Tenho lembrado dos meus sonhos; Acordo com eles vívidos na minha mente, fresquinhos ainda que me fazem ter a sensação de que os são reais. Conseguem até impactar com o força de sua extensão. Mas hoje não, hoje foi diferente, foi mais intenso. Hoje tive um sonho me fez lembrar de tudo o que eu luto pra esquecer. Foi apenas um eu que eu não sou.
Estamos tão distante e por vezes tão perto, contraditoriamente em razão da sensação emocional e da parte física. Sem ver consigo sentir, pode ser apenas numa brisa suave. Esses sentimentos habitam meus pensamentos e agora, andam dominando até o subconsciente se manifestando em sonhos incontroláveis. É uma forma acometida de pânico por não saber como agir diante de tais sentimentos. Não quero falar das respostas fáceis, tampouco das omissões. Quero saber apenas daquela parte dita com o olhar doce meio tenta –em vão -desdizer. Essas são verdades plenas e puras que eu sei que ambos tem, é uma questão de interpretação. Eu não quero falar, mas eu sei que você sabe tão bem quanto eu, e acredita PIAMENTE tanto quanto eu que só assim que vai se ocupar o espaço vazio entre a poltrona e a janela do quarto. E que visto de longe, talvez seja o melhor lugar pra se assistir a filmes. Mas, por enquanto, esse lugar está vazio, assim como uma parte da minha vida, uma parte de mim. Mas os sonhos, lembranças atormentadoras. Parte disso tudo meio que manca, rasteja e sempre permanece intrínseca. E eu só queria contar sobre tudo isso, queria contar do meu dia, dos sonhos, da viagem, dos planos, mas não só dos meus, não só do hipotético, quero planejar um futuro de sonho, apenas com coisas boas.
Tem sido até que uma constante eu acordar com breves espasmos dos sonhos ainda frescos na minha cabeça. Outros reaparecem no decorrer do dia, enquanto outros se perdem no esquecimento. São situações inusitadas, pessoas que não estão tão perto, pessoas queridas e uma outra infinidade de situações aleatórias que fogem ao nosso controle.
Que a gente não tem domínio sobre os nossos sonhos creio que não seja uma grande novidade para o mundo, mas essa noite a ordem das coisas se inverteu. Fui agraciado com a possibilidade de sonhar com algo que eu vivo sonhando muito acordado ultimamente.
Para Freud, o sonho é a realização disfarçada de um desejo reprimido, e apresenta dois conteúdos: o manifesto e o latente. Segundo suas teorias, os elementos mais importantes ao processo são os impulsos instintivos reprimidos, impedidos pelo superego de atingirem a consciência.
E eu preciso assumir que em muitos momentos eu partilho (e muito) dessa visão de Freud, inclusive uso a teoria quando preciso explicar o tema para o mundo.
Mas voltando à minha noite, ao meu sonho. Por um breve lapso, consegui acordar no meio da noite e era muito vívida a recordação daquilo que ainda fresco na memória. Foi até inebriante a sensação de veracidade daquele momento. Por um instante eu fui aquilo tudo que quisera ser e era muito bom o ser. E voltei a dormir, tranqüilo e feliz, torcendo para recordar todas as sensações quando despertasse do sono.
E assim aconteceu. Acordei e continuo com esse turbilhão de emoções na cabeça e me questionando do significado disso tudo. Será que eu devo encarar como um fato aleatório, deve pensar como Freud e entender que isso tudo foi só a minha mente transcendendo o meu controle e libertando-se aos acontecimentos ou devo encarar como um “seguir em frente” já que é tudo sonho?
Não sei, eu não tenho essas respostas, mas a seqüência dos fatos só me deixa ainda mais confuso. Se a resposta estiver somente em mim será muito mais fácil, mas na vida nada é tão simples, tudo envolve uma porção de fatores que envolvem, por sua vez, uma porção de pessoas.
Ok ok, sejamos realistas, a resposta sempre está dentro de nós mesmos, mas pra conseguirmos atingi-la, dependemos de um empurrãozinho alheio também, dependemos assim da interferência externa.
