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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

desassossego






Desassossego eterno que me incomoda diariamente.
Solidão latente que não me deixa esquecer como as coisas são
Lembranças
Distância
Mundo louco que não para de girar
enquanto isso eu não durmo:
Insônia constante
Ausência; 
Mágoa
E as perguntas se acumulam
enquanto as respostas são insuficientes
contraditoriamente, 
por vezes desnecessárias
Enganos sob desenganos
Seguimos, sempre, nos enganando
o fim de um lado se liga ao começo do outro
sequências irreais
Medos infundados
Notícias distantes
Inconstância
Sofreguidão dos sentidos.
Entrega ilógica
Tortura solitária
Resumido em somente rotina


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domingo, 20 de novembro de 2011

desABAFO







Como todo mundo acha alguma coisa nessa m***a de mundo virtual, também quero me dar esse direito, o direito de expressar o meu ponto de vista, já que todo mundo é especialista em alguma coisa, que é crítico disso, daquilo e daquilo outro; incluo nesse tópico venerar seus artistas, falar bem deles, falar que são isso, que são aquilo, e até mesmo dizer que alguns artistas são cantores, são dançarinos, são isso ou aquilo. Sinceramente, acredito que muito deles são apenas o que poderiam ser definidos APENAS COMO "entertainers", NADA ALÉM DISSO! mas por favor, não façam isso de modo de vida, de única salvação para suas vidas e humanidade, ok? É dia de rock bebê? ok, aproveite o rock, é dia de samba? então se joga, mas não ache que fulano é melhor que ciclano, que isso é melhor do que aquilo... só aproveite o MOMENTO, dentro de você, porque se você precisa exteriorizar a sua vontade, provavelmente tenha que rever alguns conceitos sobre o que você realmente gosto e aquilo que você precisa demonstrar ao mundo que gosta. entende?



nota importante: aprenda um pouco mais sobre o significado da palavra "entertainers", busque significados análogos, figuras de linguagem e veja se consegue traçar um paralelo entre o que descobrir e aquilo que você descobrir e aquilo que o seu artista preferido faz no palco... (fica a dica)



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domingo, 23 de outubro de 2011

blá blá blá





Diz-se, inclusive, que após dez minutos de conversa, é provável que o foco do assunto seja perdido, e aí as pessoas passam a discutir milhões de outras coisas, liberando traumas e coisas que não têm nada a ver com a situação inicial. E isso, agora, me é tão nítido, que se o fora anteriormente, talvez tivesse evitado muito mais desgastes desnecessários.



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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

momentâneo










As indefinições da vida são a própria essência dela. Algumas situações que ansiamos para serem logo resolvidas geralmente não se definem no tempo em que queremos. Parece o destino falando assim: olha, não adianta tentar controlar as coisas, eu decido quando tudo deve acontecer, faça apenas a sua parte e deixe o resto comigo!

Para mim, o grande segredo é confiar que o que está por vim é o que deve ser no momento.

Isso ocorre pela existência de circunstâncias e situações de vida diferentes e de outras pessoas envolvidas, com suas particularidades. É importante pensar que um caminho não se faz apenas por um querer individual. Existem outros fatores envolvidos, desenrolados sob vários ângulos e olhares diversos e que fazem parte da vida de cada indivíduo.

Acredito que sim, somos responsáveis pela materialização dos nossos sonhos e desejos, mas acho também que existe um limite para tudo isso. Algumas coisas que pensávamos serem importantes acontecerem no momento, muitas vezes não se concretizam como uma forma de abrir espaço para o que seria de fato importante.

O engraçado é que isso não é percebido tão rapidamente. Só depois que outros fatores vêm à tona e, consequentemente, o aprendizado por trás de cada um, é que vemos o quanto o apego a um desejo passado estava errado.

Acredito que isso se deve ao apego ao falso eu, que mascara uma verdadeira percepção consciente daquilo que de fato acrescentaria para melhor. Ao querer que determinada coisa aconteça, muitas vezes desejamos isso sem analisar se seria realmente fundamental às nossas vidas. Muitas vezes, é apenas um desejo momentâneo, por carência, medo ou influência de outra pessoa. E quando esse desejo mascarado não é realizado, ficamos tristes, achando que a vida é injusta. Na verdade, lá no fundo, aquele desejo não era verdadeiramente nosso e poderíamos até o ter pedido de se concretizar inconscientemente, sem querer.

