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sexta-feira, 27 de setembro de 2013




Visitando a feirinha de antiguidades em San Telmo semana passada, parei em uma barraquinha e ao ser abordado por uma senhora respondi apenas um

"- Estoy mirando, garcias". 

Já em resposta a senhora falou em tom sério pra mim: 

"- ¡Quien mira sufre!" 

Me deixando até um pouco constrangido. Confesso que fiquei meio atordoado com a resposta, tanto que demorei um pouco pra entender o que estava acontecendo. Depois respondi: 

"- Porsupuesto que sí!" e sorri. 

Com isso a senhora foi bem enfática novamente, ressaltando a mensagem: 

"- ¡Quiem mira SUFRE y quien lo hace es feliz!" 

Depois desse tapão no meio da fuça agradeci e fui embora refletindo acerca do que a senhora quis dizer com aquela frase e tudo que representava na minha vida...





quinta-feira, 25 de julho de 2013

Não deu errado








Não deu errado. Nós tivemos a nossa chance e aproveitamos cada segundo. Mas as pessoas são diferentes. Têm gostos diferentes, pontos de vistas diferentes. Diga-me qual é o casal perfeito? Diga-me quem é que nunca briga? Nunca discorda sobre algo? Eu mesmo teria náuseas se sempre desse tudo certo entre a gente. É a vida. Viver a dois tem o seu preço. E às vezes, tem o seu fim. É claro que não seríamos como nossos avós. O mundo hoje é moderno. Os casamentos não são mais arranjados. Não se casa aos 15 anos, ainda por cima virgem, e se vive com o mesmo cara pelo resto da vida até completar bodas de papel, prata, ouro ou sei lá mais o que. Mas de certa forma, nós também completamos nossas bodas. Bodas de dinamite e acabamos explodindo pelo ar. Mas não estou aqui pra falar do lado ruim da coisa. Tivemos nossas histórias. Mas como toda boa história o fim tem que ser trágico ou pelo menos, dramático. Tudo aquilo que é previsível, é chato. O leitor fica frustrado quando as coisas acabam do jeito que ele previu. Mas nós, não. Com a gente foi diferente. Ter um fim nunca esteve no roteiro, mas aconteceu. Nós também acontecemos. Existimos. E tudo bem se cada um seguiu com a sua vida. Normal se cada um foi pro seu lado.

[in Querido John]


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

portas





Você disse que uma certeza é uma porta fechada enquanto a dúvida são várias portas abertas.
Eu não concordo muito com essa afirmação, entretanto eu tenho a certeza de que, embora não seja a afirmação que eu queria, pelo menos é conclusiva.
Eu reitero que as dúvidas corroem, e é nesse ponto que ela é melhor ter certeza, mesmo que a certeza seja de um NÃO.
Só não podemos esquecer que a certeza ao mesmo tempo que é libertadora, fecha as portas e as vezes, com chaves.



segunda-feira, 12 de novembro de 2012

sobre o esquecimento









"Queria ser lembrado por você para vingar todas as vezes em que esqueci de mim. Queria me esquecer para só lembrar de você. Queria lembrar de você sem esquecer de mim. Queria esquecer de você sem lembrar de mim com você. Queria esquecer esquecendo de lembrar de você. Queria me lembrar de você para perdoar todas as vezes em que menti para mim que não lembrei de você."



Fabrício Carpinejar

terça-feira, 30 de outubro de 2012

no aguardo...







Pelo título do filme eu já iria assistí-lo de uma forma ou de outra por pura identificação, mas depois de me deparar com o trilher e com a seguinte frase: "Nós aceitamos o amor que acreditamos merecer..." que soou como um leve soco na boca do meu estômago me deixa ainda mais ansioso para sentar na frente da tela do cinema...





