sentimento pra muito pouca capacidade de absorção...
Talvez o lance de querer apenas PAZ seja mais correto do que eu poderia supor. Talvez a simplicidade do estado de tranqüilidade proporcione bem mais do que a gente imagine.
[...]
Continuemos com as divagações sobre o comportamento humano, suas excentricidades, inconstâncias, medos, dúvidas e acima de tudo, os meus próprios.
E aí, neste exato ponto/momento vem a música: Saber amar... saber deixar alguém te amar...
Será que é este o ponto-chave da questão? Será que a gente sabe? Será que eu sei? Será que eu deixo? Será?


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sobre o coração





“Eu sou mole demais por dentro pra deixar todo mundo ver. Eu deixo pra quem eu acho que pode comigo. Ninguém sabe. Mas eu tenho coração de moça.”

[Fernanda Young]


(*) nota de rodapé: por mais incrível que isso possa parecer é a mais pura verdade, por trás desse tamanhão todo existe um coração mole que só vendo... sim eu sei que parece difícil acreditar, mas aqueles que tiveram acesso ao outro lado da muralha também ficam boquiabertos com tamanha discrepância.


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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

antes de mergulhar...









Dance, dance, cante, cante 

Muito alto, sem medo de tudo 
De nada, sem medo de errar...

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#acreditar







"Há muitas pessoas que não acreditam no amor. Eu acredito, na verdade, eu preciso acreditar. Não posso considerar que essa parte tão grande em mim, capaz de tanto amor, seja fruto de algo que não exista em algum lugar, além do meu peito. Amor a gente não busca no mundo, amor não tá lá fora, à venda, à disposição. Amor é algo de dentro que, quando você encontra alguém que você guarda dentro e que também guarde você dentro, faz o mundo aqui fora parecer menos vazio e distante. As pessoas têm problemas no trabalho, as pessoas tem problemas de saúde, as pessoas tem problemas familiares, mas ninguém sai por aí dizendo que o trabalho não existe, que a saúde não existe ou que família não existe. No entanto, alguns cínicos com seus corações machucados querem nos fazer acreditar que o amor não existe. Sempre que alguém amargurado e amargo te disser que o amor não existe lembre-se: o amor existe, o que não existe é a perfeição. Tudo na vida a gente luta para conseguir e luta mais ainda para manter, é assim com tudo e é assim também com o amor. Essa é a verdade nua e crua: existe amor, mas também existem pessoas que não sabem amar. Eu não faço como essas pessoas que tentam dizer que o amor é uma bobagem, uma ilusão. E não é porque eu amo e sou amado, não é porque eu tenho um lindo namorado. Não! Estou só, e assim estive em todos os dias das minhas duas décadas de vida. Já sofri muito por amor. Já me iludi e me enganei. Já fui iludido e enganado. Meu amor já foi usado apenas para massagear egos, realizar favores e/ou conquistar prazeres da carne. Meu coração já foi partido por diversas e milhares de vezes, mas ainda há o poder de se regenerar em minha alma. Defendo o amor, defendo que as pessoas se amem, eu quero que você acredite no amor. Não vou querer privar o mundo do que não tenho. Não é porque ainda não deu certo para mim que não vai dar certo para você, vai dar certo sim! E, assim, quanto mais pessoas acreditarem no amor mais chances eu tenho de um dia encontrar quem também acredite e, nesse dia, além de amar eu também serei amado e terei orgulho de dizer: sim, o amor existe, pois existe eu e você."


