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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

FY




Não há como ter, 
ou manter sonhos, 
quando o melhor 
que pode acontecer 
com você 
é não piorar.



via Fernanda Young




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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

eu desejo ser MENOS!




Eu preciso aprender a ser menos. Menos dramático. Menos intenso. Menos exagerado. Alguém já desejou isso na vida: ser menos? Pois é. Estranho. Mas eu preciso. Nesse minuto, nesse segundo, por favor, me bloqueie o coração, me cale o pensamento, me dê uma droga forte para tranqüilizar a alma. Porque eu preciso. E preciso muito. Eu preciso diminuir o ritmo, abaixar o volume, andar na velocidade permitida, não atropelar quem chega, não tropeçar em mim mesmo. Eu preciso respirar. Me aperte o pause, me deixe em stand by, eu não dou conta do meu coração que quer muito. Eu preciso desatar o nó. Eu preciso sentir menos, sonhar menos, amar menos, sofrer menos ainda. Aonde está a placa de PARE bem no meio da minha frase?

[Fernanda Young]


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

sobre o coração





“Eu sou mole demais por dentro pra deixar todo mundo ver. Eu deixo pra quem eu acho que pode comigo. Ninguém sabe. Mas eu tenho coração de moça.”

[Fernanda Young]


(*) nota de rodapé: por mais incrível que isso possa parecer é a mais pura verdade, por trás desse tamanhão todo existe um coração mole que só vendo... sim eu sei que parece difícil acreditar, mas aqueles que tiveram acesso ao outro lado da muralha também ficam boquiabertos com tamanha discrepância.


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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

repetindo pra acreditar...









Olha, desculpa minha sinceridade, mas a vida é muito curta para ficar aguardando pelos outros. Se quem você aguarda realmente se importasse com você, já teria dado algum sinal de vida. A verdade é que, enquanto você estiver assim, nessa interminável agonia, esperando notícias que nunca chegam, vai deixar passar várias possibilidades interessantes ao seu redor. Claro, ninguém se compara a quem você aguarda, mas quem você aguarda não está disponível no momento. Poderá, inclusive, nunca estar, apesar de tudo o que foi dito naquele dia. Pessoas que somem não são confiáveis.


por Fernanda Young

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domingo, 10 de julho de 2011

in.capacidade






Dramática é uma palavra muito forte, porque nada em mim dói de brincadeira. Se eu tô dizendo que feriu, é provável até que eu esteja minimizando o quanto para não culpar o "culpado". Infelizmente é a minha atual realidade. Não acho que eu seja o último ser-humano da face da Terra, muita gente passa por isso, mas como disse Elis Regina - "As pessoas estão ressabiadas de dizer que GOSTAM das outras"

E o mais cruel não é nem a capacidade das pessoas fazerem isso com as outras, mas a incapacidade de se colocarem no lugar daqueles que são criticados. Todo mundo me diz o que fazer e como agir, mas ninguém tenta se colocar no meu lugar por um segundo e tentar entender os motivos das minhas ações, a minha vida, o que me ocorre, os meus problemas (nem os reflexos das ações alheias, diga-se de passagem), e tantas outras coisas que são indiscriminadamente desprovidas de qualquer tipo de maldade, de qualquer tipo de intencionamento ou qualquer coisa que seja propositadamente negativa mesmo com quem talvez merecesse um justo sacode. E a ausência dessa maldade não faz de mim uma pessoa boa nem melhor que qualquer outra. Só faz de mim alguém que ainda pensa carinhosa e cautelosamente em qualquer pessoa que eu seja capaz de amar e perdoar.



                                                   (Fernanda Young)



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quarta-feira, 16 de março de 2011

Carta de adeus









Queria apenas pedir um favor antes que você rasgue este resto do que tivemos. Se algum dia, tendo bebido demais, sei lá, você acabar pensando tolices parecidas com estas, escreva também uma carta. Mesmo sem jamais saber o que você irá dizer, sei que ela fará de mim menos ridícula neste amor, e por isso, em todo o resto. Pois adoraria que você fosse capaz de tanto - escrever uma carta é um ato de desmedida coragem. E eu ficaria enfim feliz comigo, por tê-lo amado. Um homem assim, capaz de escrever bobagens amorosas. Então é isso - como sou insuportavelmente romântica, meu Deus. Termino aqui esta história, de minha parte, contando que essas palavras façam jus ao fim do amor que senti. E deixando este testamento de dor, onde me reconheço fraca e irremediável. Porque ainda gostaria de poder acreditar que você nadaria de volta para mim.
                                                                                 Fernanda Young

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

bem poucas eu diria



"Deveria ter uma tabela antipaixão como a que fizeram para os tabagistas. Marcaríamos um xis nas vezes que pensássemos no outro. Assumindo a fraqueza. Contando as horas em que fôssemos capazes de esquecer. Poucas, no meu caso."


sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

inclusive você...




[...] Para começar, eu faço questão de ver as pessoas ao meu redor, e isso faz toda a diferença do mundo. Percebo que todos têm algo de especial, estando aí a graça. Percebo belezas que não são minhas, estando aí o prazer.

