domingo, 10 de julho de 2011

in.capacidade






Dramática é uma palavra muito forte, porque nada em mim dói de brincadeira. Se eu tô dizendo que feriu, é provável até que eu esteja minimizando o quanto para não culpar o "culpado". Infelizmente é a minha atual realidade. Não acho que eu seja o último ser-humano da face da Terra, muita gente passa por isso, mas como disse Elis Regina - "As pessoas estão ressabiadas de dizer que GOSTAM das outras"

E o mais cruel não é nem a capacidade das pessoas fazerem isso com as outras, mas a incapacidade de se colocarem no lugar daqueles que são criticados. Todo mundo me diz o que fazer e como agir, mas ninguém tenta se colocar no meu lugar por um segundo e tentar entender os motivos das minhas ações, a minha vida, o que me ocorre, os meus problemas (nem os reflexos das ações alheias, diga-se de passagem), e tantas outras coisas que são indiscriminadamente desprovidas de qualquer tipo de maldade, de qualquer tipo de intencionamento ou qualquer coisa que seja propositadamente negativa mesmo com quem talvez merecesse um justo sacode. E a ausência dessa maldade não faz de mim uma pessoa boa nem melhor que qualquer outra. Só faz de mim alguém que ainda pensa carinhosa e cautelosamente em qualquer pessoa que eu seja capaz de amar e perdoar.



                                                   (Fernanda Young)



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sexta-feira, 8 de julho de 2011

e acredito mesmo...



“Eu quero eternizar o seu sorriso lindo – mas eu nunca falei dele pra você. Nem falei do seu cheirinho bom. Que é o cheiro de uma nova vida que eu estava precisando tanto… E você nem sonha que eu sou meio ciumenta, bem chata, quero ser mãe e acredito no amor da minha vida. Acredito no amor pra sempre. Acredito em alma gêmea.”



por Tati Bernardi


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quarta-feira, 6 de julho de 2011

on/off



sabe aqueles dias que tudo parece não querer dar certo e por mais que as coisas caminhem, é tudo em passos lentos? acho que ando retrocedendo em alguns aspectos, eu acho que preciso de um tempo pra mim, de um pouco de paz interna, poder (e conseguir) desligar o celular, desligar o notebook, ficar sem acesso a internet, sem contato com o mundo virtual (e exterior) de uma forma geral. preciso aprender a dizer mais 'não' pra certas coisas, desligar o celular, e não ficar vidrado com o primeiro toque, correr em função da tecnologia enquanto o certo é ela me servir. porque nesta toada ela não nos beneficia, e sim nos mantem refém das coisas e tendência a nunca é retroceder...


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vazio;





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terça-feira, 5 de julho de 2011

fora do comum




Queria que algum canto do mundo me acolhesse. E me abraçasse e dissesse que tudo bem, tudo bem de vez em quando eu perder assim a razão ou o equilíbrio.
 
Eu queria que existisse um canto do mundo que nunca me dissesse "hey, tati, você se expõe demais" e que me deixasse ser assim e apenas me deixasse ficar quietinha e quente quando o mundo resolvesse me magoar, porque eu sou briguenta, mas sou mais sensível que maria-mole na frigideira.
 
Eu queria ir para um planeta onde não existisse tempo de beijar e tempo de pirar. E eu pudesse ir agora no seu mundo e te beijar até enjoar de você. E eu pudesse, de repente, gritar bem alto, porque me irrita esses milhares de sons tecnológicos que você faz. Para mostrar que meio mundo te procura enquanto eu não posso te procurar porque a cartilha da vovó que casou dizia que a mulher nunca pode procurar o homem se não quiser ser usada por ele.
 
Eu queria mandar para aquele lugar a cartilha da vovó. E queria tirar essa voz do meu pai da minha cabeça, dizendo "minha filha, homem não gosta dessas coisas".
 