O importante é sempre desejar e fazer a nossa parte, focando no que de fato seja importante e nos acrescente. E isso só acontece se nos conhecermos de fato para acertar bem no alvo. Sem criticas ou julgamentos sobre os acontecimentos que "atrapalharam" a nossa jornada em determinado momento. O bom é aceitá-los e, se for o caso, mudar de foco ou adaptá-los à realidade atual. Com isso, aceita-se a vida como ela tem que ser.








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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Mea culpa






Hoje eu preciso concretizar uma parte do ritual, preciso fechar um ciclo parar dar passagem a uma nova fase. Preciso realizar o velório da parte de mim que morreu ontem, preciso sepultar aquela parte de mim que VAI ficar no passado.
Quando a gente pensa em velório, sempre nos vem à mente momentos difíceis, porque nos lembra perda. Esse momento de transição, do que é a única certeza que temos nessa vida não deveria ser tão difícil de lidar diante da previsibilidade do momento. E realmente, comigo sempre foi tão previsível, e é justamente por isso eu preciso colocar um fim nessa situação toda. Porque me soa dramático e infantil além do aceitável.
Recentemente, eu li uma frase que dizia que era pra enviuvar de si mesmo porque ninguém havia morrido, e de fato ninguém morreu. Estou colocando um ponto final em uma parte da minha alma que não vai mais existir. Uma parte que insistiu demais no erro, que lutou em vão por ideais equivocados e por pessoas e situações que não mereceram.
O que parece é que estou a um passo de encarar com realismo toda essa situação. Ontem eu li uma frase que, mais uma vez, foi um soco na boca do estômago. Alias, eu deveria estar bem acostumado com esses golpes, já que eu mesmo que dou munição para ser atingido.
A frese era a seguinte: "Às vezes você tem que esquecer o que você quer, para começar a entender o que você merece.
Creio eu que nem vou precisar me delongar em explicações já que a frase fala por si mesma e explica tudo aquilo que está diante dos nossos olhos mas fazemos questão de não enxergar.
Não era pra ser um momento triste, mas confesso que é um momento difícil, e que é uma árdua tarefa abrir os olhos e sair da cama. Não é fácil enfrentar o mundo quando nossos sonhos não tem onde se apoiar.
Hoje, fazendo uma análise de tudo, percebo que sonhei errado. Não que exista uma maneira certa de sonhar. Acredito que o lance seja em que depositar nossas esperanças. Devemos contar apenas com as nossas conquistas e jamais esperar que a nossa felicidade dependa de algum fator externo para acontecer.
Esse foi o meu maior erro. O fato é que acreditei em ilusões que eu mesmo criei, vivi no meio de uma fantasia que eu nutria reiteradamente e por isso a culpa é toda minha. Eu assumo que sou a causa e a saída de tudo: Mea culpa, mea máxima culpa!


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segunda-feira, 27 de junho de 2011

insegurança






joguei fora os recados escritos em guardanapos de papel, os bilhetes e todos os cartões coloridos tão cheio de sentimentos e recordações; tirei as nossas fotos dos porta-retrados espalhados pela casa pra não ter mais contato com essa dor constante em contraste com os risos eternizados pela lente. a partir daí me obriguei a pensar em outras coisas pois qualquer lembrança ligada a determinados tipos de situações que durasse mais de 5s poderia ser pertubador pra decisão que eu havia tomado; 
pra contrastar com tudo isso comprei um maço de flores frescas, troquei a água do vaso e coloquei em cima do aparador do corredor; comprei também velas novas pro candelabro, que fica aceso em cima da mesa enquanto eu preparo o jantar
já não uso mais aquele seu all star surrado que me davam a impressão de estar andando os seus passos, no seu ritmo e o mesmo destino teve aquele seu moletom surrado cinza claro com ziper frontal que de tanto eu paquerá-lo, você me deu; hoje ele deve estar aquecendo algum corpo físico que, provavelmente, não sente o abraço que ele me transmitia à alma; 
e eu não sei se é medo ou insegurança, mas ainda é difícil ouvir as pessoas perguntando como você estaria, eu respondo com um leve sorriso que cala um desespero interno que me remete a lembranças infindáveis... cenas, fotos, filmes, momentos, risos, projetos... é isso que eu estou tentando me desvencilhar, talvez o primeiro passo de um longo caminho, talvez uma atitude que não dê em nada no futuro, porém continuo acreditando que é a atitude correta e, independente do resultado que ela vá provocar; mas isso é um discussão complexa e que depende de um monte de variáveis futuras e por isso é melhor que continue na expectativa dos acontecimentos, pelo menos por ora.






