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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Não deu errado








Não deu errado. Nós tivemos a nossa chance e aproveitamos cada segundo. Mas as pessoas são diferentes. Têm gostos diferentes, pontos de vistas diferentes. Diga-me qual é o casal perfeito? Diga-me quem é que nunca briga? Nunca discorda sobre algo? Eu mesmo teria náuseas se sempre desse tudo certo entre a gente. É a vida. Viver a dois tem o seu preço. E às vezes, tem o seu fim. É claro que não seríamos como nossos avós. O mundo hoje é moderno. Os casamentos não são mais arranjados. Não se casa aos 15 anos, ainda por cima virgem, e se vive com o mesmo cara pelo resto da vida até completar bodas de papel, prata, ouro ou sei lá mais o que. Mas de certa forma, nós também completamos nossas bodas. Bodas de dinamite e acabamos explodindo pelo ar. Mas não estou aqui pra falar do lado ruim da coisa. Tivemos nossas histórias. Mas como toda boa história o fim tem que ser trágico ou pelo menos, dramático. Tudo aquilo que é previsível, é chato. O leitor fica frustrado quando as coisas acabam do jeito que ele previu. Mas nós, não. Com a gente foi diferente. Ter um fim nunca esteve no roteiro, mas aconteceu. Nós também acontecemos. Existimos. E tudo bem se cada um seguiu com a sua vida. Normal se cada um foi pro seu lado.

[in Querido John]


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Isso não vai passar tão cedo...





Tá tão difícil pra você também né?
Com o coração vazio, mas sempre de pé
Buscando alguma direção.
Quantas vezes você me escreveu e não mandou,
Pegou o telefone e não ligou..
Partiu seu próprio coração.
Eu tenho uma má notícia pra te dar,
Isso não vai passar tão cedo, 
não adianta esperar.
Às vezes ficamos bem, mas depois vem o desespero,
Eu tento esconder, mas vi que pensei em você o dia inteiro.

Mas sempre haverá uma data, 
palavra, um olhar,
Um filme, uma música, 
pra te fazer lembrar.
Um perfume, um abraço, 
um sorriso só pra atrapalhar.
Só pra te fazer lembrar de mim.

[Lucas Lucco]

domingo, 9 de junho de 2013

Nunca passa... mas quase passa todos os dias...





Eu quase consegui abraçar alguém semana passada. Por um milésimo de segundo eu fechei os olhos e senti meu peito esvaziado de você. Foi realmente quase. Acho que estou andando pra frente. 
Ontem ri tanto no jantar, tanto que quase fui feliz de novo. Ouvi uma história muito engraçada sobre uma diretora de criação maluca que fez os funcionários irem trabalhar de pijama. Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você. E fiquei triste de novo. 
Hoje uma pessoa disse que está apaixonada por mim. Quem diria? Alguém gosta de mim. E o mais louco de tudo nem é isso. O mais louco de tudo é que eu também acho que gosto dele. Quase consigo me animar com essa história, mas me animar ou gostar de alguém me lembra você. E fico triste novamente. 
Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias. 
Chorar deixou de ser uma necessidade e virou apenas uma iminência. Sofrer deixou de ser algo maior do que eu e passou a ser um pontinho ali, no mesmo lugar, incomodando a cada segundo, me lembrando o tempo todo que aquele pontinho é um resto, um quase não pontinho
Você, que já foi tudo e mais um pouco, é agora um quase. Um quase que não me deixa ser inteira em nada, plena em nada, tranqüila em nada, feliz em nada. 
Todos os dias eu quase te ligo, eu quase consigo ser leve e te dizer: “Ei, não quer conhecer minha casa nova?” Eu quase consigo te tratar como nada. Mas aí quase desisto de tudo, quase ignoro tudo, quase consigo, sem nenhuma ansiedade, terminar o dia tendo a certeza de que é só mais um dia com um restinho de quase e que um restinho de quase, uma hora, se Deus quiser, vira nada. Mas não vira nada nunca. 
Eu quase consegui te amar exatamente como você era, quase. E é justamente por eu nunca ter sido inteira pra você que meu fim de amor também não consegue ser inteiro. 
Eu quase não te amo mais, eu quase não te odeio, eu quase não odeio aquela foto com aquelas garotas, eu quase não morro com a sua presença, eu quase não escrevo esse texto. 
O problema é que todo o resto de mim que sobra, tirando o que quase sou, não sei quem é.

Tati Bernardi

segunda-feira, 4 de março de 2013

seja!






“Não se intimide ao encontrar seu homem no momento errado. É sempre o momento errado. Seja o momento errado da vida dele. Mas seja parte da vida dele.”

por Fabrício Carpinejar 



sexta-feira, 1 de março de 2013

Cavalos-marinhos







Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...

Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

portas





Você disse que uma certeza é uma porta fechada enquanto a dúvida são várias portas abertas.
Eu não concordo muito com essa afirmação, entretanto eu tenho a certeza de que, embora não seja a afirmação que eu queria, pelo menos é conclusiva.
Eu reitero que as dúvidas corroem, e é nesse ponto que ela é melhor ter certeza, mesmo que a certeza seja de um NÃO.
Só não podemos esquecer que a certeza ao mesmo tempo que é libertadora, fecha as portas e as vezes, com chaves.



segunda-feira, 12 de novembro de 2012

sobre o esquecimento









"Queria ser lembrado por você para vingar todas as vezes em que esqueci de mim. Queria me esquecer para só lembrar de você. Queria lembrar de você sem esquecer de mim. Queria esquecer de você sem lembrar de mim com você. Queria esquecer esquecendo de lembrar de você. Queria me lembrar de você para perdoar todas as vezes em que menti para mim que não lembrei de você."



Fabrício Carpinejar

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

pequenos detalhes, grandes recordações;






Sinceramente eu não sei o porquê de algumas atitudes que tomamos, mas sei que elas alteram nossos caminhos de uma forma que não podemos prever as consequências.
Cada pessoa que passa pela minha vida me deixa um tipo de recordação. 
Aqueles mais próximos, mais marcantes deixam além das marcas afetivas, deixam marcas físicas: são as materializações do passado no presente. E eu gosto destes pequenos detalhes. São simples objetos para alguns mas que com um toque trazem um imenso passado a tona para outros. Tudo depende do ponto de vista.
Mas algo tem acontecido agora. Algumas lembranças tem se tornado um pouco mais frequentes nos últimos dias e eu tenho revivido muitos momentos dos quais a gente acaba não controlando.
Se eu acertei, se alguém tinha razão, se ia dar certo... são questionamentos que não cabe se fazer agora porque simplesmente não vão alterar o presente e talvez só traga mais sofrimento.
Da afetividade o turbilhão que tem passado na minha cabeça eu controlo da forma como posso, como a gente aprende com a vida.
Mas hoje eu acho que extrapolei um pouco esse liame do afetivo/presencial. Pois do alto da minha destreza de mamute consegue quebrar um objeto que era mantido na minha sala desde quando eu ganhei de presente no meu aniversário. E esse objeto me remetia justamente à pessoa a qual eu tenho eu me refiro nesse texto.
Eu não sei qual é a representatividade disso na minha vida, mas o fato da minha estabanação acabou lascando mais que aquele objeto. Lascou uma parte de mim. E isso foi como matar uma parte da minha história.
Definitivamente isso me soa como um relato muito dramático, mas vindo de mim, isso não soaria nada estranho, seria até habitual. Entretanto, isto é apenas um breve registro que não tem o intuito de ser explicativo: está para o blog quase como a seleção dos eventos aleatórios do dia está para um diário. 
Talvez tenha sido um último voo; ou apenas uma espécie de renascimento... Só o tempo dirá!



Porque o mundo dá voltas...









Não vá pensando que determinou
Sobre o que

  só o amor pode saber

Só porque disse que não me quer
Não quer dizer que não vá querer
Pois tudo o que se sabe do amor
É que ele gosta muito de mudar
E pode aparecer onde ninguém ousaria supor

Só porque disse que de mim não pode gostar
Não quer dizer que não tenha do que duvidar

Pensando bem, pode mesmo

Chegar a se arrepender
E pode ser então que seja tarde demais
Vai saber?

Só porque disse que de mim não pode gostar
Não quer dizer que não venha a reconsiderar

Pensando bem, pode mesmo

Chegar a se arrepender
E pode ser então que seja tarde demais...

Vai saber?

terça-feira, 10 de abril de 2012

Soturno;






