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terça-feira, 10 de julho de 2012

café forte...




- Uma xícara de café forte, por favor.

- Mas você não toma café.

- Eu sei. Não tomo normalmente, mas nos últimos tempos tenho precisado para me manter em pé.

- Isso não me parece bom.

- E realmente não é. Mas é assim que as coisas são.




Na verdade a loucura em que vivemos dificulta enxergar coisas com clareza, com uma perspectiva real, de quem enxerga com propriedade. Decifrar o que é realmente importante e conseguir distinguir daquilo que temos em mente naquele momento talvez seja a parte mais complicada..
E, no entanto, pra você, o que é realmente importante no meio de tudo isto? Você já parou pra se fazer essa pergunta?
Perguntas. É tão estranho questionar se você tem se feito perguntas. Porque o que  mais parece óbvio é, talvez, o que mais se esquece nessa vida.
Acho que eu preciso mesmo é de mais café para me manter firme.
O difícil é que com o café vem uma lucidez e uma sobriedade que machuca a alma e é tão, mas tão difícil de suportar que me faz questionar se com todo mundo é assim.
Sim, eu sei que todo mundo se dói, todos tem essa inquietação. Mas será que são aliadas à forte uma lucidez como a minha?
Então mais café e uma dose de não sentir, por favor. Só para ter o prazer do torpor, mesmo que por alguns instantes. 
E que o formigar dos dedos se estendam pelo corpo todo e chegue à alma ao ponto de torná-la serena e calma: introspecção com gosto de cafeína.




segunda-feira, 27 de junho de 2011

insegurança






joguei fora os recados escritos em guardanapos de papel, os bilhetes e todos os cartões coloridos tão cheio de sentimentos e recordações; tirei as nossas fotos dos porta-retrados espalhados pela casa pra não ter mais contato com essa dor constante em contraste com os risos eternizados pela lente. a partir daí me obriguei a pensar em outras coisas pois qualquer lembrança ligada a determinados tipos de situações que durasse mais de 5s poderia ser pertubador pra decisão que eu havia tomado; 
pra contrastar com tudo isso comprei um maço de flores frescas, troquei a água do vaso e coloquei em cima do aparador do corredor; comprei também velas novas pro candelabro, que fica aceso em cima da mesa enquanto eu preparo o jantar. 
já não uso mais aquele seu all star surrado que me davam a impressão de estar andando os seus passos, no seu ritmo e o mesmo destino teve aquele seu moletom surrado cinza claro com ziper frontal que de tanto eu paquerá-lo, você me deu; hoje ele deve estar aquecendo algum corpo físico que, provavelmente, não sente o abraço que ele me transmitia à alma; 
e eu não sei se é medo ou insegurança, mas ainda é difícil ouvir as pessoas perguntando como você estaria, eu respondo com um leve sorriso que cala um desespero interno que me remete a lembranças infindáveis... cenas, fotos, filmes, momentos, risos, projetos... é isso que eu estou tentando me desvencilhar, talvez o primeiro passo de um longo caminho, talvez uma atitude que não dê em nada no futuro, porém continuo acreditando que é a atitude correta e, independente do resultado que ela vá provocar; mas isso é um discussão complexa e que depende de um monte de variáveis futuras e por isso é melhor que continue na expectativa dos acontecimentos, pelo menos por ora.






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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011




Aquilo que acreditamos 
é a extensão e o reflexo 
do que se passa por nossos interiores...


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010


O fundo do poço é sempre mais embaixo...

sábado, 4 de dezembro de 2010

simplesmente não dá certo


Você não pode simplesmente dizer que ama alguém
e deixar alguém dizer que te ama,
e depois tentar desfazer as cosias...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

me diz...

           [...] que vai ficar tudo bem!




                                  Mesmo que isso não seja a VERDADE!



                                        Eu preciso ouvir isso ao pé do meu ouvido
                                                    enquanto afagas o meu cabelo;




                                          Pra que as coisas façam SENTIDO
                                                    mesmo que,         
                                                                contraditoriamente,
                                                                         sem lógica...