Eu sei que sou exatamente o que 98% dos homens não gosta ou não sabe gostar (apesar de eles nunca me deixarem em paz). Eu falo o que penso, abro as portas da minha casa, da minha vida, da minha alma, dos meus medos.
 
Basta eu ver um sinal de luz recíproca no final do túnel que mando minhas zilhões de luzes e cego todo o mundo. Sou demais. Ninguém entende nada. E eles adoram uma sonsa. Adoram. Mas dane-se. Um dia um louco, direto do planeta dos 2% de homens, vai aparecer.
 
E que se dane a natureza gritando no meu ouvido que não posso ser assim. Que a boa fêmea sabe esperar nove meses, portanto deve saber esperar uma ligação ou um sinal de "pode avançar no joguinho". Eu não sei esperar nada. E a natureza gritando no meu ouvido que então, já que sou birrenta, vou ficar sem nada mesmo. Porque é preciso saber viver. Atiram a gente nesse mundo, nosso coração sente um monte de coisa desordenada, nosso cérebro pensa um monte de absurdo.
 
E a gente ainda precisa ser superequilibrada para ganhar alguma coisa da vida. Como se só por estar aqui, aturando tanta maluquice, a gente já não devesse ganhar aí um desconto para também ser louco de vez em quando. Quem é essa natureza maluca, quem é esse mundo maluco? Quem são esses doidos que exigem tanta certeza e tanta "finesse" e tanta postura da gente?
 
E eu queria te beijar até enjoar. Porque eu só sei curar uma vontade de me entorpecer de alguém quando sugo a pessoa até a última gota. O problema é que, nesse mundo sem graça com celulares que apitam e mensagens no Messenger que apitam e policiais mentais que apitam "hey, tati, segura a onda, não deixe ele perceber que pode comandar seu coração mole", ninguém mais sabe nem sugar e nem ser sugado até a última gota. Fica uma droga de um joguinho superficial de trocas superficiais. E ai de quem resolva sair disso. Vai ser tachado de louco de pedra. Maluco. E as meninas sonsas se dando bem, e eu dormindo abraçada com o travesseiro sem dono da cama de casal. 
Queria que ao menos algum canto do mundo me acolhesse. E me abraçasse e dissesse que tudo bem, tudo bem de vez em quando eu perder assim a razão ou o equilíbrio. E repetir e repetir e repetir o erro. E jurar que da próxima vez eu serei normal. E jurar que da próxima vez eu obedecerei a natureza, meu pai, a cartilha da vovó ou as meninas sonsas. E virar a rainha dos 98% de homens que não sabem o que fazer com uma pessoa que nem eu. E depois chutar todos eles, porque no fundo tô pouco me lixando pra essa maioria idiota. Pode até ser meio solitário correr contra a maré, mas como é gostoso olhar a multidão do outro lado e enxergar todo mundo pequenininho.


por Tati Bernardi


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Desassossego





Depois de me obrigar a sair do sedentarismo e ir praticar o meu esporte, tive algumas boas surpresas. Afinal, os dias tem sido razoavelmente calmos de um lado, mas em outros momentos bastante desgastante e essa oscilação acaba nos deixando a um passo de uma síncope. E nessa montanha-russa de emoções acabei me vendo bastante estressado nos últimos dias por isso tenho tentado relaxar quando posso, buscando inovar pra sair da mesmice.
Aí, nessa toada, eu ganhei alguns minutos na minha vida. Cumpri o cronograma dominical familiar, fiz a minha parte da amigo, mas quando cheguei em casa não me dei folga, e antes do desânimo me agarrar, coloquei o tênis novamente, peguei o ipod e fui correr. Num ritmo um pouco mais lento que o habitual e, talvez por isso tenha aproveitado mais visualmente a paisagem. Vi mais crianças, mais pessoas e parece que a natureza colaborou com o momento.
Depois de uma longa volta eu sentei na beira da água, estiquei as pernas e fiquei olhando fixamente a ponta do tênis. E pra ver como aquela história de que o universo conspira a nosso favor, neste exato momento o ipod no aleatório, achou por bem colocar Maria Bethânia pra cantar Gita e na seqüência declamando o poema Desassossego de Fernando Pessoa que tinha tudo a ver com o contexto, porque enquanto os pássaros brancos tomavam a totalidade da árvore no centro da represa, o alaranjado do céu ia dando lugar pro fúcsia do anoitecer. E preciso confessar que foi um fenômeno único, preciso repetir mais vezes, preciso me permitir mais vezes. E ainda, ao longe, a fonte da represa nova já estava ligada, era uma contemplação de sensações. Era eu, simplesmente me permitindo aproveitar as coisas simples da vida.





