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sexta-feira, 6 de julho de 2012

PAINEIRA OU UM AMOR ATRASADO






Ansiava em subir numa paineira. Meu desejo irrealizado de telhado, mas ela tinha espinhos avantajados, que não davam para dobrar como os da roseira. Espinhos fortes, agudos, medievais. Observava a árvore na praça, como um órfão admira o pai de um colega ou como quem esconde da professora o atraso da mãe na saída da escola. Tocava-me a nostalgia do que nunca poderia fazer. A paineira, intransponível com suas pontas de lança. Os galhos muito acima da minha capacidade de encurtá-los. 


Deixei esse sonho de lado, como muitos outros, sem mexer ou importuná-los, fingindo que não me conheciam. Ao empurrar meu filho no balanço, na mesma praça que freqüentava quando pequeno, assusto-me com a mobilidade de uma criança alçando justamente a paineira impossível. Não havia percebido, o que ela propôs foi simples: usava os espinhos como degraus. A paineira ficava mais fácil de subir, porque naturalmente apresentava os grampos do alpinista em sua crosta. A criança se elevava com ligeireza e alegria, ainda gritou de cima. Avistava um continente estranho. 

Não havia insistido. Muito menos ensaiado vôos pelas cordas das mãos. Sondava somente o langor dos espinhos, concentrado na dor que eles poderiam me provocar, no ferimento que ainda não existia, nos joelhos esfolados que deveria levar para casa. Não cogitei os espinhos como os ombros que me conduziriam ao alto, como um modo de me proteger. 

Uma amiga esperou três anos para que um amor se resolvesse por ela. Viveram juntos, se separaram. Faltava cumplicidade, não ser esquecida pelo seu olfato. Faltava que ele dissesse que não conseguiria ficar sem ela, que ao menos sentia saudades. Ela praguejou escondida, suportou as olheiras, encabulou meses de convívio, tentou ser forte, mudou de planos, pensou que enlouqueceria caso não se abrisse para alguém, não se abriu e enlouqueceu, arrebentou-se em segredo para sofrer sem que ele visse que sofria. 

Na última semana, ela se reencontrou novamente com o ex. Num ônibus, entre passageiros que nada tinham com isso, ele finalmente declarou sua paixão e expressou todas as palavras que ela queria ouvir. Todas. Até aquelas que não ouviria, pois era vaidade demais imaginá-las. Perguntou inclusive se ela continuava usando o mesmo perfume. Ela riu: "Sim, eu não mudei de perfume." Talvez tenha mudado de corpo, de perfume não. Ele riu, acreditou que ainda era tempo, que ela o aceitaria de volta.

Ela afastou os braços dele dos seus ombros. Com ternura. Uma ternura de quem soube avançar pelos espinhos e enxerga a vida da copa das árvores, com mais altura do que o vento. Com mais discernimento. 

A paineira me ensinou a não temê-la. 

Um amor atrasado não é amor. Um amor atrasado é amizade depois de um amor que não aconteceu. 



por Fabrício Carpinejar



quarta-feira, 27 de junho de 2012

então me diga...






Meu amor
Vamos falar sobre o passado depois
Porque o futuro está esperando
Por nós dois.

Por favor
Deixe meu último pedido pra trás
E não volte pra ele nunca
Nunca mais.

Porque ao longo desses meses
Que eu estive sem você
Eu fiz de tudo pra tentar te esquecer

Eu já matei você mil vezes
E seu amor ainda me vem
Então me diga 
quantas vidas você tem.


[Jota Quest]



segunda-feira, 25 de junho de 2012

Não canse quem te quer bem





Foi durante o programa Saia Justa que a atriz Camila Morgado, discutindo sobre a chatice dos outros (e a nossa própria), lançou a frase: Não canse quem te quer bem. Diz ela que ouviu isso em algum lugar, mas enquanto não consegue lembrar a fonte, dou a ela a posse provisória desse achado. 

Não canse quem te quer bem. Ah, se conseguíssemos manter sob controle nosso ímpeto de apoquentar. Mas não. Uns mais, outros menos, todos passam do limite na arte de encher os tubos. Ou contando uma história que não acaba nunca, ou pior: contando uma história que não acaba nunca cujos protagonistas ninguém ouviu falar. Deveria ser crime inafiançável ficar contando longos causos sobre gente que não conhecemos e por quem não temos o menor interesse. Se for história de doença, então, cadeira elétrica. 

Não canse quem te quer bem. Evite repetir sempre a mesma queixa. Desabafar com amigos, ok. Pedir conselho, ok também, é uma demonstração de carinho e confiança. Agora, ficar anos alugando os ouvidos alheios com as mesmas reclamações, dá licença. Troque o disco. Seus amigos gostam tanto de você, merecem saber que você é capaz de diversificar suas lamúrias. 