                                     Eu preciso de um pilar de sustentação;
                                                   pois eu não sou a MURALHA
                                                        e isso é claro e paupável,
                                                                depende, apenas,
                                               da sensibilidade daqueles que enxergam;


                                                         [...]
                    
                                              "E o rosto se desfez em pó..."

                                                                                                    e FIM...



                          |você sabia...|

quarta-feira, 24 de novembro de 2010


Waiting for someone
 (or something)
to show me the way...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

[isso importa?]





Fiz um monte de cosias e ouvi outras tantas; E as vezes é como se nada acontecesse realmente. Como se o tudo nao existisse e nós não fossemos tudo aquilo que imaginamos ser.
 É que esse vã controle não existe mesmo...

   Poderia ter sido ontem,
      Poderia ter sido hoje...
         Poderia NÃO ter sido.
            Pode não ser...

                                                                     Faz diferença?

                                          Não foi...?
                                                Não sabe?
                                                       Nem eu...


Eu preciso de outro tipo de interlocutor.
                                           
                                                             (...)

                               Alguém que traga novidades,
                                                         que não fale o óbvio.

Alguém que fale mais que eu, que me dê vontade de escutar.


                                                        
                                Dá pra entender?


                                                    alias,

                                                      [isso importa?]


 


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

estranha certeza



Feche os olhos, tape os ouvidos com a ponta dos dedos, depois, lentamente, abaixe o queixo até encostar de leve, bem de leve o seu peito; Aos poucos, desprenda o consciente do concreto, do sólido, e deixe o pensamento divagar por todas as lembranças positivas que conseguir alcançar. Voe até o gosto doce que a sua infância teve, as brincadeiras de rua, as primeiras emoções e sentimentos.
Procure os seus caminhos, tente olhar o mundo de fora, observe as expressões e a liberdade que você tem de mudar de ídeia, de buscar o novo e a liberdade que as tentações lhe proporciona. Porque tudo isso muda a sua vida a partir do ponto que você descobre que não existe limitações quando você é honesto com os seus sentimentos, e que isso vai lhe dar uma sensação de dever cumprido e uma estranha certeza de que tudo vale a pena.

Uma boa recordação é aquela sensação de liberdade que o vento no peito lhe transmite em todas às vezes que você coloca uma parte do seu corpo pra fora do carro em movimento e grita um misto de riso com sentimentos presos na garganta; Você mal acaba o grito e já solta aquela gargalhada gostosa como se algo em sua alma tivesse perdido peso, não sabe o que é, mas algo em você acabara de ficar mais leve;

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

(com)FUSÃO



Difícil simetria;


Perder, por não querer perder algo que te pertence não te pertencendo. Talvez esse seja o maior medo no momento.

Confuso? Acho que eu já me posicionei sobre isso, não?


É uma redundância absurda que, sendo assim, causa um rodeio interminável e inevitável. Mas justamente por isso vem à tona essa falta de ar e ânsia de existir, que me aperta o peito...

E por falar em sensação, outro dia li uma coisa cabe no que eu to querendo descrever, era sobre o que um leão sente ao ver um bando de zebras correm para todos os lados, e ele ali parado, tendo que decidir o que fazer em milésimos de segundos.

Alias, atualmente, tenho me questionado muito sobre o comportamento “animal” em relação ao “humano”, mas acho que isso será tema de uma outra história.

Enfim, você se pergunta se é isso. Se é realmente isso e ainda assim, independente de qualquer que seja a tua resposta, lhe vem um mais perguntas à cabeça para toda e qualquer questão - antes mesmo de saber o que ela significa exatamente.

É um inebriado, divertido e pavoroso, mas por vezes inócuo sentir.

É uma turbulência de palavras vão e que não tem pausa, nem pra puxar o ar que não infla os pulmões, nem pra criarem pra si algum sentido. Palavras que só preenchem linhas e pensamentos tortos, e que por vezes preenchem apenas o vasto imaginário do meu ser, num enlouquecido emaranhado de pensamento que desnorteiam os demais sentidos pela velocidade;

A verdade é que não sabe se está jogando o jogo, ou se é o jogo que está jogando com a gente... 