As vezes eu acho que você fala com a intenção de me ferir, quase posso sentir o masoquismo entre as palavras ditas e o silêncio daquelas não proferidas. Só pode ser essa a explicação para tanta atrocidade da sua parte.
Mas eu sei que eu também sou culpado. Existe um alto grau de sadomasoquismo da minha parte. Deve existir, porque pra insistir tanto no erro somente gostando do sofrimento, caso contrário somente burrice explicaria.
Mas o ser humano é burro, e os sentimentos não são racionais, por tal razão insistimos em atitudes erradas, mesmo cientes de que elas nos ferem.
E mesmo assim você insiste nelas... solta o texto e espera a minha reação de relance para saber se vou rebater e acho que se vê surpreso quando não revido, talvez decepcionado por não conseguir atingir o alvo com a facilidade de outrora.
Mas não é bem assim. Ainda dói, ainda machuca, ainda corrói e muito. A diferença é que agora eu não revido mais. É quase que uma lei natural que se aprende na prática, a gente acaba aprendendo (ou talvez cansando) de lutar.
Qual a intenção disto? Um dia talvez eu descubra... ou não. Já faz um tempo que eu desisti de entender os por quês desses questionamentos infundados que a vida me faz, que você me faz sem ao menos me fazer.
Esse jogo de dizer sem dizer mas quase sempre desdizendo não é para mim. Esgotou-me de uma tal maneira que não tenho forças para tais questionamentos. Simplesmente não quero posso mais. Não posso por uma questão de salubridade.
Mas não se assuste com atitude arredias vindas dos outros, não espere afagos também. Não é por mal, já disse. Mas lembre que sempre temos de volta aquilo que damos à vida. É uma troca, o que terás hoje e no futuro, nada mais é do que reflexo do teu passado... e isso passa longe de ser um presságio, é apenas constatação.




segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

about love




i love you 
not only for what you are 
but for what i am 
when i am with you...
.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

e o encanto?

.


Diálogos aleatórios, a princípio:




//

- Você leu meu email?
- Li.
- Não vai responder?
- Não.
- Huuum.

//

- Você recebeu minha mensagem?
- Sim.
- Por que não respondeu?
- Não quis.
- Huuum.

//

- Te liguei ontem a tarde. E anteontem a noite também...
- Eu vi.
- Por que não atendeu?
- Não estava perto do telefone em nenhuma das vezes.
- Huuum.

//





Justificativa interna:

Não, eu não quis atender o telefone em nenhuma das vezes que você me ligou na última semana e nem vou dar a desculpa de que estava longe do telefone porque, definitivamente, EU NÃO ESTAVA, eu simplesmente não quis atender mesmo. 
Sim, eu sei que pode ser chocante pra você ouvir isso, mas é a verdade e eu não quero meias palavras agora, não mais. 

Cansei de poupar o mundo maquiando a verdade, omitindo os fatos de todos nós. 

Me dói, mas dói imensamente essa jogo de palavras de ambos os lados. 

Você e suas dúvidas, eu e meus dilemas, que se unem numa imensa incompreensão...






quinta-feira, 4 de agosto de 2011

sub.consciente







Estamos tão distante e por vezes tão perto, contraditoriamente em razão da sensação emocional e da parte física. Sem ver consigo sentir, pode ser apenas numa brisa suave. Esses sentimentos habitam meus pensamentos e agora, andam dominando até o subconsciente se manifestando em sonhos incontroláveis. É uma forma acometida de pânico por não saber como agir diante de tais sentimentos. Não quero falar das respostas fáceis, tampouco das omissões. Quero saber apenas daquela parte dita com o olhar doce meio tenta – em vão ­ - desdizer. Essas são verdades plenas e puras que eu sei que ambos tem, é uma questão de interpretação. Eu não quero falar, mas eu sei que você sabe tão bem quanto eu, e acredita PIAMENTE tanto quanto eu que só assim que vai se ocupar o espaço vazio entre a poltrona e a janela do quarto. E que visto de longe, talvez seja o melhor lugar pra se assistir a filmes. Mas, por enquanto, esse lugar está vazio, assim como uma parte da minha vida, uma parte de mim. Mas os sonhos, lembranças atormentadoras. Parte disso tudo meio que manca, rasteja e sempre permanece intrínseca. E eu só queria contar sobre tudo isso, queria contar do meu dia, dos sonhos, da viagem, dos planos, mas não só dos meus, não só do hipotético, quero planejar um futuro de sonho, apenas com coisas boas.


domingo, 1 de maio de 2011

tenho questionado muito este pensamento





amigos que são amigos,
ficam do seu lado, 
sem saber o motivo.



talvez eu tenha usado o título errado, o que pode levar a uma interpretação errônea da frase acima; porém, no fundo acho que está tudo interligado. 
eu tenho questionado algumas atitudes minhas para com os meus amigos e vice-versa; do mesmo modo que eu tenho observado esse comportamento nas pessoas próximas e tenho ficado bem preocupado com o que tenho concluído, por isso a frase, por isso o título...


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domingo, 24 de abril de 2011

E agora?