"Lembro-me de quando era criança e via, 
como hoje não posso ver, a manhã a raiar sobre a cidade.
 Ela não raiava para mim
mas para a vida
porque então eu, (não sendo consciente)
eu era a vida.
E via a manhã e tinha alegria
Hoje vejo a manhã, tenho alegria
e fico triste.
Eu vejo como via,
mas por trás dos olhos, vejo-me vendo.
E só com isso, se obscurece o sol,
o verde das árvores é velho,
e as flores murcham antes de aparecidas."


[do Livro Desassossego - Fernando Pessoa]





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domingo, 3 de julho de 2011

E pra quem não tinha a intenção de sentir nada



eu estou sentindo, 
e MUITO!


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o nosso mundo




o refúgio interno só pode ser criado e mantido por nós mesmos pela peculiaridade da situação; são as suas estrelas, é o seu chão, é só você e suas emoções neste momento... 
por isso eu falo, mas também me calo muito; hoje muito mais do que antes, porque a vida tem me ensinado a ser assim...
esse sou eu aprendendo diante do mundo, tentando encontrar o liame entre o que eu penso e o que o mundo me apresenta...


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sábado, 2 de julho de 2011

25 anos



porque fez parte, não da minha infância, 
mas da vida de uma maneira geral. 
goXXXto!


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sexta-feira, 1 de julho de 2011

diálogo; hipotético.





Ele: Hey, saudades de você!
Ela: Eu também, muita mesmo!
Ele: Será?
Ela: Ainda pergunta?
Ele: Uhuum... Ah..Sabe, eu não queria ser assim... não queria dar tanta mancada com você, sei que às vezes não estou presente no momento em que você mais precisa. Tenho ódio de mim por isso.
Ela: Tudo bem. Mas as vezes quando cobro a sua presença, é porque a saudade aperta e isso machuca muito.Mas tô aprendendo a lidar com isso...
Ele: Não é questão de você cobrar... Eu me sinto mal por não estar presente na sua vida sempre.
Ela: Você não tem que se sentir mal!
Ele: Claro que tenho! Seu aniversário foi mês passado, eu queria ter ido te da um abraço... Mas nem parabéns te dei  :/
Ela: Esquece isso já passou. Tem muitos anos pela frente pra você me recompensar.
Ele: Pra mim não passou... Sou muito tonto!
Ela: Pára!
Ele: Desculpa?
Ela: Te desculpar do que?
Ele: Por cada noite que você passou acordada se preocupando comigo, por cada lágrima que fiz você derramar, por cada briga fútil que provoquei, por tudo que te fiz sofrer!
Ela: Se preciso for, vou ficar todos as noites acordada só para depois saber que está bem. Não me importa o quanto eu chore, ou o quanto brigamos... Mesmo com seus defeitos, meu amor por você não diminuiu. Muito pelo contrário, ele aumenta cada dia que passa... me sinto bem pelo simples fato de você existir na minha vida, e mais ainda por você ser o amor da minha vida!
(Silêncio)
Ele: Te amo tanto garota, não quero te perder nunca!
Ela: Isso não vai acontecer, e se acontecer eu vou te achar.




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