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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
diálogos aleatórios
- oi, tudo bem?
- sim, tudo certo.
- como você está?
- como o dia lá fora: nublado.
- vixe!
- ah, se você soubesse...
domingo, 20 de novembro de 2011
parapeito
Sentado no parapeito eu balanço
as pernas incontrolavelmente de maneira ininterrupta. Não, eu não consigo
controlar, mesmo com o olhar distante, o pensamento idem, as pernas não param.
A respiração é ofegante e até as pálpebras tomam um ritmo diferente. Cuidado.
As pessoas tem o seu ritmo, cada
um no seu tempo, juntando-se nos grupos paralelos, vivendo seus mundos, suas
vidas, enquanto eu fico ali, absorto, sentado no parapeito balançando as pernas
como criança que não alcança o chão e está inquieta por não querer ficar
parado. São apenas tropeços
involuntários de pernas bambas.
É isso, o mundo está andando
rápido, enquanto eu fico sentado no parapeito. Por isso as perninhas não querem
parar de se mexer, é a vida mostrando que não se pode parar. Nunca se pode,
desde criança a gente não para. E talvez seja por isso que a gente queira
abraçar o mundo, porque aí ele não precisa correr, é a gente parando o mundo. É
a tentativa de controlar o incontrolável.
Mas ali, do parapeito, eu me
concentrava nos meus pensamentos cansados, tentando compreender esses dias
longos e essa quantidade absurda de pensamentos que não param.
E aí você põe a mão de leve no
meu queixo e o levanta até a altura dos seus olhos pra que eu possa te escutar
melhor. Comigo é assim, sempre respondo a estímulos. E com você, como é?
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terça-feira, 15 de novembro de 2011
constatação
Se você não pode fazer parte do presente, não tem porque ficar se remoendo pelo saudosismo do passado...
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domingo, 23 de outubro de 2011
blá blá blá
Diz-se, inclusive, que após dez minutos de conversa, é provável que o foco do assunto seja perdido, e aí as pessoas passam a discutir milhões de outras coisas, liberando traumas e coisas que não têm nada a ver com a situação inicial. E isso, agora, me é tão nítido, que se o fora anteriormente, talvez tivesse evitado muito mais desgastes desnecessários.
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011
O Post it
Eu ainda tenho guardado aquele desenho rabiscado de
canetinha no bloco de notas colorido. Eu sei, é simples, é bobo, mas não
consigo me desfazer desta lembrança como tenho feito com as outras. Essa não. Esta
tem um fundo cômico além do emotivo.
[Ímpar]
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sábado, 10 de setembro de 2011
why?
uma imensa vontade de ficar flutuando sob a água, com a maior parte do corpo submerso, mas totalmente imerso em meus pensamentos...
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
sonhos: a minha versão e a de Freud
Tem sido até que uma constante eu acordar com breves espasmos dos sonhos ainda frescos na minha cabeça. Outros reaparecem no decorrer do dia, enquanto outros se perdem no esquecimento. São situações inusitadas, pessoas que não estão tão perto, pessoas queridas e uma outra infinidade de situações aleatórias que fogem ao nosso controle.
Que a gente não tem domínio sobre os nossos sonhos creio que não seja uma grande novidade para o mundo, mas essa noite a ordem das coisas se inverteu. Fui agraciado com a possibilidade de sonhar com algo que eu vivo sonhando muito acordado ultimamente.
Para Freud, o sonho é a realização disfarçada de um desejo reprimido, e apresenta dois conteúdos: o manifesto e o latente. Segundo suas teorias, os elementos mais importantes ao processo são os impulsos instintivos reprimidos, impedidos pelo superego de atingirem a consciência.
E eu preciso assumir que em muitos momentos eu partilho (e muito) dessa visão de Freud, inclusive uso a teoria quando preciso explicar o tema para o mundo.
Mas voltando à minha noite, ao meu sonho. Por um breve lapso, consegui acordar no meio da noite e era muito vívida a recordação daquilo que ainda fresco na memória. Foi até inebriante a sensação de veracidade daquele momento. Por um instante eu fui aquilo tudo que quisera ser e era muito bom o ser.
E voltei a dormir, tranqüilo e feliz, torcendo para recordar todas as sensações quando despertasse do sono.