E se tudo isso que eu estou lutando contra (por vezes ignorando) e fingindo não ver for só a ponta do iceberg? Eu acho que muita gente deve estar tendo os mesmos pensamentos que eu, nesse momento. É como se eu fosse um texto em que você só leu o primeiro parágrafo, ou apenas o título, ou até mesmo simplesmente ignorou por não gostar da ortografia do escritor. E eu não falo só de dor. Eu falo dessa angústia, da vontade de gritar, mesmo que seja em silêncio depois poder vomitar toda esse sentimento que dilacera o meu peito (e a minha alma, por quê não!).
Hoje, depois de um bom tempo, eu chorei e não consegui explicar pra mim mesmo o porque de não conseguir controlar as lágrimas. e, eu também não conseguia me expressar. E por alguns instantes eu tive vontade de aceitar e sublimar, mas eu tive medo daquele estado. 
Mais uma vez eu tive medo de perder tudo aquilo que eu não tenho.
E pensando assim, me faz sentir ainda mais patético pois, neste ponto tenho um temor incontrolável de perder algo que eu nunca tive (e provavelmente nunca terei), me sinto ridículo e aí choro mais. E chorar me faz querer sumir, mas, ao mesmo tempo, me lembra que eu quero (preciso de) colo e de que eu preciso de afago no cabelo feito por alguém que me dissesse que tudo vai ficar bem enquanto enxugar minhas lágrimas e acalma o meu soluço com palavras e atitudes doces. Isso já me faria um pouco (muito) melhor, e me daria forças pra saber que eu sou capaz.
Mas sabe, talvez eu tenha dificuldade em me fazer entender, entretanto, acredito que isso tudo seja só um problema de auto-estima.




Acho que em razão disso, seria bom me dar ao luxo de ter alguns momentos de reclusão para colocar as ideias em ordem. Assim, pode ser que eu suma (pode ser que não), pode ser que eu fique incomunicável, que eu tome decisões necessárias, que acerte aqui, que erre ali, mas acho que é preciso mudar. As vezes eu mudo sem fazer nada disso, vamos ver como as coisas acontecerão...




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sentir



“Não sou de demonstrar sentimentos
mas sou cheio deles
Eu sofro em silêncio, 
amo com o olhar 
falo por sorrisos.



sábado, 23 de abril de 2011





YOU‘ve Got SHE-Mail



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Um aviso:




 depois pode ser tarde demais!

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quinta-feira, 21 de abril de 2011

QUASE passa todos os dias...




Eu inventei um mundo pra me dar apoio. Mas esse mundo, que era um ponto de lucidez na minha mente passou a se confundir com o cotidiano.
Hoje, a dificuldade é ser na vida o que se sonha na imaginação.
Por um tempo acreditei que fazia as coisas corretamente; acreditei que amava, que fazia, planejava, realizada.
Não, esse momento não existiu. Agora, distante da situação, vejo que não era bem assim, e que eu insisti no erro mesmo sendo alertado do caminho errado.
E o pior é que, constantemente, tenho me questionado se eu agi certo, se eu errei demais, se me machuquei em vão em situações desnecessárias. Seria uma chance pra tentar fazer diferente?
Hoje me questiono quem era mesmo imaturo, se eu que não queria acreditar por ver uma história deturpada, ou se aqueles que se empenhavam pra mostrar o contrário das minhas imposições.
Alias, tá aí um ponto importante: as minhas imposições... até que ponto podemos acreditar que temos esse direito?
Mas é aquela velha história de racionalidade quando se trata dos nossos sentimentos e pensamentos. 
Meus pés saem totalmente do chão as vezes, Não entendo sobre essas coisas e duvidas que machucam meu coração, mais de olhos fechados e com os pés ao alto eu consigo ir para a longe, e a lucidez é dolorosa, ela machuca, corrói, faz sangrar…  
E eu faço minhas concessões, relevo minhas dores a segundo plano pra poder cuidar dos outros numa vã tentativa de que isso resolva meus problemas.
Bobagem, não resolve, não cicatriza... mas mesmo assim a gente tenta mais uma vez. Se iludi mais uma vez criando planos mirabolantes que não tem o menos ligação com a realidade, que só fazem sentidos nas nossas expectativas imaginárias.

           De vez em quando dói!


É aquela velha sensação de que nunca passa, mas quase passa todos os dias; é aquela vontade que ue tenho de te abraçar, a vontade de abraçar o mundo, ou ainda, de te abraçar porque naquele momento você seria o meu mundo... mas não acontece e ao mesmo tempo, quase acontece todo dia...
E enquanto conseguimos fugir inventamos a felicidade por trás de coisas inexistentes, sobre nossa imaginação vivemos de sonhos, é melhor do que viver de realidade se ela te machucar, e com os pés ao alto iremos além do que os olhos podem ver, do que nossa alma pode sentir.
O problema é que quando se vive uma vida inventada, a cada dia, ela tem menos chances de dar certo. 
E mesmo assim, quase dá certo todos os dias, quase...
Concluindo, não posso mais emprestar mistério ao vazio, vida ao oco, esperança... Não posso mais emprestar meus desejos para que pessoas se tornem desejáveis. E, finalmente, não posso mais inventar amor só para poder falar dele.


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