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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Não deu errado








Não deu errado. Nós tivemos a nossa chance e aproveitamos cada segundo. Mas as pessoas são diferentes. Têm gostos diferentes, pontos de vistas diferentes. Diga-me qual é o casal perfeito? Diga-me quem é que nunca briga? Nunca discorda sobre algo? Eu mesmo teria náuseas se sempre desse tudo certo entre a gente. É a vida. Viver a dois tem o seu preço. E às vezes, tem o seu fim. É claro que não seríamos como nossos avós. O mundo hoje é moderno. Os casamentos não são mais arranjados. Não se casa aos 15 anos, ainda por cima virgem, e se vive com o mesmo cara pelo resto da vida até completar bodas de papel, prata, ouro ou sei lá mais o que. Mas de certa forma, nós também completamos nossas bodas. Bodas de dinamite e acabamos explodindo pelo ar. Mas não estou aqui pra falar do lado ruim da coisa. Tivemos nossas histórias. Mas como toda boa história o fim tem que ser trágico ou pelo menos, dramático. Tudo aquilo que é previsível, é chato. O leitor fica frustrado quando as coisas acabam do jeito que ele previu. Mas nós, não. Com a gente foi diferente. Ter um fim nunca esteve no roteiro, mas aconteceu. Nós também acontecemos. Existimos. E tudo bem se cada um seguiu com a sua vida. Normal se cada um foi pro seu lado.

[in Querido John]


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

portas





Você disse que uma certeza é uma porta fechada enquanto a dúvida são várias portas abertas.
Eu não concordo muito com essa afirmação, entretanto eu tenho a certeza de que, embora não seja a afirmação que eu queria, pelo menos é conclusiva.
Eu reitero que as dúvidas corroem, e é nesse ponto que ela é melhor ter certeza, mesmo que a certeza seja de um NÃO.
Só não podemos esquecer que a certeza ao mesmo tempo que é libertadora, fecha as portas e as vezes, com chaves.



domingo, 9 de setembro de 2012

Marlonzinho





Garoto Modelo Depois de ter o pai assassinado a tiros e sobreviver a um câncer pesado, um garoto de Santa Catarina se torna o mais bem-sucedido modelo brasileiro da história
Se Gisele Bündchen tivesse um correspondente no hemisfério masculino do planeta da “modelagem”, ele provavelmente atenderia por Marlon Teixeira. Este é o nome do garoto de 21 anos nascido e criado nas praias do Balneário Camboriú, na bela e Santa Catarina.
Hoje um dos mais requisitados e festejados modelos do mundo, Marlon não teve exatamente uma vida fácil até ser descoberto por um amigo da família que dirigia uma agência de modelos catarinense. O pai foi assassinado à bala quando o menino tinha apenas 1 ano e meio de idade, numa situação sobre a qual, por razões compreensíveis, não gosta de se alongar. Dois anos depois recebeu um diagnóstico pesado: tinha câncer no mediastino, área da caixa torácica que engloba esôfago, traqueia e coração. Praticamente morou no hospital, de onde só foi receber alta aos 7 anos. “Vi um monte de amiguinhos irem dormir e não acordarem mais…acabei descobrindo a morte muito cedo”, relatou o garoto à jornalista Luciana Obniski, que o entrevistou para a edição de setembro da “TPM” que traz o ensaio sensual com o modelo, de onde saiu a amostra que você vê aqui.
Ter sobrevivido a tudo isso e à pouca grana, as aulas de surfe que começou a dar ainda adolescente, o 1,87 m de altura e uma certa vocação para bicho solto talvez sejam fatores relevantes na equação que resultou num dos mais atraentes representantes da estética masculina vigente no mundo da moda, ao menos nas opiniões abalizadas de marcas como Armani, Dior, Dolce & Gabbana, Cavalli e outros clientes respeitáveis. Especula-se que os cachês de Marlon tenham crescido 20 vezes nos últimos quatro anos. Remunerações de seis dígitos, mais comuns no mundo da moda para as mulheres, já são uma realidade na vida dele. O certo é que o menino de Camboriú que se tornou o mais reconhecido e bem pago modelo brasileiro vive hoje sem reclamar muito, num belíssimo apartamento em Manhattan que divide com outro modelo. Diz que está guardando dinheiro para dar uma vida confortável à sua futura família, que está solteiro, fala sobre o sofrimento de um relacionamento rompido algum tempo atrás, que gosta mesmo é das brasileiras e que acha namoro algo pra ser levado a sério. Um garoto modelo?