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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

e aí, Esqueço!



- sabe, meu maior medo nessa história é que um dia você transforme todo esse sentimento em algo negativo.
- imagina, isso não pode acontecer.
- será? (irônico)
- huuum (pensativo)




E não é que a situação parece caminhar pra isso? Sinceramente eu sempre acreditei que não fosse possível, mas agora, vendo a situação de um outro lado, limpando os olhos daquela nuvem que impedia a visão nítida da situação, eu percebo que isso pode estar acontendo... 


Eu me lembro, que num caso muito semelhante a este eu disse a seguinte frase que resume bem a minha personalidade: "sou Teimoso, porém me canso fácil e aí, Esqueço!"


Trocando em miúdos  eu sou persistente, insisto nas situações mais hipotéticas e fantasiosas que minha mente permite, mas um dia eu canso. As vezes (muitas vezes eu diria) esse tempo demora, e enquanto isso não acontece o meu masoquismo me faz ficar dando murros em facas pontiagudas. Mas um dia a ficha caí, o mundo te dá um chacoalhão e você é jogado pra fora da sua bolha imaginária.


É aquele famoso choque com a realidade. Não que foi uma novidade, nunca. É só uma maneira mais brusca de você entender como as coisas tem que ser.


O questionamento que fica é só se a rispidez que chega junto com a situação não tornará a situação intragável? 


Pois bem, a minha parte eu fiz... insisti o quanto pude, tenho ao meu lado a tentativa, ao invés da fuga da realidade e escolha pela parte ilógica da vida. 


Afinal ~ "O mundo do fingimento é uma gaiola, e não um casulo!"








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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

correr pra dentro...




Talvez esse seja o problema, sair do mundo idealizado, poético e perfeito e, se chocar com o real, querer correr pra dentro... nada além disso; fugir, se esconder, entrar num buraco grande e escuro e tapar para que ninguém te veja, te ouça, te sinta. 


Ah! Sentir ... também pode ser esse o problema, sentir demais, depositar confiança nos sentimentos e às vezes desperdiçar sentimentos depositados em causas (e pessoas) perdidas... 



segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

EMOcionalmente INSTável;




Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-IV), o transtorno se caracteriza por "um padrão invasivo de instabilidade dos relacionamentos interpessoais, auto-imagem e afetos e acentuada impulsividade, que começa no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, como indicado por cinco ( ou mais) dos seguintes critérios:



esforços frenéticos para evitar um abandono real ou imaginário;

padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos, caracterizado pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização;

perturbação da identidade:instabilidade acentuada e resistente da auto-imagem ou do sentimento do self;

impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente prejudiciais à própria pessoa (por ex: gastos financeiros, sexo, abuso de substâncias, direção imprudente, comer compulsivamente);

recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de comportamento automutilante;

instabilidade afetiva devido a uma acentuada reatividade do humor (por ex:episódios de intensa disforia, irritabilidade ou ansiedade, geralmente durando algumas horas e apenas raramente mais de alguns dias);

sentimentos crônicos de vazio;

raiva inadequada e intensa ou dificuldade em controlar a raiva (por ex:demonstrações frequentes de irritação, raiva constante, lutas corporais recorrentes);

ideação paranóide transitória e relacionada ao estresse ou severos sintomas dissociativos.”

















                        Qualquer semelhança com a realidade é (??) mera coincidência...






sábado, 4 de dezembro de 2010

as vezes acho que não é necessário

Não é que eu seja frio ou indiferente, é  que as vezes acho que não é necessário demonstrar todos os sentimentos para pessoas que não os entendem.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

faz parte do pacote




...em parte é apenas isto: se você vai ser humano, tem um monte de coisas no pacote. Olhos, um coração, dias e vida. Mas são os momentos que iluminam tudo. O tempo que você não nota que está passando... É isso que faz o resto valer a pena.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

so please don't stop the rain...




                                  ...ou talvez
                eu só precise de férias,
                            um porre
                     e um novo amor.