E voltei a dormir, tranqüilo e feliz, torcendo para recordar todas as sensações quando despertasse do sono.
E assim aconteceu. Acordei e continuo com esse turbilhão de emoções na cabeça e me questionando do significado disso tudo. Será que eu devo encarar como um fato aleatório, deve pensar como Freud e entender que isso tudo foi só a minha mente transcendendo o meu controle e libertando-se aos acontecimentos ou devo encarar como um “seguir em frente” já que é tudo sonho?
Não sei, eu não tenho essas respostas, mas a seqüência dos fatos só me deixa ainda mais confuso. Se a resposta estiver somente em mim será muito mais fácil, mas na vida nada é tão simples, tudo envolve uma porção de fatores que envolvem, por sua vez, uma porção de pessoas.
Ok ok, sejamos realistas, a resposta sempre está dentro de nós mesmos, mas pra conseguirmos atingi-la, dependemos de um empurrãozinho alheio também, dependemos assim da interferência externa.
A pergunta que fica, de todas as divagações implícitas aqui é a de que quem dará o braço a torcer primeiro?
///
É Cazuza, você sempre foi foda...
Por isso vou citá-lo (novamente) aqui, principalmente na versão de Leoni:
(as vezes te odeio, por quase 1s.)
[...]
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
[...]
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Que não me deixa em paz
[...]
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quarta-feira, 27 de julho de 2011
pra falar a verdade,
Acho muito cansativo ser responsável por tudo.
Não me venha com clichês
e estereótipos de dias, de vidas e pessoas...
Não é apenas o que se diz,
é a forma como se diz (e até se pensa)
que pode mudar toda uma história,
toda uma vida, toda uma pessoa...
Como também pode não mudar nada...
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sexta-feira, 1 de julho de 2011
diálogo; hipotético.
Ele: Hey, saudades de você!
Ela: Eu também, muita mesmo!
Ele: Será?
Ela: Ainda pergunta?
Ele: Uhuum... Ah..Sabe, eu não queria ser assim... não queria dar tanta mancada com você, sei que às vezes não estou presente no momento em que você mais precisa. Tenho ódio de mim por isso.
Ela: Tudo bem. Mas as vezes quando cobro a sua presença, é porque a saudade aperta e isso machuca muito.Mas tô aprendendo a lidar com isso...
Ele: Não é questão de você cobrar... Eu me sinto mal por não estar presente na sua vida sempre.
Ela: Você não tem que se sentir mal!
Ele: Claro que tenho! Seu aniversário foi mês passado, eu queria ter ido te da um abraço... Mas nem parabéns te dei :/
Ela: Esquece isso já passou. Tem muitos anos pela frente pra você me recompensar.
Ele: Pra mim não passou... Sou muito tonto!
Ela: Pára!
Ele: Desculpa?
Ele: Desculpa?
Ela: Te desculpar do que?
Ele: Por cada noite que você passou acordada se preocupando comigo, por cada lágrima que fiz você derramar, por cada briga fútil que provoquei, por tudo que te fiz sofrer!
Ela: Se preciso for, vou ficar todos as noites acordada só para depois saber que está bem. Não me importa o quanto eu chore, ou o quanto brigamos... Mesmo com seus defeitos, meu amor por você não diminuiu. Muito pelo contrário, ele aumenta cada dia que passa... me sinto bem pelo simples fato de você existir na minha vida, e mais ainda por você ser o amor da minha vida!
(Silêncio)
Ele: Te amo tanto garota, não quero te perder nunca!
Ela: Isso não vai acontecer, e se acontecer eu vou te achar.
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quinta-feira, 30 de junho de 2011
pontos
Se for parar pra pensar é igual pra todo mundo, e é generalaizado a coisa, ou seja, é difícil e entender, quanto mais aceitar que a gente tenta deixar as coisas (pessoas) para trás, como todo o resto, porque lá no fundo (ou nem tão no fundo assim) a gente não consegue (pelo menos quem tem sentimentos/consciência). É complicado/difícil olhar os fatos de forma imparcial, comprovar dificuldades, sentir preguiça, cansaço, doer, arder e querer correr e, mesmo assim, não conseguir tomar as rédeas de tudo, não conseguir colocar um prazo. É visível que prazo de validade não vence em cinco minutos... Alias, eu nunca fui bom com esse tipo de determinações, mas agora, em se tratando de pontos, sou ótimo em ponto final, o meu grande problema é a vírgula.