Não canse quem te quer bem. Garçons foram treinados para te querer bem. Então não peça para trocar todos os ingredientes do risoto que você solicitou – escolha uma pizza e fim. 

Seu namorado te quer muito bem. Não o obrigue a esperar pelos 20 vestidos que você vai experimentar antes de sair – pense antes no que vai usar. E discutir a relação, só uma vez por ano, se não houver outra saída. 

Sua namorada também te quer muito bem. Não a amole pedindo para ela posar para 297 fotos no fim de semana em Gramado. Todo mundo já sabe como é Gramado. Tirem duas, como lembrança, e aproveitem o resto do tempo. 

Não canse quem te quer bem. Não peça dinheiro emprestado pra quem vai ficar constrangido em negar. Não exija uma dedicatória especial só porque você é parente do autor do livro. E não exagere ao mostrar fotografias. Se o local que você visitou é realmente incrível, mostre três, quatro no máximo. Na verdade, fotografia a gente só mostra pra mãe e para aqueles que também aparecem na foto. 

Não canse quem te quer bem. Não faça seus filhos demonstrarem dotes artísticos (cantar, dançar, tocar violão) na frente das visitas. Por amor a eles e pelas visitas. 

Implicâncias quase sempre são demonstrações de afeto. Você não implica com quem te esnoba, apenas com quem possui laços fraternos. Se um amigo é barrigudo, será sobre a barriga dele que faremos piada. Se temos uma amiga que sempre chega atrasada, o atraso dela será brindado com sarcasmo. Se nosso filho é cabeludo, “quando é que tu vai cortar esse cabelo, guri?” será a pergunta que faremos de segunda a domingo. Implicar é uma maneira de confirmar a intimidade. Mas os íntimos poderiam se elogiar, pra variar. 

Não canse quem te quer bem. Se não consegue resistir a dar uma chateada, seja mala com pessoas que não te conhecem. Só esses poderão se afastar, cortar o assunto, te dar um chega pra lá. Quem te quer bem vai te ouvir até o fim e ainda vai fazer de conta que está se divertindo. Coitado. Prive-o desse infortúnio. Ele não tem culpa de gostar de você.

Martha Medeiros




terça-feira, 1 de novembro de 2011

E pra fechar a mala?




Toda vez que vamos viajar, é sempre a mesma coisa… parece que as roupas insistem em não caber na mala; Ter que resumir você e suas coisas em um recipiente retangular de no máximo 23kg é uma tarefa árdua e parece que pra mim é ainda mais penosa. O agravante nisso tudo é que os sentimentos ficam confusos e a flor da pele. Dá frio na barriga, dor na cabeça e isso, sem contar aquela sensação de que está ficando algo pra trás. E realmente está, mas é algo que devemos deixar de lado; Basta focar no futuro e deixar-se levar. Daqui pra frente é sossego e deixar tudo fluir...


Volto logo

;)

domingo, 10 de abril de 2011

Eu não parei de sentir,



Apenas deixei de demonstrar...

.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Quer a receita?



         Não existem pessoas frias, 
         existem pessoas 
         que aprenderam a bloquear seus sentimentos. 


         Quer a receita? 
         
         Dor, 
                  decepção 
                           e uma dose de desapontamentos...

sábado, 15 de janeiro de 2011

liberte-se



          Coisas do passado,
          tão presentes...
          e o futuro ainda bate a porta!

          Atrapalhando você?
          Me atrapalhando...

          Liberte-se!

          Hãn?

          Claro que dá.

          Quem sabe,
          você mudando a atitude,
          também mudem com você
          talvez eu também mude com você!
          e o que era antes
          tão difícil de resolver
          se desmanche no ar como bolha de sabão...

          Plop!

          Puxa,
          parece que às vezes você não percebe
          o seu poder de influência...

          E eu não percebo o dom,
          aquele diante da minha fuça...
          que prevê,
          sem que eu mesmo saiba;


          Quem me diz aquilo que está estampado...


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

a maneira em que é feito



Pedir desculpas nem sempre significa que você está errado e a outra pessoa certa. Às vezes, significa que você valoriza mais seu relacionamento com essa pessoa, do que seu ego.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

