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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

tentativas


Saudades de um tempo que não volta. De uma pessoa que não existe... afinal me iludo fácil, me empolgo fácil, crio falsas esperanças fácil e talvez eu tenha imaginado demais...
Talvez seja só saudade; Talvez.
Mas como me expressar? Se ao menos você me ouvisse... mas eu já gritei, ninguém ouve mesmo! E eu continuo gritando, numa vã tentativa de conseguir me fazer entender. O sorriso continua sendo um subterfúgio pra disfarçar a solidão corroborando pra idéia fixa da armadura forte que 'aparentemente' impede que qualquer coisa a ultrapasse e atinja a fragilidade que o caos esconde e se propaga progressivamente, ecoando diante do vazio. Acredito que hoje eu voltei a ter as rédeas na minha mão. É bem provável que exista alguns percalços durante a trajetória. Mas estou conseguindo dar uma ordem às questões que são caras e importantes. Não que tudo não fosse antes, muito longe disso. Mas agora eu (acho) que consegui lidar com todo aquele sentimento, com toda aquela dor. Falo aquela como se não existisse mais nenhum vestígio dela aqui dentro, numa tentativa de seguir em frente.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

um simples email?


Oi! como vai? Tudo bem? Quanto tempo não conversamos. Quanto tempo não te vejo, não te mando um email.
Quanto tempo você não me manda um email...
Como estão as coisas contigo? Conseguiu resolver ou pelo menos amenizar aqueles nossos problemas recorrentes? Queria ter te mandado um email há algum tempo atrás mas sei lá porque esqueci. É esse o mal da vida moderna? Essa constante falta de tempo e das desculpas incansáveis?
Bom, eu precisava dizer que estou com saudade. Que queria te ver e poder conversar sobre pequenos assuntos, sobre tudo e sobre nada. Sabe aquela conversa travada em silêncio que a cumplicidade nos permite? Saudade justamente de não ter que falar durante uma conversa e mais, não ter que explicar tudo isso.
Mas sabe como é né, essa vida corrida, os excessos. É é isso, o grande mal são os excessos que vão na contramão dos momentos felizes, que vão se tornando mais ausentes que presentes, e quando vemos já se passaram meses, as vezes anos que não nos vemos mais. A gente poderia marcar algo depois. Sair pra algum lugar, comer alguma coisa bacana, jogar algumas palavras fora, rir um pouco da vida, rir um pouco de nós mesmos, contar as novidades, as desventuras, as aventuras, qualquer coisa. O que acha? Qualquer coisa me ligue, a gente marca alguma coisa. Alias, agora a ligação ficou mais fácil... é, é isso, vou te ligar agora.

[PAUSA] [...]

Putz! Há quanto tempo não ouvia sua voz? E como é reconfortante ouvi-la meu amigo. Desculpe por ter atrapalhado o jantar. Sim, eu sei que você disse que não estava atrapalhando, mas eu interrompi por uns instantes. Foi por um bom motivo, eu sei. Sabe, seria bom nos encontrarmos em meio a este vasto mundo que nos separou, essa selva de pedra... Mas lembre-se: o porto seguro continuará sempre aqui...