E aí a gente olha pra essa carinha dele e nem imagina o que o cara passou pra chegar onde chegou... e muita gente reclamando de barriga cheia. Nessas horas é aquela tapão com luva de pilica bem no meio da fuça que a vida nos dá pra mostrar que as coisas não são como a gente imagina. 
Vamos ver o mundo com outros olhos, vamos?


domingo, 6 de maio de 2012

QAF, eu e você...



na foto: Michael, Brian e Justin





O que eu vou fazer hoje não é nada mais do que uma resenha de uma série muito famosa de TV, mas que poderia facilmente a minha história de vida, como também de muitas pessoas que eu conheço e em muitos momentos.
Mudam-se algumas histórias, mudam alguns personagens, mas o enredo no final é quase sempre o mesmo, o mesmo plano de fundo.
A série famosa é a “Queer as folk”, exibido no Brasil com o nome de “Os Assumidos”. Recentemente eu re-assisti alguns episódios por causa de um amigo que começou o “vício” pelo seriado e como ele quis os DVDs emprestados, peguei os meus e fui testar para ver se estavam funcionando corretamente. Passando rapidamente pelas primeiras temporadas, fui direto para a última, e assisti alguns episódios, incluindo os dois últimos capitulos.
Um filme passou na minha cabeça e eu me lembrei do aperto no peito que essa série causou na minha cabeça, mas mais do que isso, me veio várias vidas, varias histórias, vários personagens... Aquela sensação de frio na espinha
O que me chama atenção na trama não é nem o excesso de drogas, a promiscuidade dos personagens, ou a volatidade dos sentimentos. Esssa visão é a que todo mundo tem ao ver a séria, a minda é diferente, comigo é a semelhança dos sentimentos, dos personagens, do modo de agir de determinados personagens.
Vou fazer um resumão do que eu acho importante... vamos aos personanges:
Primeiro o tímido (e fofo) Michael (Mike), que se descreve como "aquele cara quase bonito que passou por você", ele é o amigo pra todas as horas (e por ser o bonzinho é o que sempre se ferra) e que tem aqueles olhinhos de “cão-sem-dono” que ninguém resiste. Tem um emprego de vendedor em uma grande rede de lojas, e dificilmente alguém o apontaria como gay com base em uma conversa de elevador. Ele é inteligente e sonhador, fã de histórias em quadrinhos e tem uma paixão platônica por Brian Kinney, seu amigo desde a época de escola.
 Já o Brian não poderia ser mais diferente de Michael. Ele é o cara lindo que todos querem, bem sucedido e seguro. Ele é simplesmente “o cara”. É ele que faz com que o mundo gire em torno ao seu redor. Onde ele chega o mundo para, porque ele é o pegador.
No entanto essa longa amizade – e confusa - dos dois, beira (mas só beira) a um caso de amor. O problema é que o imaturo Brian possui uma relação de dependência com Michael.
Logo de cara, no primeiro episódio acho que a vontade de todas as pessoas é que Mike e Brian formem um casal, mas isso infelizmente não vai acontecer. Esse grupo de amigo vai sofrer muita reviravolta durante as cinco temporadas, muitos personagens vão entrar, muitos vão sair, muitos personages vão sofrer para poder amadurecer.