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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

sábias palavras da Tati Bernardi








A verdade é que desde sempre foi complicado entender o que eu sinto, mas eu sempre tentei descrever em palavras para que, quem sabe alguém mais ou menos desocupado do que eu, pudesse entender por mim. A vida bateu na minha cara, muitos dias seguidos, sem poesia nenhuma que era pra me deixar sem vontade alguma de abrir os olhos. Só que os olhos são meus e cabe a mim saber até onde é bom enxergar, mesmo que sejam só coisas ruins que não vão me dar o sorrisinho que eu tenho que carregar todas as manhãs. Assim como tudo na vida, amores e amigos vêm e vão e, fico aqui perguntando baixinho, quem sou eu então pra decidir que os meus não deveriam ir? Não adianta mais prometer que será pra sempre. Eu não quero promessas. Promessas criam expectativas e expectativas borram maquiagens e comprimem estômagos. Eu não quero dor. Eu não quero olhar no espelho e ver você escorrer, manchando minha maquiagem. É pelo medo de cair de novo que meus joelhos tremem. Eu quero, no mínimo uma garantia. E eu só preciso me desfocar do sonho que me deixa míope e enxergar além, ou melhor: enxergar o que está na minha cara. Antes de dormir rezei, pedi a Deus que perdoe tanta ingratidão de minha parte, por não enxergar tudo de bom que a vida me oferece...”





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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

é muito QUASE








Estes últimos dias 
tenho me questionado um pouco mais 
sobre o por quê das coisas. 

Sério, 
não é nem mais crises existenciais, 
mas a coisa anda ficando muito 'tensa'!

A questão já transcendeu simples questionamentos... 

Mais do que eu gostaria;





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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

sintomas







_____ ¤ apatia
________ ¤ letargia
___________ ¤ procrastinação


não necessariamente nessa mesma ordem...



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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

desassossego






Desassossego eterno que me incomoda diariamente.
Solidão latente que não me deixa esquecer como as coisas são
Lembranças
Distância
Mundo louco que não para de girar
enquanto isso eu não durmo:
Insônia constante
Ausência; 
Mágoa
E as perguntas se acumulam
enquanto as respostas são insuficientes
contraditoriamente, 
por vezes desnecessárias
Enganos sob desenganos
Seguimos, sempre, nos enganando
o fim de um lado se liga ao começo do outro
sequências irreais
Medos infundados
Notícias distantes
Inconstância
Sofreguidão dos sentidos.
Entrega ilógica
Tortura solitária
Resumido em somente rotina


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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

- Quem te faz sentir especial?






E de repente alguém te diz que quer só seu lado bom. E eu afirmo com certeza: corra pra bem longe, três dias e três noites sem olhar pra trás, pras ser mais exato.
É muito fácil gostar de alguém “perfeito” e é muito simples querer alguém só pra festa, muito cômodo eu diria.
Estar com alguém só na hora do bem-bom. Mas é na hora que o “bicho pega” que você conhece aqueles que realmente estão com você pro que der e vier, pra vida.
Dividir a vida envolve todos os momentos, os bons e os ruins. Você compensa uma parte com a outra. A gente supera junto, e enfrenta coisas que jamais supôs fazer. Você finge que não vê outras tantas e supera os montes de sapos que engole em outras situações.
Companheirismo é pra vida toda, conquista-se lentamente mas, se perde num piscar de olhos quando não cuidado.
Querer alguém sempre bem ao seu lado não é querer bem o outro e sim a si próprio. As pessoas não são felizes o tempo todo, então porque haveriam de ser ao seu lado? Como que alguém que só te quer rindo, indo, dançando, bebendo, cantando, beijando, amando pode te amar de verdade?
Aprendizado evolutivo faz parte do crescimento pessoal de cada um.
Hoje eu tenho percebido que não dá pra se querer tudo, mas a gente pode muito bem se adequar às situações que a vida nos impõe, é plenamente possível. Por mais que dê a maior vontade de chutar o balde em alguns momentos.
De tudo isso eu só quero que você pense numa pergunta: “- Quem te faz sentir especial?”

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[Tati Bernardi]








Você me deu 
todos os motivos para desistir. 
Eu te darei 
todos os motivos 
para se arrepender.

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

precisamos rever isto, tem algo errado acontecendo...