Falar sem aspas, Amar sem interrogação, Sonhar sem reticências, Viver sem ponto final.
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terça-feira, 28 de junho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
pantufas novas
Tenho sentido os meus pés gelados e usar meias parece que não adianta, não consigo mantê-los aquecidos. O frio é interno e totalmente psicológico. Acho que preciso de pantufas novas...
A vida seria diferente com um par de pantufas novas, é isso: pantufas novas! Daquelas bem grandes, fofinhas e confortáveis!! Está decidido, vou agora a uma loja de departamentos procurar uma do meu tamanho e, com certeza, o fato de eu calçar 43/44 não será um problema, não mesmo. Pode ser do Garfield, do Pateta, pode ser em formato de patas, com garras, unhas pintadas, multicoloridas, de bichos, personagens, tanto faz... É isso, pantufas novas, foco!
Ok... Então vamos concentrar nos fatos, vamos procurar nos ater ao que está acontecendo agora e deixar um pouco de lado o passado, quietinho onde ele está.
É isso. Passa, sucede, e você se deixa levar, a onda vem, a maré te carrega.
Não dá pra se orientar?
Bobagem; se deixe levar... os carros passam enquanto a música toca ao fundo pra acalantar.
Então é isso, me dê a mão, vamos trocar energias, o contato aquece, a música acalanta e logo os pés não estarão mais gelados dentro da pantufas novas.
Aquiete-se no seu próprio silêncio para acalmar os pensamentos.
Não dá pra ficar em silêncio sozinho, a mente não deixa, a realidade se aproxima de uma situação atemporal e você já não se vê na história. É um sonho, é isso. Pelo menos eu estou de pantufas agora.
Em minha mente hiperativa ouço uma voz distante; talvez desconhecida, talvez não. Daqui consigo ler linhas na minha mente, tudo escrito em uma caligrafia bonita e rebuscada mas que não é minha. É um pouco confuso mentalmente mas por outro lado, bem nítido. E segue. Eu sigo. Sigo mentindo descaradamente só pelo fato de que tem gente acredita em mim. De longe, de perto, normal ou não: apenas seja razoável com os seus desejos. É isso: pantufas novas!
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domingo, 12 de junho de 2011
acaricie meus sonhos...
Continuo acreditando que a realidade existente não é aquela que eu enxergo; continuo insistindo que tudo vai mudar! Às vezes paro e olho ao redor e realmente eu acho q ando me enganando.
um dia...
será que a ficha vai cair? e vai dar tempo de resolver? terá sido um tempo perdido?
olho
penso
sinto...
mas parece que tudo isso de uma forma diferente do restante do mundo;
eu já sei! já ouvi/vivi isso... mas é dificil acreditar em teorias; as minhas mesmo, aquelas q eu mesmo faço, onde pelo menos tem fundamentos práticos, independente de serem irreais, ao menos elas são fundamentadas. Assim, muito mais fáceis de se acredirar! assim, de certa forma, essas teorias, se tornam verdades ...
mesmo não sendo eu, o mesmo que era antes,
mesmo mudando com tudo isso!
querendo ou não,
são escolhas que fazemos;
só precisava descobrir quando eu as fiz,
e se um dia valerá a pena!?
((repetitivo))
mas onde está a consistência disso tudo?
será que existe mesmo?
só segure a minha mão,
e acaricie meus cabelos até
que de tanto pensar
eu caia no sono...
depois é só velar por meus sonhos...
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Será que foi sempre assim?
Costumo dizer que existe uma diferença fundamental entre desilusão e decepção. A primeira tem a ver com idéias ou fantasias que criamos sobre determinada pessoa ou situação que, com o tempo e a experiência, se apresenta totalmente diferente na realidade. A decepção é mais forte. É quando conhecemos algo ou alguém, temos uma idéia formada sobre isto e encaramos um revés uma mudança sem avisos, um turbilhão de comportamento e julgamentos diferentes ao que havíamos conhecido e experimentado. É quando surge a dúvida mais cruel que uma pessoa pode ter em relação à outra, quando nos perguntamos: Será que foi sempre assim e eu não percebi? Será que estava escondendo e me enganando o tempo todo?