Percebo inclusive você, parado bem na minha frente, desviando seu olhar para lá e para cá, nervoso com a minha presença, estando aí o ridículo [...]


domingo, 14 de novembro de 2010

Ando tão cafona... Tão... reticências



“Aprendi que conversas sinceras não existem – existem as confissões por escrito

"Eu estou morrendo por auto-asfixia, ao sufocar essa história toda dentro de mim. Já que ninguém sabe quem eu sou. Eu sou uma falsa à paisana, uma embalagem que engana, corroendo-me com os segredos ácidos que guardo."
Tudo que Você Não Soube


"Deveria ter uma tabela antipaixão como a que fizeram para os tabagistas. Marcaríamos um xis nas vezes que pensássemos no outro. Assumindo a fraqueza. Contando as horas em que fôssemos capazes de esquecer. Poucas, no meu caso."
O Efeito Urano
 
Quando uma pessoa ama em estado profundo, os seus sentidos estão bloqueados, o seu corpo esta fechado. É preciso ser muito frio pra amar alguem e trair.
Isso ocorre principalmente com os homens. Mas somente em homens com fraca formação de caráter.
Vergonha dos pés
 

"Não se soma à alma aquilo que não é capaz de entrar dentro dela. E alma só se preenche com silêncio, algum poema, um conselho que, de bom, foi esquecido, beijo de mãe quando se dorme, uma reza sincera ao anjo da guarda, um amor que é eterno e raro de se achar."
A sombra das vossas asas
 

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Ninguém sabe



“Eu sou mole demais por dentro pra deixar todo mundo ver. Eu deixo pra quem eu acho que pode comigo. Ninguém sabe. Mas eu tenho coração de moça.”




Fernanda Young

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

interminável agonia;



A verdade é que, enquanto você estiver assim, nessa interminável agonia, esperando notícias que nunca chegam, vai deixar passar várias possibilidades interessantes ao seu redor. Claro, ninguém se compara a quem você aguarda, mas quem você aguarda não está disponível no momento. Poderá, inclusive, nunca estar, apesar de tudo o que foi dito naquele dia. Pessoas que somem não são confiáveis.

Fernanda Young

domingo, 26 de setembro de 2010

Será inteligente apostar tanto de novo?


Não gosto de perder as minhas coisas, você sabe. E hoje, cercada pela sua ausência, procuro o que procurar. Experimentando o desânimo da busca desiludida. Pois, se um amor como aquele acaba dessa maneira, vale a pena encontrar um outro? Será inteligente apostar tanto de novo?

Fernanda Young

terça-feira, 20 de julho de 2010

o mundo mudou




"Minha senhora,
o mundo mudou;
mudará sempre.

Não existe certo,
existem eras.





O mundo já acreditou
que ser gordo era ser saudável
e abastado,
e que ser magro era o contrário.



Hoje,
gordos são doentes relaxados
e magros são chiques.

Tomar banho já foi coisa de pobre.
Banhar-se era pra doentes.





O mundo,
minha senhora,
não é somente aquilo
que disseram para senhora que é.



O mundo
é bem maior
que essa sua cabecinha"








                                                                          Fernanda Young


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domingo, 20 de junho de 2010

sonho secreto;


"Sabe qual é meu sonho secreto? Que um dia você perceba que poderia ter aproveitado melhor a minha companhia. Que um dia imagine o quanto teria sido ótimo estar ao meu lado, mesmo quando eu estava gripado. No entanto, sei que você está cada dia mais fugidio. E eu me limito a me surpreender com as circunstâncias da vida. Que me levaram a viver esse papel: o do homem que quer mais um pouquinho. Constrange-me existir nesse personagem Chico Buarque, dolorido, bonito sendo assim, meio tonto, meio insistente, até meio chato. Nunca precisei aborrecer ninguém antes, então atuo por instinto, cansando-me facilmente. E que fique claro que não é por estar você dessa forma, tão esquivo, que o desejo tanto. Desejo-o porque desejo. Estúpido. Latino. Bethânia. Ainda creio que você, quando eu menos esperar possa me chegar com um verso em atitude."



[Aritmética, Fernanda Young]

segunda-feira, 14 de junho de 2010

o preço compensa?


A autora dispensa comentário e quem me conhece sabe da admiração que dispenso a ela. Quanto ao texto,  foi, durante muito tempo, a descrição do meu profile no orkut justamente por eu achar que me caia como uma luva. Tirando as partes que foram estrategicamente suprimidas transcrevi com os meus grifos, deixando a interpretação por sua conta...
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Sou cheio de manias.
Tenho carências insolúveis.
Sou teimoso.
Hipocondríaco.
Raivoso, quando sinto-me atacado (...)
Mas não imponho a minha pessoa a ninguém.
Não imploro afeto. [?]
Não sou indiscreto nas minhas relações.
Tenho poucos amigos,
porque acho mais inteligente
ser seletivo a respeito daqueles que você escolhe
para contar os seus segredos.
Então, se sou chato,
não incomodo ninguém que não queira ser incomodado.
Chateio só aqueles que não me acham um chato,
por isso me querem ao seu lado.
Acho sim, que, às vezes, dou trabalho.
Mas é como ter um Rolls Royce:
se você não quiser
ter que pagar o preço da manutenção,
mude para um Passat.
[Fernanda Young]

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

como ninguém avisa?


"[...] Tinha 17 anos, que é basicamente o que ainda tenho, tendo ficado meio paralisado de susto, desde então. Quando não tenho 17, tenho 6. Eventualmente. Sou adulto, coisa que tento evitar, porque ser adulto é mais difícil do que escrever romances. Também não gostei de ser criança, mas os 6 anos me parecem um bom esconderijo. Quase morro na adolescência, por isso permaneço nos 17, sempre que posso. Já que venho achando a vida adulta a pior das partes. Por enquanto. Agora, por exemplo, enquanto escrevo isso que você lê, estou sendo adulto – e estou absolutamente chocado. Vem cá, como ninguém me avisa? Como ninguém avisa para ninguém. Assim, é o que estou fazendo: avisando.
[...]
P.S.: Minhas desculpas sinceras a você."
[Fernanda Young - in Aritmética]