Filme: "As Vantagens de Ser Invisível"

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

escolhas






Tudo bem que a gente tem que dar o primeiro passo, depois insistir, por vezes até persistir para alcançar o êxito. Mas, na minha não tão modesta opinião, isso não funciona para com as pessoas. Não deixe as coisas subentendidas, fale o que você pense, corra atrás de quem você quer. Só não espere ser tarde demais para os seus planos. Se tempo não espera, por que as pessoas haveriam de esperar? A sua vida nao é nada mais do que o reflexo das suas atitudes! Portanto não fique se achando injustiçado ou abençoado, você será aquilo que escolheu ser...


domingo, 9 de setembro de 2012

Marlonzinho





Garoto Modelo Depois de ter o pai assassinado a tiros e sobreviver a um câncer pesado, um garoto de Santa Catarina se torna o mais bem-sucedido modelo brasileiro da história
Se Gisele Bündchen tivesse um correspondente no hemisfério masculino do planeta da “modelagem”, ele provavelmente atenderia por Marlon Teixeira. Este é o nome do garoto de 21 anos nascido e criado nas praias do Balneário Camboriú, na bela e Santa Catarina.
Hoje um dos mais requisitados e festejados modelos do mundo, Marlon não teve exatamente uma vida fácil até ser descoberto por um amigo da família que dirigia uma agência de modelos catarinense. O pai foi assassinado à bala quando o menino tinha apenas 1 ano e meio de idade, numa situação sobre a qual, por razões compreensíveis, não gosta de se alongar. Dois anos depois recebeu um diagnóstico pesado: tinha câncer no mediastino, área da caixa torácica que engloba esôfago, traqueia e coração. Praticamente morou no hospital, de onde só foi receber alta aos 7 anos. “Vi um monte de amiguinhos irem dormir e não acordarem mais…acabei descobrindo a morte muito cedo”, relatou o garoto à jornalista Luciana Obniski, que o entrevistou para a edição de setembro da “TPM” que traz o ensaio sensual com o modelo, de onde saiu a amostra que você vê aqui.
Ter sobrevivido a tudo isso e à pouca grana, as aulas de surfe que começou a dar ainda adolescente, o 1,87 m de altura e uma certa vocação para bicho solto talvez sejam fatores relevantes na equação que resultou num dos mais atraentes representantes da estética masculina vigente no mundo da moda, ao menos nas opiniões abalizadas de marcas como Armani, Dior, Dolce & Gabbana, Cavalli e outros clientes respeitáveis. Especula-se que os cachês de Marlon tenham crescido 20 vezes nos últimos quatro anos. Remunerações de seis dígitos, mais comuns no mundo da moda para as mulheres, já são uma realidade na vida dele. O certo é que o menino de Camboriú que se tornou o mais reconhecido e bem pago modelo brasileiro vive hoje sem reclamar muito, num belíssimo apartamento em Manhattan que divide com outro modelo. Diz que está guardando dinheiro para dar uma vida confortável à sua futura família, que está solteiro, fala sobre o sofrimento de um relacionamento rompido algum tempo atrás, que gosta mesmo é das brasileiras e que acha namoro algo pra ser levado a sério. Um garoto modelo?



E aí a gente olha pra essa carinha dele e nem imagina o que o cara passou pra chegar onde chegou... e muita gente reclamando de barriga cheia. Nessas horas é aquela tapão com luva de pilica bem no meio da fuça que a vida nos dá pra mostrar que as coisas não são como a gente imagina. 
Vamos ver o mundo com outros olhos, vamos?


segunda-feira, 30 de julho de 2012

fatos





Eu preciso fazer uma confissão: eu não fui sincero com você. Alias, não tenho sido. Mas isso não quer dizer que as minhas palavras são falsas ou mentirosas. Não, elas não são. Eu só não disse a verdade. Talvez a verdade é que eu tenha me omitido nas palavras, pois nos gestos eles sempre foram os mais cristalinos possiveis.
Mas nesse ponto você há de convir comigo que se eu me omiti em dizer, você se omitiu em perguntar também. Ambos temos nossa parcela de culpa nessa história, eu mentindo pra mim que não é com nisso que eu penso todos os dias quando acordo sacrificando uma parte de mim e do outro lado, você mentindo pra si mesmo que debaixo do personagem não existe uma pessoa real e que também se omite, de si, dos outros e do mundo.
São extremos, são contrários e de tão antagônicos é que se completam. Mas como todos extremos também se repelem. Preenchem uma parte, mas expurgam outra, talvez por medo da sincronicidade das reações e sentimentos, embora o medo não seja melhor resposta ele é sempre uma das justificativas mais utilizadas.
Falo da minha parte, dos meus anseios, dos meus medos, dos meus sentimentos. Falo disso por experiência própria, mas falo de você com a propriedade de quem conhece a ti mais do que você gostaria as vezes. Mais do que o seu medo lhe permite que o restante do mundo conheça.
Existe mais de uma maneira de se enxergar a alma das pessoas. O grande problema e dificuldade em fazê-lo é que o outro tem que, além de estar aberto e disposto a isso, é doar-se ao próximo, dar mais de si do que receber em troca. E é aí que se encontra a dificuldade. O mundo de hoje não se tem pessoas preparadas para doar-se ao outro. O mundo prepara as pessoas para sugar o próximo e nada mais.
Já eu posso me vangloriar de ter essa disponibilidade com certas pessoas com quem a minha afinidade exacerba o limite do explicável. Não se define, apenas se sente o que a alma não delimita.
Eu tenho o canal aberto para enxergar o que as pessoas deixam aberto para o mundo, não é um dom, é só uma questão de querer enxergar aquilo que o outro evidencia, é uma situação latente.
  