todos os sentidos




Já sentiu como se você tivesse total controle sobre seus sentidos? E todos eles fossem totalmente apurados de modo que você pudesse ouvir melhor, ver melhor, sentir melhor? Entrar em um transe, onde todas as pessoas são felizes e naquele momento não existe dor, nem fome, nem inveja, nem tristeza e todos os sentimentos ruins do mundo ficassem do lado de fora e que apenas um estilo de música pudesse fazer isso? Você pode imaginar um lugar onde todas as pessoas estão na mesma vibração, onde uma só batida pode fazer com que o mundo seja outro, onde as pessoas se gostam e se divertem como nunca? Sim, parecia simples, calmo, vago talvez. Parecia mais um, parecia mil. Às vezes redundante, às vezes exato. Mas todos sabiam, ou desconfiavam de suas carências, das suas fragilidades. Mas ele tentava disfarçar, mas era impossível tornar invisível ago tão gritante.  E também poderia ser chamado de pervertido, de insensível, mas não era. Ele só era confuso. Só era jovem demais para entender os desejos da vida. Mas nem ao menos entendia o que era viver. Tornava cada dia uma busca. Cada olhar uma frase. Ele era, sim, muito complicado, ou tornava tudo muito denso. Ah, o menino que não sabia para onde ir, não sabia exatamente o que era bom de sentir. Ele buscava, buscava... Às vezes pensava ter achado, mas tudo era muito rápido, muito frágil. Frágil em muitos momentos, mas não por ser fraco, e sim por ser descrente demais, pensativo demais. Dizem que ele ainda esta por aí, observando cada olhar, procurando palavras carinhosas. Dizem que às vezes ele chora ou mesmo sorri.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

estranha certeza



Feche os olhos, tape os ouvidos com a ponta dos dedos, depois, lentamente, abaixe o queixo até encostar de leve, bem de leve o seu peito; Aos poucos, desprenda o consciente do concreto, do sólido, e deixe o pensamento divagar por todas as lembranças positivas que conseguir alcançar. Voe até o gosto doce que a sua infância teve, as brincadeiras de rua, as primeiras emoções e sentimentos.
Procure os seus caminhos, tente olhar o mundo de fora, observe as expressões e a liberdade que você tem de mudar de ídeia, de buscar o novo e a liberdade que as tentações lhe proporciona. Porque tudo isso muda a sua vida a partir do ponto que você descobre que não existe limitações quando você é honesto com os seus sentimentos, e que isso vai lhe dar uma sensação de dever cumprido e uma estranha certeza de que tudo vale a pena.

Uma boa recordação é aquela sensação de liberdade que o vento no peito lhe transmite em todas às vezes que você coloca uma parte do seu corpo pra fora do carro em movimento e grita um misto de riso com sentimentos presos na garganta; Você mal acaba o grito e já solta aquela gargalhada gostosa como se algo em sua alma tivesse perdido peso, não sabe o que é, mas algo em você acabara de ficar mais leve;

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

inconstância;



Acho que todos nós, seja em um momento ou outro da vida, passamos por uma (ou mais de uma – simultâneas ou não!) fase em que todo e qualquer desejo passa a ter prazo de validade. Essa fase pode durar muito ou não, mas nem é essa a questão, é o fato de que ela incomoda. Ao menos está me incomodando agora.

Confesso que eu queria que as coisas fossem diferentes; talvez eu tenha desaprendido a ver a beleza de certas coisas - não, acho que não. Talvez eu tenha optado por uma cegueira momentânea, sem perceber (com o passar do tempo) a gente acaba vendo as coisas sob a nossa ótica, e por mais que às vezes a gente insista em fazer diferente pra tentar dar um novo rumo pra vida, sempre vem uma onde de realidade pra nos mostrar que as coisas não dependem da nossa vontade, e que, definitivamente, é complicado! Mas tudo isso, já faz parte daquele amontoado de idéias que desisti de colocar em prática por achar que são devaneios; A pergunta é: será que eu sou mesmo esse ser inconstante ou apenas estou?
Enfim... acho que já sei a resposta, porque daqui a dois minutos ela não terá mais a menor importância mesmo... Mas preste atenção...  (!!!) Há tanto o que dizer, mas nesta minha ânsia de tudo falar, eu me perco. Perco-me em mim mesmo. Digo o que sinto da forma que aprendi comigo mesmo, mas escondo algumas coisas com todas as minhas forças. Entendam-se ou não... O que posso fazer?
Quero muito que entendam e que assim possam me ajudar a entender também! Parece mentira, eu sei, mas daqui da janela, eu vejo um mundo diferente... Mas por mais que eu demonstre tudo o que sinto, passa despercebido tudo aquilo que eu finjo sentir... Há sempre algo que deve ficar em silêncio, e fica...
 Será que eu consigo me calar o suficiente? Eu sei que falo demais e que até me esqueço, em meio a conversa, do que quero dizer e fica tão fácil desvendar as coisas; Eu realmente me perco na minha embriaguez de sentidos.
Assim, há dias em que as palavras caem; e cada palavra, dou forma em letras, outras no pensamento se entortam, e assim vivo nesse ato constante de esvaziar-me e encher-me a cada instante... Canalizando os sentimentos. Assim está sendo esse texto... Cheio de palavras que saltam da minha mente e do meu peito para a tela em branco: e vamos caminhando... Alias, eu ainda me pergunto o por quê de determinadas coisas, mas é tudo em vão...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

MORAL da historia:



Sempre leia nas entrelinhas,
mesmo que nada esteja lá.