Recalculando Rota





Sabe quando o você está no caminho errado, ou decide seguir por uma rota alternativa, confunde direita com esquerda ou simplesmente erra a entrada e o aparelho de GPS, automaticamente lhe dá a mensagem "recalculando rota".
É assim que eu estou me sentindo neste exato momento: foda do meu eixo.
Estou confuso, insatisfeito e indisposto para alguns sentimentos. Talvez seja a hora de parar de reclamar e fazer algo pra mudar a situação.
Exemplificando de forma análoga, acredito que estou no ponto cego da direção automobilística. Existe, todo mundo sabe, é difícil definir com exatidão a sua localização. Mas que, de fato, atrapalha e muito o controle. 
É uma barreira perigoso bem a sua frente em milésimos de segundos que podem mudar pra sempre o rumo. 
Questionando sobre os problemas que passam pela minha cabeça, receio que talvez seja tarde para algumas coisas. Definitivamente há caminhos que não tem volta.
Eu funciono, normalmente, por extremos e o que separa simples fatos de grandes confusões são linhas extremamente tênues, assim, para atingí-las e ultrapassa-las é deveras fácil e rápido por quase não haver divisor entre elas.
É como brincar de corda bamba, você brinca com limites dos quais não controla e por vezes, nem tem ciência de como funcionam, tampouco de suas consequências fatídicas.



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sábado, 3 de dezembro de 2011




"Às vezes é preciso dormir, dormir muito. Não pra fugir, mas pra descansar a alma dos sentimentos. Quem nasceu com a sensibilidade exacerbada sabe quão difícil é engolir a vida. Porque tudo, absolutamente tudo devora a gente."




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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

simples







Dê o melhor de você em tudo que você faz; Se não puder dar o seu melhor, que seja apenas como exceção, pois que a regra, seja sempre ser o melhor dentro das possibilidades. E não se esqueça de NUNCA de EXIGIR dos outros ALÉM do que VOCÊ ESTÁ DISPOSTO A DAR...

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

só vou te contar, porque você já é de casa...








Só vou te contar porquê você ja é de casa
Eu tenho um lado doce que quase ninguém vê
Se dou festa, trato bem até quem chega de penetra
Quem me beija não consegue me esquecer...
Tudo me interessa
Tudo tem mistério
Sou devota da paixão
Menina e menino
Pego em estéreo
Mas não venha grudar, não
Ja tá totalmente sem noção
Ligar de madrugada pra me aborrecer
Depois de me ganhar você quer me perder
Eu ponho quem eu quero aqui no meu colchão
E se não me abalou eu trato de esquecer

É que eu também 
sou feita de deixar de ser...



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terça-feira, 29 de novembro de 2011

cadê minha cueca?






Estou procurando a minha cueca preferida, aquela com elástico grosso, colorida como as outras, mas diferente, única como as demais. Eu deixei em algum lugar, mas esse lugar é aqui dentro do meu quarto, não saí daquilo com ela, ou melhor, saí, mas sempre voltei. Não pode ter sumido assim. Talvez esteja em meio a essa bagunça de ser quem eu não ando sendo.

[Pausa para revirar o quarto, a casa, o mundo]

Abre gavetas, tiro tudo dos armários e jogo tudo em cima da cama. Desdobra, espalha, redobra, guarda e nada; Encontro papéis, documentos, roupas esquecidas, recordações empoeiradas.

Não, eu não preciso mexer naquelas caixas antigas. Eu sei o que tem dentro e sei que a minha cueca não vai estar lá. Mas pensar nisso é a mesma coisa que mandar criança vigiar bandeja de brigadeiro na véspera da festa. Vai dar errado, a gente sabe, mas mesmo assim faz.

No velho baú escondido embaixo do móvel estão as lembranças mais antigas do que eu já fui, do que eu não posso e não quero ser, bem como os sentimentos guardados, quase uma caixa de Pandora de mim mesmo. Já não ouvia o barulho do mundo e decidi não abrir, não quis arriscar, fugi para não achar – melhor ficar longe do que conspira contra nós, e com razão. Aqui, ainda posso ficar escondido e salvo disso tudo.

Eu sei. Melhor assim. Melhor mesmo quando não faz parte de mim, quando eu to na esquina e o resto do mundo do outro lado da rua enxergando tudo. Mas, e aquela minha cueca, onde é que foi parar? Já que ninguém sabe, vamos colocar que ela está guardada na minha caixa de Pandora? Porque assim eu coloco um ponto final na procura e as coisas se acalmam, mesmo sem vê-la posso me conformar com a falta que ela faz. Ficamos combinados então, agora volta pro quarto e arrume aquela bagunça toda que ficou pra trás que enquanto isso a gente aproveita pra organizar as idéias também...



