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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Não deu errado








Não deu errado. Nós tivemos a nossa chance e aproveitamos cada segundo. Mas as pessoas são diferentes. Têm gostos diferentes, pontos de vistas diferentes. Diga-me qual é o casal perfeito? Diga-me quem é que nunca briga? Nunca discorda sobre algo? Eu mesmo teria náuseas se sempre desse tudo certo entre a gente. É a vida. Viver a dois tem o seu preço. E às vezes, tem o seu fim. É claro que não seríamos como nossos avós. O mundo hoje é moderno. Os casamentos não são mais arranjados. Não se casa aos 15 anos, ainda por cima virgem, e se vive com o mesmo cara pelo resto da vida até completar bodas de papel, prata, ouro ou sei lá mais o que. Mas de certa forma, nós também completamos nossas bodas. Bodas de dinamite e acabamos explodindo pelo ar. Mas não estou aqui pra falar do lado ruim da coisa. Tivemos nossas histórias. Mas como toda boa história o fim tem que ser trágico ou pelo menos, dramático. Tudo aquilo que é previsível, é chato. O leitor fica frustrado quando as coisas acabam do jeito que ele previu. Mas nós, não. Com a gente foi diferente. Ter um fim nunca esteve no roteiro, mas aconteceu. Nós também acontecemos. Existimos. E tudo bem se cada um seguiu com a sua vida. Normal se cada um foi pro seu lado.

[in Querido John]


domingo, 9 de junho de 2013

Nunca passa... mas quase passa todos os dias...





Eu quase consegui abraçar alguém semana passada. Por um milésimo de segundo eu fechei os olhos e senti meu peito esvaziado de você. Foi realmente quase. Acho que estou andando pra frente. 
Ontem ri tanto no jantar, tanto que quase fui feliz de novo. Ouvi uma história muito engraçada sobre uma diretora de criação maluca que fez os funcionários irem trabalhar de pijama. Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você. E fiquei triste de novo. 
Hoje uma pessoa disse que está apaixonada por mim. Quem diria? Alguém gosta de mim. E o mais louco de tudo nem é isso. O mais louco de tudo é que eu também acho que gosto dele. Quase consigo me animar com essa história, mas me animar ou gostar de alguém me lembra você. E fico triste novamente. 
Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias. 
Chorar deixou de ser uma necessidade e virou apenas uma iminência. Sofrer deixou de ser algo maior do que eu e passou a ser um pontinho ali, no mesmo lugar, incomodando a cada segundo, me lembrando o tempo todo que aquele pontinho é um resto, um quase não pontinho. 
Você, que já foi tudo e mais um pouco, é agora um quase. Um quase que não me deixa ser inteira em nada, plena em nada, tranqüila em nada, feliz em nada. 
Todos os dias eu quase te ligo, eu quase consigo ser leve e te dizer: “Ei, não quer conhecer minha casa nova?” Eu quase consigo te tratar como nada. Mas aí quase desisto de tudo, quase ignoro tudo, quase consigo, sem nenhuma ansiedade, terminar o dia tendo a certeza de que é só mais um dia com um restinho de quase e que um restinho de quase, uma hora, se Deus quiser, vira nada. Mas não vira nada nunca. 
Eu quase consegui te amar exatamente como você era, quase. E é justamente por eu nunca ter sido inteira pra você que meu fim de amor também não consegue ser inteiro. 
Eu quase não te amo mais, eu quase não te odeio, eu quase não odeio aquela foto com aquelas garotas, eu quase não morro com a sua presença, eu quase não escrevo esse texto. 
O problema é que todo o resto de mim que sobra, tirando o que quase sou, não sei quem é.

Tati Bernardi

domingo, 17 de junho de 2012

preciso




VOCÊ ME FAZ BEM, 
MAS ME IRRITA TAMBÉM....


é sempre assim,
contraditório mas tão preciso!



quarta-feira, 2 de maio de 2012