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

PASSAdo




Essa noite eu acordei assustado. Saltei do sono como quem acorda para algo dolorido. E de fato era. O coração estava descompassado e era evidente pela arritmia que algo não estava bem. Em segundos minha memória trouxe a tona os sentimentos que desencadearam esta sensação. Aquele medo era real, próximo, latente. Respirei mais fundo pra tentar diminuir a sensação de falta de ar. Em vão, fato.
Aquele sentimento hipotético se tornara real diante do sonho. E tão somente a possibilidade disso acontecer foi suficiente pra modificar a realidade. Difícil situação esta de ter que enfrentar seus medos.
Triste fragilidade humana que nos confronta com os nossos medos mais escondidos. Surge e simplesmente espera que você resolva. E não adianta tentar alocá-la pra outro canto, pois se mera possibilidade já causa tamanho desconforto imagine se deparar concretamente com a situação? Talvez fosse mais fácil, talvez não. Talvez...
O que eu pergunto é o que tudo isto significou? O que representou esse sonho na realidade atual, ou o que eu devo fazer pra mudar... porque fingir que não esta acontecendo nada não é a resposta pro problema, certo?
Só pra finalizar, talvez o conselho de romper definitivamente com todos os vínculos do passado seja a única forma de enterrá-lo! Será?

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

mais uma vez!



As vezes acordo, no meio da noite.

Assutado com mundo,
me pego com a respiraçao alterada,
com os olhos perdidos na escuridao
sem saber o que aconteceu,
sem saber de nada pra ser sincero!

Tenho tido o sono, a cada dia mais leve,
tenho sonhado muito,
e no outro dia,
lembro-me de alguns detalhes,
ou melhor de pessoas que estiveram presente neles.

Mutias vezes nao me lembro o que aconteceu,
só me lembro das pessoas.


Sonhos confusos,
falas distorcidas,
vultos e figuras aleatorias
um casulo imaginario
que mantem seu dominio silencioso;
nao deixando um vestigio pra tras,
apenas a insegurança disfarçada
no acuado olhar da distancia.



E, uma vez me disseram uma frase:

 
"Entao, se há cabimento,
me mostre como colocar,
tudo isso ali dentro!"


Adpatando a frase,
cabe certinha no contexto,
e o pior da historia,
é que na história original era eu
quem demonstrava o cabimento...

hoje,
sou eu quem anseia por tal demonstraçao;
que sinceramente,
nao enxerga, aquilo que tentou demonstrar antes;


Então eu corro,
e mais uma vez, a respiraçao se altera;

Entao eu paro,
e tudo volta ao normal,

aos poucos!

Fragil
e mais uma vez intocado!


[...] e fica subentendido.

Mais uma vez!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

tal.vez



É!


Talvez eu precise me acalmar;
talvez eu precise sumir;
talvez eu precise sonhar;
talvez eu precise acordar;
talvez eu precise zerar tudo e recomeçar;
talvez eu precise ter uma meta;

ou talvez eu precise rasgar as regras;

talvez esse seja o "X" da questão!


talvez o erro seja as perguntas;
talvez eu seja o erro;

talvez o erro não exista;

talvez nada exista;

como talvez possa ser pior;

ou melhor...

É, talvez!

(...)

Sumir resolve?

Gritar resolve?

Correr resolve?

O que resolve?

O que?

Resolve?

Pois é...

[x + (Incógnita)² = y ]³
 
talvez hão haja respostas;

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

manual para a vida




Feche os olhos, tape os ouvidos com a ponta dos dedos, depois, lentamente, abaixe o queixo até encostar de leve, bem de leve o seu peito;

Aos poucos desprenda o consciente do concreto, do sólido, e deixe o pensamento divagar por todas as lembranças positivas que conseguir alcançar. Voe até o gosto doce que a sua infância teve, as brincadeiras de rua, as primeiras emoções e sentimentos.