Brian vai ter o seu papel de macho-alfa e vai doar o seu sêmen para o casal de lésbicas para que elas possam ter o tão sonhado filhos, mas tal fato quase não tem influencia na vida dele. Ter ou não um filho é quase irrelevante para o estilo de vida do garanhão. Mais importante para ele é estar presente na balada (Babylon), transar com os caras mais gatos possíveis e se fazer presente.
Até que um belo dia aparece um novo elemento na trama: Justin, um rapaz de dezessete anos que se envolve com Brian.
Justin é cativante e tem um rosto angelical que vai em contrapartida a uma maturidade assustadora, que contrasta com as atitudes imaturas de Brian. Tem uma sensibilidade ímpar que ele canaliza nas artes. Essa maturidade o faz relevar os ciúmes de Michael.
O contrastante é desabrochar da maturidade do Justin que começa a viver plenamente sua sexualidade, enquanto vive uma paixão com Brian que é um poço de soberba e imaturidade, enquanto paralelamente a isso Michael luta (mesmo que internamente) para definir qual é exatamente sua relação com Brian.
Brian, Brian, Brian... Tudo por não ter olhos para enxergar o quanto Michael sofre por ele e pelas situações causadas por suas duvidas e tudo o que isso ocasiona no grupo.
O mais dificil da série é ver que o nosso desejo não se concretiza mesmo. O Brian não consegue ver o quão especial Michael é em sua vida e o quanto ele representa e, embora o Justin seja uma graça ele também sofre ao seu lado.
Brian não foi feito para ter um relacionamento. Apesar de amá-lo, Justin passa por cima de seus princípios para ficar ao lado de Brian até o fim. Individualista,  Brian não aceita que Justin desista de seus sonhos para viver ao seu lado da mesma forma que ele nem cogita a ideia de se prender a alguém.
Mas como tudo, a arte imita a vida, certo? Sim... E Brian, mesmo que ao seu jeito acaba se envolvendo com Brian e no final, até que ao seu modo, se apaixonando pelo Justin ao ponto de querer ter uma noite de “amor” com ele.
Mas já não eram mais eles, já não dava mais certo e por isso terminou. Justin não queria que Brian deixasse de ser quem ele era e Brian não deixou de ir atrás de seus sonhos (por incentivo do próprio Brian) para viver o que poderia ser seu grande amor.
O conto de fadas, o castelo dos sonhos... nada disto aconteceu! Tudo disso ruiu diante dos dois. Brian e Justin não ficam juntos com a promessa de que se um dia tiverem de se amar, o farão independente do tempo. (O que eu acho a maior balela do mundo!)
Já o Michael, o fofinho, que só se ferra, depois de muito penar, de muito sofrer, acaba conhecendo um cara bonitão, boa-pinta, que se apaixona por ele, formam uma bela família, adotam um adolescente problemático e tem a sua família feliz.
É um final lindo para o Michael se não fosse pelo fato que, pra mim, no fundo dos olhos dele, eu sempre veja uma ponta de sentimento incompreendido (e não correspondido) pelo amigo Brian e que de tão reprimido se torna uma eterna amargura que o impede de ser feliz por completo. Mas ao olhos do mundo, tudo está plenamente feliz...
E assim se fecha o ciclo vicioso de “Queer as folk”...
Qual personagem lhe cabe nessa história? Só não se esqueça que existem outros personagens... mas na minha visão, são esses os essenciais à trama. São os que ME interessam...
Mas como diria o poeta Cazuza em forma de pergunta: “Mentiras sinceras te interessam?”



