segunda-feira, 25 de julho de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
Por que?
“Por que sinto falta de você?
Por que esta saudade?
Eu não te vejo
mas imagino suas expressões,
sua voz, teu cheiro.”
por Machado de Assis
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sexta-feira, 22 de julho de 2011
O Intratável
Apesar das dificuldades de minha história, apesar dos mal-estares, das dúvidas, dos desesperos, apesar dos ímpetos de abandonar tudo, não paro de afirmar em mim mesmo o amor como um valor. Todos os argumentos que os mais diversos sistemas empregam para desmestificar, limitar, esmaecer, em suma, depreciar o amor, escuto-os, mas obstino-me: "Sei disso, mas mesmo assim...". Atribuo as desvalorizações do amor a uma espécie de moral obscurantista, a um realismo-farsa, contra os quais ergo o real do valor: opondo a tudo "o que não vale à pena" no amor a afirmação do que este vale. Esta teimosia é a profissão do amor. Essa teimosia, é o protesto de amor: debaixo do concerto de `boas razões para amar de outro modo, amar melhor, amar sem estar apaixonado, etc., uma voz teimosa se faz ouvir que dura um pouco mais de tempo: voz do Intratável apaixonado. [...]
O mundo submete todo empreendimento a uma alternativa; a do sucesso ou do fracasso, da vitória ou da derrota. Protesto por uma outra lógica: sou ao mesmo tempo e contraditoriamente feliz e infeliz: "conseguir" ou "fracassar" têm para mim sentidos apenas contigentes, passageiros (o que não impede que minhas dores e meus desejos sejam violentos); o que me anima surda e obstinadamente não é tático: aceito e afirmo fora do verdadeiro e do falso, fora do êxito e do malogro; estou destituído de toda finalidade, vivo conforme o acaso (a prova é que as figuras do meu discurso me vêm como lances de dados). Confrontado com a aventura (aquilo que me ocorre), não saio nem vencedor, nem vencido: sou trágico.
(Dizem-me: esse gênero de amor não viável. Mas como avaliar a viabilidade? Por que é viável é um Bem? Por que durar é melhor que inflamar?)
(Dizem-me: esse gênero de amor não viável. Mas como avaliar a viabilidade? Por que é viável é um Bem? Por que durar é melhor que inflamar?)
(In: Fragmentos de um discurso amoroso. São Paulo: Martins Fontes, 2010. p.15-8).
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Sabe, eu aceito seus defeitos, conheço o seu jeito, sei sobre os seus problemas, e que falta algo em você - e sinceramente, eu gostaria de ser esse algo que te completa, mas, mesmo não sendo eu comprei toda cola que pude, pra tentar juntar os seus pedaços - eu sei o que você está pensando, cola só gruda, não restaura. Mas é um bom começo, não acha? Quem sabe inteiro novamente, você -sozinho- possa se restaurar, não é mesmo?
quarta-feira, 20 de julho de 2011
meu caro inestimável,
tenho respirado novos ares, tenho lido novos blogs, baixado novos CDs e DVDs, ido a novos shows e lugares… mas me diz uma coisa? o que todo mundo tanto fala desse tal de amor? por que que tanto sofrem por ele, os poetas e os compositores?
e o sexo nisso tudo? ora tão sublime, ora tão vulgar. eu, inestimável, eu que tenho me aventurado a descobrir novos corpos, cheiros e tempeiros não sei mais o que pensar.
que tanto alcool é esse que há nesse tal de amor que embreaga tanto as pessoas? e essa ressaca que dizem não ter cura? e quando junto com o amor, o sexo vem dissolvido? se no começo é aventura, inestimável, no fim tudo parece estar perdido.
tenho medo de amar também. alguém me disse, certa vez, que amar era bom, mas agora tão longe, meu medo é descobrir que a realidade é o contrário das histórias.
mas se ainda assim todos amam, não há pra quê ser diferente. desce uma dose martine, inestimável… hoje eu vou me embreagar. a aventura vai começar...
terça-feira, 19 de julho de 2011
assim
é que eu sou daquele tipo de pessoa que acredita
até que provem o contrário,
ou até mesmo depois disso...
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segunda-feira, 18 de julho de 2011
sábado, 16 de julho de 2011
Viver é duríssimo!
A gente faz as coisas pra matar dentro da gente
e morre junto.
A gente faz pra ferir quem pouco
A gente faz pra ferir quem pouco
sente nossa existência e vai,
aos poucos,
aos poucos,
deixando de existir pra gente mesmo.
A gente faz pra provar que também existe sem amor
A gente faz pra provar que também existe sem amor
e acorda se procurando no dia seguinte.
Era só pra ser algo divertido
Era só pra ser algo divertido
e vira um drama.
O amor era pra ser amor
O amor era pra ser amor
e virou só um troço que acabou
porque eu esqueci que era pra ser divertido
e pensar isso do amor me ofende.
Viver é duríssimo.
Viver é duríssimo.
Tati Bernardi
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