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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

o mundo de Cazuza









Lucinha Araújo, mãe de Cazuza sempre achou que não conseguiria viver sem ele. E tal situação era tão forte que ela relata que seu marido, e pai de Cazuza tinha uma mania e sempre falava ao filho:

”Você não vai morrer, 
por que eu não vou deixar.”

Por isso, de quando em quando, Cazuza ligava para o pai e pedia: 


”- Vem aqui falar aquele negócio...”


Lucinha ainda relata que o marido simplesmente largava o trabalho e tudo que estivesse fazendo só pra ir até ele e dizer:


”-  Não vou deixar você morrer!” 





quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

sentidos









a poesia de Cazuza, que pouco se tem contato:



“Olhar o mundo

Com a coragem do cego
Ler da tua boca as palavras
Com a atenção do surdo
Falar com a mão e com os olhos
Como fazem os mudos”



E aí, a gente pensa: será que só as mães são felizes mesmo?



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

simples e direto



Você sofre, se lamenta e depois vai dormir.


por Cazuza 


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sexta-feira, 29 de julho de 2011

sonhos: a minha versão e a de Freud







Tem sido até que uma constante eu acordar com breves espasmos dos sonhos ainda frescos na minha cabeça. Outros reaparecem no decorrer do dia, enquanto outros se perdem no esquecimento. São situações inusitadas, pessoas que não estão tão perto, pessoas queridas e uma outra infinidade de situações aleatórias que fogem ao nosso controle.
Que a gente não tem domínio sobre os nossos sonhos creio que não seja uma grande novidade para o mundo, mas essa noite a ordem das coisas se inverteu. Fui agraciado com a possibilidade de sonhar com algo que eu vivo sonhando muito acordado ultimamente.
Para Freud, o sonho é a realização disfarçada de um desejo reprimido, e apresenta dois conteúdos: o manifesto e o latente. Segundo suas teorias, os elementos mais importantes ao processo são os impulsos instintivos reprimidos, impedidos pelo superego de atingirem a consciência.
E eu preciso assumir que em muitos momentos eu partilho (e muito) dessa visão de Freud, inclusive uso a teoria quando preciso explicar o tema para o mundo.
Mas voltando à minha noite, ao meu sonho. Por um breve lapso, consegui acordar no meio da noite e era muito vívida a recordação daquilo que ainda fresco na memória. Foi até inebriante a sensação de veracidade daquele momento. Por um instante eu fui aquilo tudo que quisera ser e era muito  bom o ser. 
E voltei a dormir, tranqüilo e feliz, torcendo para recordar todas as sensações quando despertasse do sono.
E assim aconteceu. Acordei e continuo com esse turbilhão de emoções na cabeça e me questionando do significado disso tudo. Será que eu devo encarar como um fato aleatório, deve pensar como Freud e entender que isso tudo foi só a minha mente transcendendo o meu controle e libertando-se aos acontecimentos ou devo encarar como um “seguir em frente” já que é tudo sonho?
Não sei, eu não tenho essas respostas, mas a seqüência dos fatos só me deixa ainda mais confuso. Se a resposta estiver somente em mim será muito mais fácil, mas na vida nada é tão simples, tudo envolve uma porção de fatores que envolvem, por sua vez, uma porção de pessoas.
Ok ok, sejamos realistas, a resposta sempre está dentro de nós mesmos, mas pra conseguirmos atingi-la, dependemos de um empurrãozinho alheio também, dependemos assim da interferência externa.
A pergunta que fica, de todas as divagações implícitas aqui é a de que quem dará o braço a torcer primeiro?


///

É Cazuza, você sempre foi foda... 
Por isso vou citá-lo (novamente) aqui, principalmente na versão de Leoni:

(as vezes te odeio, por quase 1s.)



[...]

Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei

[...]

Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Que não me deixa em paz

[...]







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segunda-feira, 2 de maio de 2011

#Cazuza: 'Poema





Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era ainda criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou consolo
Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei, nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim
De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa

Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás


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quarta-feira, 6 de abril de 2011

ainda, Cazuza




                Vai embora não, 
                fica mais. 
                Ninguém no mundo 
                vai te dar tanto carinho, 
                nem pai, 
                nem mãe, 
                ninguém vai aturar a tua loucura.


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terça-feira, 5 de abril de 2011




Amando eu me acalmo 
e me desespero.

                                                                     Cazuza



aniversariante: Cazuza



porque ontem esse cara muito foda estaria completando mais um ano de vida e a sua genialidade é tão grande que até hoje ele, anos após sua morte, ele continua sendo referência pela sua criatividade ímpar. sim, eu sei que ela traz alguns suas consequencias, mas nada nessa vida sai de graça, certo? 








 Queria te falar tantas coisas, 
queria te falar do meu amor 
que a muito tempo não é correspondido.


Quem sabe esse querer não se transforma em ter um dia. 
Pois eu realmente quero ter você ao meu lado. 


A vida é bem pior do que a morte, 
suporte baby, suporte.


O seu amor é uma mentira 
que a minha vaidade quer.


Eu sou o teu amor, me entenda. 
Você precisa descobrir 
o que está perdendo.


Eu sou uma pessoa comum, 
que sofre por coisas comuns. 


Às vezes te odeio por quase um segundo 
depois te amo mais. 
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, 
tudo,
tudo que não me deixa em paz.


sábado, 22 de janeiro de 2011



“Você me chora dores de outro amor, 
se abre e acaba comigo.”


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010



"Eu ontem fui dormir todo encolhido,
agarrando uns quatro travesseiros."
 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Fica Comigo



Fica comigo / E me faz feliz / É que eu tô sozinho / Há tanto tempo / Que eu me esqueci / O que é verdade / E o que é mentira em volta de mim.