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domingo, 5 de dezembro de 2010
situações diferentes
As indefinições da vida são a própria essência dela. Algumas situações que ansiamos para serem logo resolvidas geralmente não se definem no tempo em que queremos. Parece o destino falando assim: olha, não adianta tentar controlar as coisas, eu decido quando tudo deve acontecer, faça apenas a sua parte e deixe o resto comigo!
Isso ocorre pela existência de circunstâncias e situações de vida diferentes e de outras pessoas envolvidas, com suas particularidades. É importante pensar que um caminho não se faz apenas por um querer individual. Existem outros fatores envolvidos, desenrolados sob vários ângulos e olhares diversos e que fazem parte da vida de cada indivíduo, por mais que desejemos que fosse diferente.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
diálogos aleatórios
Sabe, eu fico me perguntando.
O que?
Porque você age desta forma.
De que forma?
Assim... como esta fazendo agora.
E como eu estou fazendo agora?
Está acoado. Como se tivesse medo das pessoas.
Bom, eu tenho medo das pessoas.
Besta! To falando sério. Você não deixa eu me aproximar.
Como assim? Você já está do meu lado, quer sentar o no meu colo? Preciso lembrar que estamos em público?
Mais uma vez... Age com o intuito de repelir qualquer proximidade.
Não acho que seja desta forma que você está falando.
Eu acho.
Desde quando você pensa isso sobre mim?
Não sei ao certo, mas tenho pensando muito sobre isso.
Como assim tenho pensado muito sobre isso? Você fica me analisando?
Está fazendo de novo.
Não tô!
Está... eu sei que isso pode ser uma maneira protetiva, o que eu quero saber é o porque disso tudo. Porque você se mantém tão distante das pessoas.
Você está generalizando?
Sim. Acho que você age desta forma de uma forma geral, a intensidade depende apenas da sua intimidade com o outro e a extensão do contato.
Talvez eu saiba o que você está falando.
Acho que você sabe muito bem do que eu estou falando, mas se não quiser falar sobre isso eu vou entender.
Você sabe que é difícil conversar sobre determinados assuntos, ainda mais pra mim, que reluto a falar sobre sentimentos, pelo menos no que tange os meus.
Sim eu sei, é bem visível tal situação, mas queria poder ajudar.
Não sei se você pode, mas agradeço a tentativa, já mostra que você consegue ver o que está aquém das palavras, mas estampado nos olhos, sem contar que tem a disposição pra tanto. Realmente, muito obrigado.
Você não precisa me agradecer vai, para com o formalismo. Vem aqui e me dá um abraço que ta tudo bem...
Promete que vai ficar tudo bem?
Sim, eu prometo...
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
todos os sentidos
Já sentiu como se você tivesse total controle sobre seus sentidos? E todos eles fossem totalmente apurados de modo que você pudesse ouvir melhor, ver melhor, sentir melhor? Entrar em um transe, onde todas as pessoas são felizes e naquele momento não existe dor, nem fome, nem inveja, nem tristeza e todos os sentimentos ruins do mundo ficassem do lado de fora e que apenas um estilo de música pudesse fazer isso? Você pode imaginar um lugar onde todas as pessoas estão na mesma vibração, onde uma só batida pode fazer com que o mundo seja outro, onde as pessoas se gostam e se divertem como nunca? Sim, parecia simples, calmo, vago talvez. Parecia mais um, parecia mil. Às vezes redundante, às vezes exato. Mas todos sabiam, ou desconfiavam de suas carências, das suas fragilidades. Mas ele tentava disfarçar, mas era impossível tornar invisível ago tão gritante. E também poderia ser chamado de pervertido, de insensível, mas não era. Ele só era confuso. Só era jovem demais para entender os desejos da vida. Mas nem ao menos entendia o que era viver. Tornava cada dia uma busca. Cada olhar uma frase. Ele era, sim, muito complicado, ou tornava tudo muito denso. Ah, o menino que não sabia para onde ir, não sabia exatamente o que era bom de sentir. Ele buscava, buscava... Às vezes pensava ter achado, mas tudo era muito rápido, muito frágil. Frágil em muitos momentos, mas não por ser fraco, e sim por ser descrente demais, pensativo demais. Dizem que ele ainda esta por aí, observando cada olhar, procurando palavras carinhosas. Dizem que às vezes ele chora ou mesmo sorri.
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