Eu só me pergunto até que ponto estamos sendo honestos com a gente, se omitimos, se disfarçamos, vestimos as máscaras de nossos personagens “full time” a ponto de não nos reconhecermos nas nossas próprias feições, talvez tenhamos perdido nossas identidades para os personagens que criamos e que se alimenta da nossa fraqueza, dos nosso medos mais profundos e nos consome aos poucos. O Personagem vai se fundindo ao ator a ponto de não se desvincilhar mais.
É uma pergunta recorrente na minha mente. Aliada a uma série de fatores: Um dia a ficha vai cair?



terça-feira, 10 de julho de 2012

café forte...




- Uma xícara de café forte, por favor.

- Mas você não toma café.

- Eu sei. Não tomo normalmente, mas nos últimos tempos tenho precisado para me manter em pé.

- Isso não me parece bom.

- E realmente não é. Mas é assim que as coisas são.




Na verdade a loucura em que vivemos dificulta enxergar coisas com clareza, com uma perspectiva real, de quem enxerga com propriedade. Decifrar o que é realmente importante e conseguir distinguir daquilo que temos em mente naquele momento talvez seja a parte mais complicada..
E, no entanto, pra você, o que é realmente importante no meio de tudo isto? Você já parou pra se fazer essa pergunta?
Perguntas. É tão estranho questionar se você tem se feito perguntas. Porque o que  mais parece óbvio é, talvez, o que mais se esquece nessa vida.
Acho que eu preciso mesmo é de mais café para me manter firme.
O difícil é que com o café vem uma lucidez e uma sobriedade que machuca a alma e é tão, mas tão difícil de suportar que me faz questionar se com todo mundo é assim.
Sim, eu sei que todo mundo se dói, todos tem essa inquietação. Mas será que são aliadas à forte uma lucidez como a minha?
Então mais café e uma dose de não sentir, por favor. Só para ter o prazer do torpor, mesmo que por alguns instantes. 
E que o formigar dos dedos se estendam pelo corpo todo e chegue à alma ao ponto de torná-la serena e calma: introspecção com gosto de cafeína.




terça-feira, 10 de abril de 2012

Soturno;






As vezes eu acho que você fala com a intenção de me ferir, quase posso sentir o masoquismo entre as palavras ditas e o silêncio daquelas não proferidas. Só pode ser essa a explicação para tanta atrocidade da sua parte.
Mas eu sei que eu também sou culpado. Existe um alto grau de sadomasoquismo da minha parte. Deve existir, porque pra insistir tanto no erro somente gostando do sofrimento, caso contrário somente burrice explicaria.
Mas o ser humano é burro, e os sentimentos não são racionais, por tal razão insistimos em atitudes erradas, mesmo cientes de que elas nos ferem.
E mesmo assim você insiste nelas... solta o texto e espera a minha reação de relance para saber se vou rebater e acho que se vê surpreso quando não revido, talvez decepcionado por não conseguir atingir o alvo com a facilidade de outrora.
Mas não é bem assim. Ainda dói, ainda machuca, ainda corrói e muito. A diferença é que agora eu não revido mais. É quase que uma lei natural que se aprende na prática, a gente acaba aprendendo (ou talvez cansando) de lutar.
Qual a intenção disto? Um dia talvez eu descubra... ou não. Já faz um tempo que eu desisti de entender os por quês desses questionamentos infundados que a vida me faz, que você me faz sem ao menos me fazer.
Esse jogo de dizer sem dizer mas quase sempre desdizendo não é para mim. Esgotou-me de uma tal maneira que não tenho forças para tais questionamentos. Simplesmente não quero posso mais. Não posso por uma questão de salubridade.
Mas não se assuste com atitude arredias vindas dos outros, não espere afagos também. Não é por mal, já disse. Mas lembre que sempre temos de volta aquilo que damos à vida. É uma troca, o que terás hoje e no futuro, nada mais é do que reflexo do teu passado... e isso passa longe de ser um presságio, é apenas constatação.




sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Lição de Vida










Insisto tanto em por vírgulas 
nos lugares dos pontos 
que acabo sofrendo as consequênciais...




terça-feira, 24 de janeiro de 2012




"nem tudo precisa ser consertado..."


(*) Eu ouvi essa frase agora a tarde e faz parte de um livro que tem me feito pensar muito. O livro se chama A Lição Final escrito por Randy Pausch. É um relato sobre as lições que o autor junta para deixar para seus filhos e para o futuro já que se vê num estágio avançado de um câncer terminal. Por ora estou na metade da leitura, quando terminar pretendo fazer um relato mais esmiuçado sobre o livro.




razão e emoção





Talvez isso tudo não seja nada alem da minha intuição me dizendo que as coisas são diferentes daquilo que eu tenho mentalmente estabelecido. Mas é certo que eu penso bem diferente do que o mundo vem colocando como parâmetro entre certo e errado.
Ou eu posso ter razão e o caminho tem passado por muitas estradas tortas e sem sentido com bifurcações inesperadas e totalmente sem sinalização indicativa. Por isso tanta gente perdida, não que isso seja uma justificativa plausível, afinal, não existe caminho ou modo certo de se fazer as coisas. Existe sim, o seu modo, o meu modo que leva ou não a um destino certo.
Acredito sim que existem valores deturpados e que a grande maioria das pessoas não conseguem enxergar o outro como um igual. Prendem-se somente às suas necessidades.
Por isso não devemos esquecer que o nosso destino é sim feito pelos nossos passos. São sim, conseqüências de nossos atos e escolhas (incluindo neste tópico a omissão pois não deixa de ser uma escolha). Podemos ser influenciados pelo meio, mas nunca podemos atribuir a outrem a culpa de nossas escolhas, já que estas dependem única e exclusivamente da manifestação de nossas vontades: aceitando, lutando, insistindo e até mesmo desistindo.
O moralmente aceitável hoje em dia, não quer dizer que é o caminho certo a se seguir. Os tempos mudaram mas a mente humana ainda mantém-se presa às suas convicções, ou pelo menos deveria.
Às vezes mais vale desistir do que insistir, sim eu também me questiono sobre essa possibilidade. Esquecer, ignorar ao invés de ficar dando murro em ponta de faca. Deixar as dúvidas consumirem os pensamentos.
Mude o que for preciso, mas não aquilo que não tem solução. Não insista em algo que está fadado ao fracasso. Não olhe pra trás questionando as atitudes tomadas, elas são conseqüências das escolhas momentâneas, e de tal forma, cumpriram sua parte no tempo.
Entender as razões daquele que fala é tão difícil quanto daquele que silencia. Entender e aceitar que as coisas são como são. Não julgar o que não se entende, não se precipitar. Não sofrer por antecipação. Lidar apenas com o imediato, sem rodeios e sem dramaticidades.
Não sei se devo quebrar o silêncio de fora ou se devo calar como quem se silencia...






quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

sentidos









a poesia de Cazuza, que pouco se tem contato:



Olhar o mundo

Com a coragem do cego
Ler da tua boca as palavras
Com a atenção do surdo
Falar com a mão e com os olhos
Como fazem os mudos”



E aí, a gente pensa: será que só as mães são felizes mesmo?



sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

FY




Não há como ter, 
ou manter sonhos, 
quando o melhor 
que pode acontecer 
com você 
é não piorar.



via Fernanda Young




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