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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Não deu errado








Não deu errado. Nós tivemos a nossa chance e aproveitamos cada segundo. Mas as pessoas são diferentes. Têm gostos diferentes, pontos de vistas diferentes. Diga-me qual é o casal perfeito? Diga-me quem é que nunca briga? Nunca discorda sobre algo? Eu mesmo teria náuseas se sempre desse tudo certo entre a gente. É a vida. Viver a dois tem o seu preço. E às vezes, tem o seu fim. É claro que não seríamos como nossos avós. O mundo hoje é moderno. Os casamentos não são mais arranjados. Não se casa aos 15 anos, ainda por cima virgem, e se vive com o mesmo cara pelo resto da vida até completar bodas de papel, prata, ouro ou sei lá mais o que. Mas de certa forma, nós também completamos nossas bodas. Bodas de dinamite e acabamos explodindo pelo ar. Mas não estou aqui pra falar do lado ruim da coisa. Tivemos nossas histórias. Mas como toda boa história o fim tem que ser trágico ou pelo menos, dramático. Tudo aquilo que é previsível, é chato. O leitor fica frustrado quando as coisas acabam do jeito que ele previu. Mas nós, não. Com a gente foi diferente. Ter um fim nunca esteve no roteiro, mas aconteceu. Nós também acontecemos. Existimos. E tudo bem se cada um seguiu com a sua vida. Normal se cada um foi pro seu lado.

[in Querido John]


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

porque é como tem que ser...








"No primeiro dia pensei em me matar. No segundo, em virar padre. No terceiro, em beber até cair. No quarto, pensei em escrever uma carta para Marcela. No quinto, comecei a pensar na Europa e no sexto comecei a sonhar com as noites em Lisboa. Em seis dias Deus fez o mundo e eu refiz o meu."




[Machado de Assis in Memórias póstumas de Brás Cubas]


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

uma GRANDE lição




Eu acabo de terminar de ler "A Lição Final", que é um livro meio que auto-biográfico de Randy Pausch! 
Sim, eu sei que algumas pessoas vão falar que eu sou maníaco de querer ler 2, 3 ou mais livros ao mesmo tempo, mas sinceramente, nem vou discutir a minha sistemática de leitura, quero, agora, apenas registrar a minha impressão acerca da leitura.
O livro, é contado por Randy, que é um professor de Ciência da Computação na universidade Carnegie Mellon em Pittsburg e a trama se passa quando ele recebe um diagnóstico dizendo que tinha pelo dez tumores na região do fígado e lhe restavam poucos meses de vida.
Nesta época ele tinha três filhos – Dylan, Logan, Chloe (5, 2 e 1 anos respectivamente) e a esposa, Jai.
Nos EUA, as universidades tem o costume de pedir a seus docentes que realizem “palestras de despedida” para discutir assuntos que acreditem ser importantes. 
O grande acaso do destino é que no ano em que professor Randy foi escolhido para fazer a dita palestra, calhou com o diagnóstico de sua doença terminal. E nesse enredo começa o dilema de Randy entre passar seus últimos dias ao máximo com sua esposa e filhos, ou dedicar-se a fazer essa última apresentação.
Essa narrativa que Randy faz sobre a chance que a vida está lhe dando de poder dizer tudo que precisa aos seus entes queridos, que contracena com a morte iminente é o que o próprio título do livro diz: A GRANDE LIÇÃO...
Recomendo a leitura como uma maneira de encarar a vida de uma nova forma fazendo com que possamos dar valor a alguns pontos que normalmente esquecemos...







terça-feira, 24 de janeiro de 2012




"nem tudo precisa ser consertado..."


(*) Eu ouvi essa frase agora a tarde e faz parte de um livro que tem me feito pensar muito. O livro se chama A Lição Final escrito por Randy Pausch. É um relato sobre as lições que o autor junta para deixar para seus filhos e para o futuro já que se vê num estágio avançado de um câncer terminal. Por ora estou na metade da leitura, quando terminar pretendo fazer um relato mais esmiuçado sobre o livro.




sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

é o que você tem feito?












"O principal é não mentir para si mesmo. Quem mente para si mesmo e dá ouvidos à própria mentira chega a um ponto em que não distingue nenhuma verdade nem em si, nem nos outros e, portanto, passa a desrespeitar a si mesmo e aos demais. Sem respeitar ninguém, deixa de amar e, sem ter amor, para se ocupar e se distrair entrega-se a paixões e prazeres grosseiros e acaba na total bestialidade em seus vícios, e tudo isso movido pela contínua mentira para os outros e para si mesmo."




in DOSTOIÉVSKI, Fiodór M. in Os Irmãos Karamázov Página 72, Tradução Paulo Bezerra, Ed. 34






segunda-feira, 6 de junho de 2011

óh Macabéa!



Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isto é ser uma pessoa?

Quero antes afiançar que essa moça não se conhece senão através de ir vivendo à toa. Se tivesse a tolice de se perguntar "quem sou eu?'' cairia estatelada e em cheio no chão. É que "quem sou eu?" provoca necessidade. E como satisfazer a necessidade? Quem se indaga é incompleto.
A pessoa de quem vou falar é tão tola que às vezes sorri para os outros na rua. Ninguém lhe responde ao sorriso porque nem ao menos a olham.
[...]
Será mesmo que a ação ultrapassa a palavra? Mas que ao escrever - que o nome real seja dado às coisas. Cada coisa é uma palavra. E quando não se a tem, inventa-se-a. Esse vosso Deus que nos mandou inventar.


[Trecho do livro de Clarice Lispector "A hora da estrela"]



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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas...

Sabe, a gente vai crescendo...
E com isso vem as responsabilidades da vida adulta;

É claro que todas as fases tem seus momentos incríveis,
entretanto, nem tudo são flores...

É, a vida toma rumos diferentes,
distancia algumas coisas, aperta alguns sentimentos.



Sim,
eu sei que tudo continua igual,
pelo menos em tese.



Mas a distância é implável.

Não existe sublimação capaz de persuadí-la.



Não há remédio,
tampouco atos paliativos;




A situação é esta,
cumpre a nós
acharmos uma maneira de conviver
sem que este sentimento se torne insuportável.

Bom,
eu tento, juro que tento,
mas confesso que não sou tão bom nisso.



Entretanto,
existem momentos que essa situação beira ao insuportável;



Poder ser infantilidade?



Poder ser que sim,
mas eu não me importo,
no momento
a única coisa que eu queria
era que as coisas voltassem a ser como eram antes.



Simples, direto e prático.



Voltar ao que era antes;
Quero meu mundo de volta.
Quero meu alicerce comigo,
aqui ao meu lado,
me sustentando,
que é a sua função.

Quero o meu amigo; Perto, bem perto.


[~]

 




[...] e voltou, então, à raposa:
        - Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.

- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.



- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...

- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

[O Pequeno Príncipe - Antoine Saint-Exupéry]

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

é fundamental...



 Arnaldo Jabor em "sei que vou te amar"

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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Verstehst du mich?




"Foi nesse momento que também aproveitou o ensejo para dizer que lamentava que o filho dos Hubermann não tivessem ido para casa. Em resposta, Hans lhe disse que essas coisas fugiam ao controle deles.

— Afinal — comentou — você mesmo deve saber: um rapaz ainda é um menino, e os meninos às vezes têm o direito de ser teimosos."





[Markus Zusak - A menina que roubava livros]


qualquer semelhança com a realidade
É MERA COINCIDÊNCIA!
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