              É!
                 Talvez...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010


Waiting for someone
 (or something)
to show me the way...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

todos os sentidos




Já sentiu como se você tivesse total controle sobre seus sentidos? E todos eles fossem totalmente apurados de modo que você pudesse ouvir melhor, ver melhor, sentir melhor? Entrar em um transe, onde todas as pessoas são felizes e naquele momento não existe dor, nem fome, nem inveja, nem tristeza e todos os sentimentos ruins do mundo ficassem do lado de fora e que apenas um estilo de música pudesse fazer isso? Você pode imaginar um lugar onde todas as pessoas estão na mesma vibração, onde uma só batida pode fazer com que o mundo seja outro, onde as pessoas se gostam e se divertem como nunca? Sim, parecia simples, calmo, vago talvez. Parecia mais um, parecia mil. Às vezes redundante, às vezes exato. Mas todos sabiam, ou desconfiavam de suas carências, das suas fragilidades. Mas ele tentava disfarçar, mas era impossível tornar invisível ago tão gritante.  E também poderia ser chamado de pervertido, de insensível, mas não era. Ele só era confuso. Só era jovem demais para entender os desejos da vida. Mas nem ao menos entendia o que era viver. Tornava cada dia uma busca. Cada olhar uma frase. Ele era, sim, muito complicado, ou tornava tudo muito denso. Ah, o menino que não sabia para onde ir, não sabia exatamente o que era bom de sentir. Ele buscava, buscava... Às vezes pensava ter achado, mas tudo era muito rápido, muito frágil. Frágil em muitos momentos, mas não por ser fraco, e sim por ser descrente demais, pensativo demais. Dizem que ele ainda esta por aí, observando cada olhar, procurando palavras carinhosas. Dizem que às vezes ele chora ou mesmo sorri.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

estranha certeza



Feche os olhos, tape os ouvidos com a ponta dos dedos, depois, lentamente, abaixe o queixo até encostar de leve, bem de leve o seu peito; Aos poucos, desprenda o consciente do concreto, do sólido, e deixe o pensamento divagar por todas as lembranças positivas que conseguir alcançar. Voe até o gosto doce que a sua infância teve, as brincadeiras de rua, as primeiras emoções e sentimentos.
Procure os seus caminhos, tente olhar o mundo de fora, observe as expressões e a liberdade que você tem de mudar de ídeia, de buscar o novo e a liberdade que as tentações lhe proporciona. Porque tudo isso muda a sua vida a partir do ponto que você descobre que não existe limitações quando você é honesto com os seus sentimentos, e que isso vai lhe dar uma sensação de dever cumprido e uma estranha certeza de que tudo vale a pena.

Uma boa recordação é aquela sensação de liberdade que o vento no peito lhe transmite em todas às vezes que você coloca uma parte do seu corpo pra fora do carro em movimento e grita um misto de riso com sentimentos presos na garganta; Você mal acaba o grito e já solta aquela gargalhada gostosa como se algo em sua alma tivesse perdido peso, não sabe o que é, mas algo em você acabara de ficar mais leve;

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

inconstância;



Acho que todos nós, seja em um momento ou outro da vida, passamos por uma (ou mais de umasimultâneas ou não!) fase em que todo e qualquer desejo passa a ter prazo de validade. Essa fase pode durar muito ou não, mas nem é essa a questão, é o fato de que ela incomoda. Ao menos está me incomodando agora.

Confesso que eu queria que as coisas fossem diferentes; talvez eu tenha desaprendido a ver a beleza de certas coisas - não, acho que não. Talvez eu tenha optado por uma cegueira momentânea, sem perceber (com o passar do tempo) a gente acaba vendo as coisas sob a nossa ótica, e por mais que às vezes a gente insista em fazer diferente pra tentar dar um novo rumo pra vida, sempre vem uma onde de realidade pra nos mostrar que as coisas não dependem da nossa vontade, e que, definitivamente, é complicado! Mas tudo isso, já faz parte daquele amontoado de idéias que desisti de colocar em prática por achar que são devaneios; A pergunta é: será que eu sou mesmo esse ser inconstante ou apenas estou?
Enfim... acho que já sei a resposta, porque daqui a dois minutos ela não terá mais a menor importância mesmo... Mas preste atenção...  (!!!) Há tanto o que dizer, mas nesta minha ânsia de tudo falar, eu me perco. Perco-me em mim mesmo. Digo o que sinto da forma que aprendi comigo mesmo, mas escondo algumas coisas com todas as minhas forças. Entendam-se ou não... O que posso fazer?
Quero muito que entendam e que assim possam me ajudar a entender também! Parece mentira, eu sei, mas daqui da janela, eu vejo um mundo diferente... Mas por mais que eu demonstre tudo o que sinto, passa despercebido tudo aquilo que eu finjo sentir... Há sempre algo que deve ficar em silêncio, e fica...
 Será que eu consigo me calar o suficiente? Eu sei que falo demais e que até me esqueço, em meio a conversa, do que quero dizer e fica tão fácil desvendar as coisas; Eu realmente me perco na minha embriaguez de sentidos.
Assim, há dias em que as palavras caem; e cada palavra, dou forma em letras, outras no pensamento se entortam, e assim vivo nesse ato constante de esvaziar-me e encher-me a cada instante... Canalizando os sentimentos. Assim está sendo esse texto... Cheio de palavras que saltam da minha mente e do meu peito para a tela em branco: e vamos caminhando... Alias, eu ainda me pergunto o por quê de determinadas coisas, mas é tudo em vão...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