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domingo, 27 de novembro de 2011

RESENHA



"A pintura surge como meio privilegiado de investigação 
das nossas relações mais surdas e secretas com o ser."
                   [Merleau-Ponty]






Digamos que eu meio que caí de para-quedas neste paraíso sensorial criado por Ana Carolina. Vi uma resenha de uma música do CD junto da capa no facebook de um amigo e nem sabia que ela havia lançado um novo trabalho.
No dia seguinte, ao passar por uma Saraiva  Mega Store me deparei com vários deles espalhados pela loja e não resisti, peguei um logo na entrada e fui conferir a seleção musical à venda por R$19,90. Descobri que muitas das músicas eram conhecidas, inclusive medleys famosos do tipo: "Feriado / Amor é um rock / Entre tapas e beijos". Pois é, você leu certo sim "Entre tapas e beijos" faz parte do repertório do CD!
Bom, junto às compras levei o CD que fala sobre as cores e que vem com um "produzido por Ana Carolina" no verso.
De ontem pra cá já ouvi 3x antes de escrever essa resenha e que logo na primeira música (Rai das Cores) já nos leva a pensar quando pergunta:

Quais são as cores que são suas cores de predileção?


E qual é a sua?

Bom, depois de ouvir algumas vezes fui ler a respeito do CD, informações essas que você pode encontrar no site do trabalho, que alias tem um video muito bom logo dela explicando sobre a ligação com as cores:


Bom, sobre o projeto, tem várias coisas bacanas, que começou em meados de 2008, mas o mais importante deles é que tem um fundo beneficiente e se iniciou com um projeto da Ana (aqueles bem íntimos) com a Associação de Diabetes Juvenil (ADJ) passando por shows, exposições e agora com parte da verba arrecadada será revertida à Associação. Bacana não?
Ah, descobri também que a Ana apoia a instituição porque é diabética desde a adolescência, o que eu nunca soube.
Bom, enquanto o DVD do show não chega às lojas, vamos finalizar falando das músicas que é o foco do CD. Músicas lindas, medleys talvez inusitados a princípio, mas muito bom de ser ouvir. Tudo isso intercalado com alguns clássicos de compositores famosos.
Sozinho o CD seria um sério candidato a xodó, agora, se você analisar em conjunto com o  audível, a questão social e a questão visual do projeto, fica impossível não se render. Assim, canalize todos os seus sentidos e aproveite o máximo desta experiência que transcende um único ponto, abra-se para muito mais do que música.




[Ana Carolina in Ensaio de Cores]

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sensação








Vivo com essa sensação de abandono
de falta
de pouco
de metade
Mas nada disso é novidade.




por Tati Bernardi


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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

[cultura] apenas música


"O que seria de mim sem a fé em Antônio?"






Em uma das apresentações do show/DVD "Brasileirinho" a interpretação do poema "O Poeta Come Amendoim" ficou a cargo de Renata Sorrah, que sempre na sequência é encabeçada por Bethânia com a música "Santo Antônio". No DVD, a interpretação do poema fica a cargo, da não menos talentosa Denise Stoklos. Mas isso tudo não é pra fazer qualquer pessoa gostar de nenhuma das figuras, estou apenas dividindo uma boa música recheada de cultura, sem a mínima pretensão de ser pop, hit ou comercial. É para aproveitar a parte sensorial da coisa...