A pergunta que fica, de todas as divagações implícitas aqui é a de que quem dará o braço a torcer primeiro?
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É Cazuza, você sempre foi foda...
Por isso vou citá-lo (novamente) aqui, principalmente na versão de Leoni:
de sobressalto acordei e tinha a nítida impressão que era real. era muito de mim, pouco do lógico, muito imaginário pra pouca realidade. e continuei na cama, por pouco tempo, na tentativa de refrescar o sonho. mas sonhos são mesmo assim, as vezes são confusos, mas esse foi ilógico, pois mesmo pra esse objetivo, o preço era caro demais, mesmo em sonho. e acordei um pouco cansado, meio que sem saber diferenciar até onde ia a fantasia. quis voltar a dormir pra esquecer desse pouco, pra tentar não lembrar do muito...
de longe eu vejo, naquele canto esquecido onde ficam guardados os nossos sonhos/desejos mais profundos eu vi; eu acordava e era tudo muito real...
e a gente se pergunta se era tudo que nos faltava...
mas como a falta é a morte da esperança, a gente segue acreditando... pelo menos, por enquanto eu sigo acreditando, mesmo que tudo isso seja muito pouco ou quase nada... só me pergunto: ATÉ QUANDO?
Continuo acreditando que a realidade existente não é aquela que eu enxergo; continuo insistindo que tudo vai mudar! Às vezes paro e olho ao redor e realmente eu acho q ando me enganando.
um dia...
será que a ficha vai cair? e vai dar tempo de resolver? terá sido um tempo perdido?
olho
penso
sinto...
mas parece que tudo isso de uma forma diferente do restante do mundo;
eu já sei! já ouvi/vivi isso... mas é dificil acreditar em teorias; as minhas mesmo, aquelas q eu mesmo faço, onde pelo menos tem fundamentos práticos, independente de serem irreais, ao menos elas são fundamentadas. Assim, muito mais fáceis de se acredirar! assim, de certa forma, essas teorias, se tornam verdades ...
Essa noite eu acordei assustado. Saltei do sono como quem acorda para algo dolorido. E de fato era. O coração estava descompassado e era evidente pela arritmia que algo não estava bem. Em segundos minha memória trouxe a tona os sentimentos que desencadearam esta sensação. Aquele medo era real, próximo, latente. Respirei mais fundo pra tentar diminuir a sensação de falta de ar. Em vão, fato.
Aquele sentimento hipotético se tornara real diante do sonho. E tão somente a possibilidade disso acontecer foi suficiente pra modificar a realidade. Difícil situação esta de ter que enfrentar seus medos.
Triste fragilidade humana que nos confronta com os nossos medos mais escondidos. Surge e simplesmente espera que você resolva. E não adianta tentar alocá-la pra outro canto, pois se mera possibilidade já causa tamanho desconforto imagine se deparar concretamente com a situação? Talvez fosse mais fácil, talvez não. Talvez...
O que eu pergunto é o que tudo isto significou? O que representou esse sonho na realidade atual, ou o que eu devo fazer pra mudar... porque fingir que não esta acontecendo nada não é a resposta pro problema, certo?
Só pra finalizar, talvez o conselho de romper definitivamente com todos os vínculos do passado seja a única forma de enterrá-lo!Será?
Acordei assustado de novo. Não sei bem o porquê, mas sinto que algo acontece naquele breve momento entre o sono e o despertar, quando a lembrança de um sonho se esvai como os últimos grãos de areia numa ampulheta. Um pensamento perturbador, um impulso elétrico que percorre minha mente e desce pela minha espinha deixando um rastro de gelo. A respiração pára e todos os músculos do corpo se contraem: como se ouvisse um tiro sendo disparado pelas minhas costas. Então ele se vai, e tudo que fica é aquela sensação... Momentos depois o dia começa, e tudo volta ao 'NORMAL'. Mas um eco sinistro permanece em minha cabeça, como uma pergunta importante que não entendo e tampouco consigo responder.