Uma boa recordação é aquela sensação de liberdade que o vento no peito lhe transmite em todas às vezes que você coloca uma parte do seu corpo pra fora do carro em movimento e grita um misto de riso com sentimentos eufóricos presos na garganta; Você mal acaba o grito e já solta aquela gargalhada gostosa como se algo em sua alma tivesse perdido peso, não sabe o que é, mas algo em você acabara de ficar mais leve;

Procure os seus caminhos, tente olhar o mundo de fora, observe as expressões e a liberdade que você tem de mudar de ídeia, de buscar o novo e a liberdade que as tentações lhe proporciona. Porque tudo isso muda a sua vida a partir do ponto em que você descobre que não existe limitações quando você é honesto com os seus sentimentos, e que isso vai lhe dar uma sensação de dever cumprido e uma estranha certeza de que tudo vale a pena.
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Es ist já Wahnsinn, net?


Apague a luz
e ligue o som;

deite na sua cama;

 
só você,

seus travesseiros

e pensamentos;


Será que resolve?


 
Eu vou tentar do mesmo jeito...








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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

tanto.s




Posso
Quero
Sou!


Sou alma que pensa,

corpo que age...


Sou boca que fala,
Olhos que vêem,
Sou mãos que atacam, acariciam
Sou mente que pensa,
Peito que pulsa,
Pernas que andam,


Sou homem,
Sou um,
Sou dois
Sou tantos.



Sou água no copo, àgua no corpo.
Sou ouvidos que ouvem,
Boca que come, beija, LAMBE...
Sou nariz que sente,


Teu perfume, teu cheiro...

Sou TANTOS...
Sou eu...
Sou seu...
E você nem sabe...




Acho que é isso que mais me dói...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

preciso aprender a dizer NÃO


Nós aprendemos na marra que devemos usar esta palavra mais frequentemente; Quem aceita tudo que pedem, tem a fama de bonzinho da turma, mas também a de bobo;

Dizer 'não' e recusar é uma arte que leva uma vida inteira para ser aprendida e aperfeiçoada. Uma arte que precisa ser cultivada o tempo todo, pois nunca desaparece o risco de que possamos cair em tentação, fraquejar diante do canto da sereia e dizer sim, quando na verdade desejaríamos dizer não.


quinta-feira, 10 de junho de 2010

nostálgico.

Não adianta planejar, correr, fugir, ou até mesmo tentar encontrar, porque tudo acontece no momento exato em que precisamos e não de acordo com as nossas vontades.
Às vezes esquecemos que estamos sujeitos a uma ordem natural e nesse mundo e que acontece independente da nossa vontade, e é por isso que nos surpreendemos tanto com os acontecimentos diários.
Temos a falsa idéia de que controlamos tudo, e no fundo sabemos que isso esta longe de ser verdade, mas é aquela velha historia de que uma mentira contada muitas vezes passa a ser verdade! Tudo depende do nosso poder de convencimento, claro! E não poderia ser diferente, confesso.
Mesmo assim eu continuo me surpreendendo, fico meio perplexo no momento, quase que perdido, catatônico, sem saber o que fazer nos primeiros 5s. Digo 5s porque são mais que suficientes pra que possamos cair fora da realidade e começar a falar mais do que o necessário tentando se adequar ao ambiente;
É no mínimo engraçado tudo isso. Eu paro e analiso tudo aquilo que fazemos e, é claro que depois de ter feito e falado tudo que não devia vejo como somos relapsos, e perdemos ótimas oportunidades de ficarmos quietos, e o desenrolar da situação mostra tudo que precisamos saber pra nos dar bem, mas ignoramos todos os sinais sem a menos pensar em acreditar em qualquer coisa. Mas é a vida, faz parte do crescimento: ou você acredita nela ou vive como achar melhor, seja lá como for isso... Só queria que algumas coisas fossem INESQUECÍVEIS pra todo mundo e, não apenas pra mim, mas ENFIM, que seja eterno enquanto dure, seja pra mim ou pra você ou pra nós! Que seja, apenas...