Afinal
(e supostamente)
as entrelinhas nunca estão de fato lá, 
visiveis!

ah, 
o pior
é que cada um

enxerga uma entrelinha diferente...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

mais uma vez!



As vezes acordo, no meio da noite.

Assutado com mundo,
me pego com a respiraçao alterada,
com os olhos perdidos na escuridao
sem saber o que aconteceu,
sem saber de nada pra ser sincero!

Tenho tido o sono, a cada dia mais leve,
tenho sonhado muito,
e no outro dia,
lembro-me de alguns detalhes,
ou melhor de pessoas que estiveram presente neles.

Mutias vezes nao me lembro o que aconteceu,
só me lembro das pessoas.


Sonhos confusos,
falas distorcidas,
vultos e figuras aleatorias
um casulo imaginario
que mantem seu dominio silencioso;
nao deixando um vestigio pra tras,
apenas a insegurança disfarçada
no acuado olhar da distancia.



E, uma vez me disseram uma frase:

 
"Entao, se há cabimento,
me mostre como colocar,
tudo isso ali dentro!"


Adpatando a frase,
cabe certinha no contexto,
e o pior da historia,
é que na história original era eu
quem demonstrava o cabimento...

hoje,
sou eu quem anseia por tal demonstraçao;
que sinceramente,
nao enxerga, aquilo que tentou demonstrar antes;


Então eu corro,
e mais uma vez, a respiraçao se altera;

Entao eu paro,
e tudo volta ao normal,

aos poucos!

Fragil
e mais uma vez intocado!


[...] e fica subentendido.

Mais uma vez!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

tentativas


Saudades de um tempo que não volta. De uma pessoa que não existe... afinal me iludo fácil, me empolgo fácil, crio falsas esperanças fácil e talvez eu tenha imaginado demais...
Talvez seja só saudade; Talvez.
Mas como me expressar? Se ao menos você me ouvisse... mas eu já gritei, ninguém ouve mesmo! E eu continuo gritando, numa vã tentativa de conseguir me fazer entender. O sorriso continua sendo um subterfúgio pra disfarçar a solidão corroborando pra idéia fixa da armadura forte que 'aparentemente' impede que qualquer coisa a ultrapasse e atinja a fragilidade que o caos esconde e se propaga progressivamente, ecoando diante do vazio. Acredito que hoje eu voltei a ter as rédeas na minha mão. É bem provável que exista alguns percalços durante a trajetória. Mas estou conseguindo dar uma ordem às questões que são caras e importantes. Não que tudo não fosse antes, muito longe disso. Mas agora eu (acho) que consegui lidar com todo aquele sentimento, com toda aquela dor. Falo aquela como se não existisse mais nenhum vestígio dela aqui dentro, numa tentativa de seguir em frente.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

tal.vez



É!


Talvez eu precise me acalmar;
talvez eu precise sumir;
talvez eu precise sonhar;
talvez eu precise acordar;
talvez eu precise zerar tudo e recomeçar;
talvez eu precise ter uma meta;

ou talvez eu precise rasgar as regras;

talvez esse seja o "X" da questão!


talvez o erro seja as perguntas;
talvez eu seja o erro;

talvez o erro não exista;

talvez nada exista;

como talvez possa ser pior;

ou melhor...

É, talvez!

(...)

Sumir resolve?

Gritar resolve?

Correr resolve?

O que resolve?

O que?

Resolve?

Pois é...

[x + (Incógnita)² = y ]³
 
talvez hão haja respostas;

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

manual para a vida




Feche os olhos, tape os ouvidos com a ponta dos dedos, depois, lentamente, abaixe o queixo até encostar de leve, bem de leve o seu peito;

Aos poucos desprenda o consciente do concreto, do sólido, e deixe o pensamento divagar por todas as lembranças positivas que conseguir alcançar. Voe até o gosto doce que a sua infância teve, as brincadeiras de rua, as primeiras emoções e sentimentos.

Uma boa recordação é aquela sensação de liberdade que o vento no peito lhe transmite em todas às vezes que você coloca uma parte do seu corpo pra fora do carro em movimento e grita um misto de riso com sentimentos eufóricos presos na garganta; Você mal acaba o grito e já solta aquela gargalhada gostosa como se algo em sua alma tivesse perdido peso, não sabe o que é, mas algo em você acabara de ficar mais leve;

Procure os seus caminhos, tente olhar o mundo de fora, observe as expressões e a liberdade que você tem de mudar de ídeia, de buscar o novo e a liberdade que as tentações lhe proporciona. Porque tudo isso muda a sua vida a partir do ponto em que você descobre que não existe limitações quando você é honesto com os seus sentimentos, e que isso vai lhe dar uma sensação de dever cumprido e uma estranha certeza de que tudo vale a pena.
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