Mostrando postagens com marcador fraqueza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fraqueza. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de junho de 2011

insegurança






joguei fora os recados escritos em guardanapos de papel, os bilhetes e todos os cartões coloridos tão cheio de sentimentos e recordações; tirei as nossas fotos dos porta-retrados espalhados pela casa pra não ter mais contato com essa dor constante em contraste com os risos eternizados pela lente. a partir daí me obriguei a pensar em outras coisas pois qualquer lembrança ligada a determinados tipos de situações que durasse mais de 5s poderia ser pertubador pra decisão que eu havia tomado; 
pra contrastar com tudo isso comprei um maço de flores frescas, troquei a água do vaso e coloquei em cima do aparador do corredor; comprei também velas novas pro candelabro, que fica aceso em cima da mesa enquanto eu preparo o jantar. 
já não uso mais aquele seu all star surrado que me davam a impressão de estar andando os seus passos, no seu ritmo e o mesmo destino teve aquele seu moletom surrado cinza claro com ziper frontal que de tanto eu paquerá-lo, você me deu; hoje ele deve estar aquecendo algum corpo físico que, provavelmente, não sente o abraço que ele me transmitia à alma; 
e eu não sei se é medo ou insegurança, mas ainda é difícil ouvir as pessoas perguntando como você estaria, eu respondo com um leve sorriso que cala um desespero interno que me remete a lembranças infindáveis... cenas, fotos, filmes, momentos, risos, projetos... é isso que eu estou tentando me desvencilhar, talvez o primeiro passo de um longo caminho, talvez uma atitude que não dê em nada no futuro, porém continuo acreditando que é a atitude correta e, independente do resultado que ela vá provocar; mas isso é um discussão complexa e que depende de um monte de variáveis futuras e por isso é melhor que continue na expectativa dos acontecimentos, pelo menos por ora.






.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

e tem gente que acha que é legal







Eu sou uma pessoa deprimida, às vezes eu fico triste e não consigo fazer as coisas. Depressão, pra quem não sabe, é uma espécie de TPM que dá em homens, mulheres e objetos. Mais em homens e mulheres do que objetos, no caso. E daí dá aquele desânimo, você não consegue fazer as coisas, você não tem vontade de fazer as coisas. Tem gente que lida com depressão de várias formas diferentes, tem gente que come chocolate, tem gente que bate nos outros, tem gente que grava vídeos pro youtube, tem gente que não grava, também, de vez em quando, tem gente que trabalha demais, fala demais, dorme demais. Enfim, tem várias formas de você combater isso, você pode fazer terapia, você pode tomar remédio, PODE SE MATAR - não faça isso aliás, esquece esse conselho, você não deve fazer isso. O deprimido já saiu de moda, teve uma época que era moda ser deprimido, era legal, agora não é mais. A pior coisa de lidar com a depressão é achar bonito, depressão, tem muita gente que acha romântico ficar choramingando pelos cantos, mas na verdade não é. (…) A melhor coisa que você tem que fazer quando você fica deprimido, é fazer uma coisa que você nunca fez antes, tipo uma coisa que você sempre teve vontade de fazer e nunca fez, desde que isso não arrisque a sua vida, ou arrisque a sua vida também, mas não bota a culpa em mim. Mas eu acho que a coisa mais importante pra você deixar de ser deprimido é você deixar de achar bonito, tem gente que acha que é legal, porque eu já achei legal, também, e não é legal.


                 PC Siqueira


.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

RAAAWR!







   Algo não é verdade simplesmente porque alguém disse isso, mas no meu caso, a verdade é uma coisa muito consciente e a resposta dos meus questionamentos foi uma espécie de “dejà vu” - constante e contemplador.

    Não se trata de uma grande novidade, tampouco alguma situação inesperada. Eu simplesmente repeti em voz alta um pensamento que há tempos não sai da minha cabeça.

             O problema não é o que aquele ser assim, o outro ser assado... não, nunca foi essa a origem do problema. A resposta é mais simples do que parece. A solução reside justamente em minhas projeções e expectativas ilusórias.

A questão é que simplesmente eles não eram você. [simply because they were not you]

                      Não é que não me faziam felizes ou eu não os quisesse. O grande problema é a projeção de perfeição que eu vejo reiteradamente em você e, o quão bom isso é, mesmo que idealizado.

                    E eu não posso ser feliz assim.

Desse modo eu nunca poderei. Enquanto eu não dividir o hipotético do real e separar muito bem as coisas não vai haver espaço pra mais nada, vai ser só uma grande dúvida que vai me acompanhar, deixando aparentes as arestas internas e o vulto que me acompanha diuturnamente.

E mais uma vez eu me pergunto se são somente projeções que a minha mente fértil produz, ou se é verdade o que os meus sentimentos me dizem.

                        E mais uma vez essa dúvida me assombra: até que ponto vai essa imaginação toda?

     Sendo certo que outrora ficou provado que eu tinha razão e por não agir no tempo certo acabei por perder, acabei por deixar de viver, acabei por me perder no caminho, e por isso, restou a dor latente daquele sentimento não vivido por falta de atitude.

                                         E aí, por medo de viver, por medo de sentir acabou restando apenas as seqüelas causadas por feridas que insistem em não cicatrizar.


[simply because they were not you]


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

pânico






Há algum tempo que eu não vivenciava tal situação. Uma dor iminente, profunda, mas ao mesmo tempo totalmente hipotética. Você sente, mas não vê. E o medo está justamente em não ver aquilo que se teme. A carne trêmula entrega a fraqueza da alma. A pior parte é a sensação de impotência. Muitos gestos, muitas pessoas, muitas sensações... é um conjunto de fatores que o corpo não absorve, simplesmente reage. E reage mal, como tudo aquilo que não se conhece e, assim, acaba por se temer.  Então se repele. Você grita em silêncio, procura abrigo na menor fresta de luz diante dos opacos escuros. Só há vultos e você só queria não sentir. Diante de você não existe mais nada palpável, somente a frieza dos sentimentos contrastando com o calor corpóreo que exala do seu medo. Você até poderia ser mais forte que isso, mas neste momento já é tarde, neste momento você já curvou seus joelhos caindo ao chão.