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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

o tal príncipe no cavalo branco








"Quando eu tinha meus doze anos de idade, 
idealizei o maldito príncipe encantado. 
Comecei a vida adulta fazendo o mesmo. 
Vício é vício, 
e se você não se tratar a tempo, 
pode passar uma vida inteira 
com doze anos de idade." 


.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

então é isso...




acho que já errei muito
num passado distante
num passado próximo
acho que continuo errando
acho que não sei o caminho

espera, 
não, eu realmente não sei o caminho
acho que estou perdido então

não, eu sempre estive perdido
não é de agora

tenho medo do futuro
tenho medo do presente
tenho medo de ser e existir

uma vez eu li que 
viver dói

é,
acho que é isso:
viver dói



.

terça-feira, 21 de junho de 2011

quinta-feira, 16 de junho de 2011

pantufas novas




Tenho sentido os meus pés gelados e usar meias parece que não adianta, não consigo mantê-los aquecidos. O frio é interno e totalmente psicológico. Acho que preciso de pantufas novas...
A vida seria diferente com um par de pantufas novas, é isso: pantufas novas! Daquelas bem grandes, fofinhas e confortáveis!! Está decidido, vou agora a uma loja de departamentos procurar uma do meu tamanho e, com certeza, o fato de eu calçar 43/44 não será um problema, não mesmo. Pode ser do Garfield, do Pateta, pode ser em formato de patas, com garras, unhas pintadas, multicoloridas, de bichos, personagens, tanto faz... É isso, pantufas novas, foco!
Ok... Então vamos concentrar nos fatos, vamos procurar nos ater ao que está acontecendo agora e deixar um pouco de lado o passado, quietinho onde ele está.  
É isso. Passa, sucede, e você se deixa levar, a onda vem, a maré te carrega.
Não dá pra se orientar?
Bobagem; se deixe levar... os carros passam enquanto a música toca ao fundo pra acalantar.
Então é isso, me dê a mão, vamos trocar energias, o contato aquece, a música acalanta e logo os pés não estarão mais gelados dentro da pantufas novas.
Aquiete-se no seu próprio silêncio para acalmar os pensamentos.
Não dá pra ficar em silêncio sozinho, a mente não deixa, a realidade se aproxima de uma situação atemporal e você já não se vê na história. É um sonho, é isso. Pelo menos eu estou de pantufas agora.
Em minha mente hiperativa ouço uma voz distante; talvez desconhecida, talvez não. Daqui consigo ler linhas na minha mente, tudo escrito em uma caligrafia bonita e rebuscada mas que não é minha. É um pouco confuso mentalmente mas por outro lado, bem nítido. E segue. Eu sigo. Sigo mentindo descaradamente só pelo fato de que tem gente acredita em mim. De longe, de perto, normal ou não: apenas seja razoável com os seus desejos. É isso: pantufas novas!

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

RAAAWR!







   Algo não é verdade simplesmente porque alguém disse isso, mas no meu caso, a verdade é uma coisa muito consciente e a resposta dos meus questionamentos foi uma espécie de “dejà vu” - constante e contemplador.

    Não se trata de uma grande novidade, tampouco alguma situação inesperada. Eu simplesmente repeti em voz alta um pensamento que há tempos não sai da minha cabeça.

             O problema não é o que aquele ser assim, o outro ser assado... não, nunca foi essa a origem do problema. A resposta é mais simples do que parece. A solução reside justamente em minhas projeções e expectativas ilusórias.

A questão é que simplesmente eles não eram você. [simply because they were not you]

                      Não é que não me faziam felizes ou eu não os quisesse. O grande problema é a projeção de perfeição que eu vejo reiteradamente em você e, o quão bom isso é, mesmo que idealizado.

                    E eu não posso ser feliz assim.

Desse modo eu nunca poderei. Enquanto eu não dividir o hipotético do real e separar muito bem as coisas não vai haver espaço pra mais nada, vai ser só uma grande dúvida que vai me acompanhar, deixando aparentes as arestas internas e o vulto que me acompanha diuturnamente.

E mais uma vez eu me pergunto se são somente projeções que a minha mente fértil produz, ou se é verdade o que os meus sentimentos me dizem.

                        E mais uma vez essa dúvida me assombra: até que ponto vai essa imaginação toda?

     Sendo certo que outrora ficou provado que eu tinha razão e por não agir no tempo certo acabei por perder, acabei por deixar de viver, acabei por me perder no caminho, e por isso, restou a dor latente daquele sentimento não vivido por falta de atitude.

                                         E aí, por medo de viver, por medo de sentir acabou restando apenas as seqüelas causadas por feridas que insistem em não cicatrizar.


[simply because they were not you]


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

nops



Nem sim,
nem não,

nem muito pelo contrário,

porque afinal das contas,

em matéria de certas coisas

o mais importantes 
é o principalmente.