(com)FUSÃO



Difícil simetria;


Perder, por não querer perder algo que te pertence não te pertencendo. Talvez esse seja o maior medo no momento.

Confuso? Acho que eu já me posicionei sobre isso, não?


É uma redundância absurda que, sendo assim, causa um rodeio interminável e inevitável. Mas justamente por isso vem à tona essa falta de ar e ânsia de existir, que me aperta o peito...

E por falar em sensação, outro dia li uma coisa cabe no que eu to querendo descrever, era sobre o que um leão sente ao ver um bando de zebras correm para todos os lados, e ele ali parado, tendo que decidir o que fazer em milésimos de segundos.

Alias, atualmente, tenho me questionado muito sobre o comportamento “animal” em relação ao “humano”, mas acho que isso será tema de uma outra história.

Enfim, você se pergunta se é isso. Se é realmente isso e ainda assim, independente de qualquer que seja a tua resposta, lhe vem um mais perguntas à cabeça para toda e qualquer questão - antes mesmo de saber o que ela significa exatamente.

É um inebriado, divertido e pavoroso, mas por vezes inócuo sentir.

É uma turbulência de palavras vão e que não tem pausa, nem pra puxar o ar que não infla os pulmões, nem pra criarem pra si algum sentido. Palavras que só preenchem linhas e pensamentos tortos, e que por vezes preenchem apenas o vasto imaginário do meu ser, num enlouquecido emaranhado de pensamento que desnorteiam os demais sentidos pela velocidade;

A verdade é que não sabe se está jogando o jogo, ou se é o jogo que está jogando com a gente... 

terça-feira, 5 de outubro de 2010

MORAL da historia:



Sempre leia nas entrelinhas,
mesmo que nada esteja lá.


Afinal
(e supostamente)
as entrelinhas nunca estão de fato lá, 
visiveis!

ah, 
o pior
é que cada um

enxerga uma entrelinha diferente...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

mais uma vez!



As vezes acordo, no meio da noite.

Assutado com mundo,
me pego com a respiraçao alterada,
com os olhos perdidos na escuridao
sem saber o que aconteceu,
sem saber de nada pra ser sincero!

Tenho tido o sono, a cada dia mais leve,
tenho sonhado muito,
e no outro dia,
lembro-me de alguns detalhes,
ou melhor de pessoas que estiveram presente neles.

Mutias vezes nao me lembro o que aconteceu,
só me lembro das pessoas.


Sonhos confusos,
falas distorcidas,
vultos e figuras aleatorias
um casulo imaginario
que mantem seu dominio silencioso;
nao deixando um vestigio pra tras,
apenas a insegurança disfarçada
no acuado olhar da distancia.



E, uma vez me disseram uma frase:

 
"Entao, se há cabimento,
me mostre como colocar,
tudo isso ali dentro!"


Adpatando a frase,
cabe certinha no contexto,
e o pior da historia,
é que na história original era eu
quem demonstrava o cabimento...

hoje,
sou eu quem anseia por tal demonstraçao;
que sinceramente,
nao enxerga, aquilo que tentou demonstrar antes;


Então eu corro,
e mais uma vez, a respiraçao se altera;

Entao eu paro,
e tudo volta ao normal,

aos poucos!

Fragil
e mais uma vez intocado!


[...] e fica subentendido.

Mais uma vez!