"porque ele já não bate nem apanha..."
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
sobre o coração
“Eu sou mole demais por dentro pra deixar todo mundo ver. Eu deixo pra quem eu acho que pode comigo. Ninguém sabe. Mas eu tenho coração de moça.”
[Fernanda Young]
(*) nota de rodapé: por mais incrível que isso possa parecer é a mais pura verdade, por trás desse tamanhão todo existe um coração mole que só vendo... sim eu sei que parece difícil acreditar, mas aqueles que tiveram acesso ao outro lado da muralha também ficam boquiabertos com tamanha discrepância.
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011
momentâneo
As indefinições da vida são a própria
essência dela. Algumas situações que ansiamos para serem logo resolvidas
geralmente não se definem no tempo em que queremos. Parece o destino falando
assim: olha, não adianta tentar controlar as coisas, eu decido quando tudo deve
acontecer, faça apenas a sua parte e deixe o resto comigo!
Para mim, o grande segredo é confiar que o
que está por vim é o que deve ser no momento.
Isso ocorre pela existência de circunstâncias
e situações de vida diferentes e de outras pessoas envolvidas, com suas
particularidades. É importante pensar que um caminho não se faz apenas por um
querer individual. Existem outros fatores envolvidos, desenrolados sob vários
ângulos e olhares diversos e que fazem parte da vida de cada indivíduo.
Acredito que sim, somos responsáveis pela
materialização dos nossos sonhos e desejos, mas acho também que existe um
limite para tudo isso. Algumas coisas que pensávamos serem importantes
acontecerem no momento, muitas vezes não se concretizam como uma forma de abrir
espaço para o que seria de fato importante.
O engraçado é que isso não é percebido tão
rapidamente. Só depois que outros fatores vêm à tona e, consequentemente, o
aprendizado por trás de cada um, é que vemos o quanto o apego a um desejo
passado estava errado.
Acredito que isso se deve ao apego ao falso
eu, que mascara uma verdadeira percepção consciente daquilo que de fato
acrescentaria para melhor. Ao querer que determinada coisa aconteça, muitas
vezes desejamos isso sem analisar se seria realmente fundamental às nossas
vidas. Muitas vezes, é apenas um desejo momentâneo, por carência, medo ou
influência de outra pessoa. E quando esse desejo mascarado não é realizado,
ficamos tristes, achando que a vida é injusta. Na verdade, lá no fundo, aquele
desejo não era verdadeiramente nosso e poderíamos até o ter pedido de se
concretizar inconscientemente, sem querer.
O importante é sempre desejar e fazer a nossa
parte, focando no que de fato seja importante e nos acrescente. E isso só
acontece se nos conhecermos de fato para acertar bem no alvo. Sem criticas ou
julgamentos sobre os acontecimentos que "atrapalharam" a nossa
jornada em determinado momento. O bom é aceitá-los e, se for o caso, mudar de
foco ou adaptá-los à realidade atual. Com isso, aceita-se a vida como ela tem
que ser.
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segunda-feira, 27 de junho de 2011
insegurança
joguei fora os recados escritos em guardanapos de papel, os bilhetes e todos os cartões coloridos tão cheio de sentimentos e recordações; tirei as nossas fotos dos porta-retrados espalhados pela casa pra não ter mais contato com essa dor constante em contraste com os risos eternizados pela lente. a partir daí me obriguei a pensar em outras coisas pois qualquer lembrança ligada a determinados tipos de situações que durasse mais de 5s poderia ser pertubador pra decisão que eu havia tomado;
pra contrastar com tudo isso comprei um maço de flores frescas, troquei a água do vaso e coloquei em cima do aparador do corredor; comprei também velas novas pro candelabro, que fica aceso em cima da mesa enquanto eu preparo o jantar.
já não uso mais aquele seu all star surrado que me davam a impressão de estar andando os seus passos, no seu ritmo e o mesmo destino teve aquele seu moletom surrado cinza claro com ziper frontal que de tanto eu paquerá-lo, você me deu; hoje ele deve estar aquecendo algum corpo físico que, provavelmente, não sente o abraço que ele me transmitia à alma;
e eu não sei se é medo ou insegurança, mas ainda é difícil ouvir as pessoas perguntando como você estaria, eu respondo com um leve sorriso que cala um desespero interno que me remete a lembranças infindáveis... cenas, fotos, filmes, momentos, risos, projetos... é isso que eu estou tentando me desvencilhar, talvez o primeiro passo de um longo caminho, talvez uma atitude que não dê em nada no futuro, porém continuo acreditando que é a atitude correta e, independente do resultado que ela vá provocar; mas isso é um discussão complexa e que depende de um monte de variáveis futuras e por isso é melhor que continue na expectativa dos acontecimentos, pelo menos por ora.
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
me empresta seu peito?
Publicar um texto é um jeito educado de dizer
"me empresta seu peito
porque a dor
não tá cabendo só no meu".
Tati Bernardi
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