quarta-feira, 2 de maio de 2012

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

razão e emoção





Talvez isso tudo não seja nada alem da minha intuição me dizendo que as coisas são diferentes daquilo que eu tenho mentalmente estabelecido. Mas é certo que eu penso bem diferente do que o mundo vem colocando como parâmetro entre certo e errado.
Ou eu posso ter razão e o caminho tem passado por muitas estradas tortas e sem sentido com bifurcações inesperadas e totalmente sem sinalização indicativa. Por isso tanta gente perdida, não que isso seja uma justificativa plausível, afinal, não existe caminho ou modo certo de se fazer as coisas. Existe sim, o seu modo, o meu modo que leva ou não a um destino certo.
Acredito sim que existem valores deturpados e que a grande maioria das pessoas não conseguem enxergar o outro como um igual. Prendem-se somente às suas necessidades.
Por isso não devemos esquecer que o nosso destino é sim feito pelos nossos passos. São sim, conseqüências de nossos atos e escolhas (incluindo neste tópico a omissão pois não deixa de ser uma escolha). Podemos ser influenciados pelo meio, mas nunca podemos atribuir a outrem a culpa de nossas escolhas, já que estas dependem única e exclusivamente da manifestação de nossas vontades: aceitando, lutando, insistindo e até mesmo desistindo.
O moralmente aceitável hoje em dia, não quer dizer que é o caminho certo a se seguir. Os tempos mudaram mas a mente humana ainda mantém-se presa às suas convicções, ou pelo menos deveria.
Às vezes mais vale desistir do que insistir, sim eu também me questiono sobre essa possibilidade. Esquecer, ignorar ao invés de ficar dando murro em ponta de faca. Deixar as dúvidas consumirem os pensamentos.
Mude o que for preciso, mas não aquilo que não tem solução. Não insista em algo que está fadado ao fracasso. Não olhe pra trás questionando as atitudes tomadas, elas são conseqüências das escolhas momentâneas, e de tal forma, cumpriram sua parte no tempo.
Entender as razões daquele que fala é tão difícil quanto daquele que silencia. Entender e aceitar que as coisas são como são. Não julgar o que não se entende, não se precipitar. Não sofrer por antecipação. Lidar apenas com o imediato, sem rodeios e sem dramaticidades.
Não sei se devo quebrar o silêncio de fora ou se devo calar como quem se silencia...






domingo, 30 de outubro de 2011

descrença





Esses dias acho que tenho tido uma boa dose de realidade na minha vida, tenho entendido o funcionamento desse mecanismo um tanto quanto muito estranho que o ser humano impõe a sua rotina e por conseqüência à todos aqueles que estão a sua volta.
Tenho descoberto que faces das pessoas que acho que até então poderiam estar meio maquiadas pela minha nebulosa percepção que sempre quer o melhor nas pessoas próximas. Mas de fato, nem sempre isso é possível.
Tenho notado um leve toque de mesquinhez, e mais, uma parte de masoquismo em relação aos sentimentos alheios. Esse prazer em fazer comentários inoportunos e que, são cientes de que não tem outra finalidade a não ser a dor alheia.
É estranho esse prazer que as pessoas tem, ou se esforçam pra ter e demonstrar em magoar as pessoas. Sério, na maioria das vezes, eu sou ou poderia ser, o maior defensor da inexistência dessas características nos seres humanos. Defendo o preceito da inocência dada pelo direito até o fim, mas definitivamente, em certos casos isso não vem sendo possível.
Tenho tentado fazer a minha crença nas pessoas não escorrer pelos meus dedos, porém me questiono que se essas pessoas, até então maiores interessados nesse quesito não tem nenhum tipo de esforços para fazer com que este preceito se perpetue, por que eu, simples narrador interlocutor deveria me empenhar para convencê-las do contrário?
Sinceramente, como já disse, não ando vendo motivos, e por tal razão ando acreditando que estou me empenhando em causas perdidas.
Aquele ditado que acho muito válido e ouvi recentemente, de novo, em uma conversa, de que enquanto brigo, discuto, me desgasto, etc., é porque sinto algo e assim acho que vale a pena é real, porque assim que começo a me desapontar com as circunstâncias, vou me entregando e acabo por achar que não vale a pena, desacreditar.
E neste momento é que as coisas começam a mudar de valor, começo a entender que tenho que ser diferente e acabo deixando de lado a luta desnecessária e esse é o primeiro passo de uma caminhada muito curta que leva diretamente a indiferença.
E aí, neste fase não há mais o que se fazer, ao atingir esse estágio faz-se o que bem quiser, sem que eu mude uma vírgula do meu raciocínio ou desloque um músculo da minha expressão. Pra mim, passa a ser cada um por si, tanto faz, como tanto fez...



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