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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

descrença






Hoje doeu lá no fundo. Não tem doído muito ultimamente, tem sido fácil esquecer ou fingir que não existe dor, que não existe ferida. Aquela sensação de incômodo que a vida impõe tem sido contornável. Mas hoje não. Alias, desde ontem a pontada se tornou constante e muito incômoda.
A sensação de vazio que me acomete desde ontem me inquieta. E essa inquietude me faz pensar nas minhas perguntas sem respostas. Como ontem, quando me perguntaram o porquê de eu sempre estar sozinho e procedido de um indignação do tipo: “- porque um cara tão bacana como você NUNCA tem ninguém?”. Machucou, doeu como aquelas pontadas agudas nas entranhas.
Machucou não por ser uma pergunta ofensiva, porque de fato não era. Por sinal, era uma pergunta por demais simples. Machucou porque eu não tinha uma resposta convincente para proferir. Doeu porque a verdade dói.
Tire o drama da conversa, tire toda e qualquer projeção e pré-conceito também, concentre-se apenas no ‘por quê’! Questione-se diversas vezes corroboradamente sem chegar a a ponto nenhum e verá a conclusão que cheguei: um imenso vazio que se tornou tenebroso enquanto ecoava por uma avalanche de sentimentos também vazios.
Por isso, hoje, mais do que nunca preciso de silêncio à minha volta para que eu possa escutar apenas o meu barulho. Preciso de norte por não saber pra onde ir. Preciso de rumo por não saber por que se deve ir.

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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Por que deixamos de acreditar em um final feliz?




Essa questão é bem complicada, 
porque cada um tem uma tese em relação a isso, 
mas afinal 
o que acontece quando deixamos de acreditar 
que existe final feliz?


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domingo, 20 de novembro de 2011

desABAFO







Como todo mundo acha alguma coisa nessa m***a de mundo virtual, também quero me dar esse direito, o direito de expressar o meu ponto de vista, já que todo mundo é especialista em alguma coisa, que é crítico disso, daquilo e daquilo outro; incluo nesse tópico venerar seus artistas, falar bem deles, falar que são isso, que são aquilo, e até mesmo dizer que alguns artistas são cantores, são dançarinos, são isso ou aquilo. Sinceramente, acredito que muito deles são apenas o que poderiam ser definidos APENAS COMO "entertainers", NADA ALÉM DISSO! mas por favor, não façam isso de modo de vida, de única salvação para suas vidas e humanidade, ok? É dia de rock bebê? ok, aproveite o rock, é dia de samba? então se joga, mas não ache que fulano é melhor que ciclano, que isso é melhor do que aquilo... só aproveite o MOMENTO, dentro de você, porque se você precisa exteriorizar a sua vontade, provavelmente tenha que rever alguns conceitos sobre o que você realmente gosto e aquilo que você precisa demonstrar ao mundo que gosta. entende?



nota importante: aprenda um pouco mais sobre o significado da palavra "entertainers", busque significados análogos, figuras de linguagem e veja se consegue traçar um paralelo entre o que descobrir e aquilo que você descobrir e aquilo que o seu artista preferido faz no palco... (fica a dica)



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parapeito






Sentado no parapeito eu balanço as pernas incontrolavelmente de maneira ininterrupta. Não, eu não consigo controlar, mesmo com o olhar distante, o pensamento idem, as pernas não param. A respiração é ofegante e até as pálpebras tomam um ritmo diferente. Cuidado.
As pessoas tem o seu ritmo, cada um no seu tempo, juntando-se nos grupos paralelos, vivendo seus mundos, suas vidas, enquanto eu fico ali, absorto, sentado no parapeito balançando as pernas como criança que não alcança o chão e está inquieta por não querer ficar parado.  São apenas tropeços involuntários de pernas bambas.
É isso, o mundo está andando rápido, enquanto eu fico sentado no parapeito. Por isso as perninhas não querem parar de se mexer, é a vida mostrando que não se pode parar. Nunca se pode, desde criança a gente não para. E talvez seja por isso que a gente queira abraçar o mundo, porque aí ele não precisa correr, é a gente parando o mundo. É a tentativa de controlar o incontrolável.
Mas ali, do parapeito, eu me concentrava nos meus pensamentos cansados, tentando compreender esses dias longos e essa quantidade absurda de pensamentos que não param.
E aí você põe a mão de leve no meu queixo e o levanta até a altura dos seus olhos pra que eu possa te escutar melhor. Comigo é assim, sempre respondo a estímulos. E com você, como é?



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