quarta-feira, 23 de novembro de 2011

descrença






Hoje doeu lá no fundo. Não tem doído muito ultimamente, tem sido fácil esquecer ou fingir que não existe dor, que não existe ferida. Aquela sensação de incômodo que a vida impõe tem sido contornável. Mas hoje não. Alias, desde ontem a pontada se tornou constante e muito incômoda.
A sensação de vazio que me acomete desde ontem me inquieta. E essa inquietude me faz pensar nas minhas perguntas sem respostas. Como ontem, quando me perguntaram o porquê de eu sempre estar sozinho e procedido de um indignação do tipo: “- porque um cara tão bacana como você NUNCA tem ninguém?”. Machucou, doeu como aquelas pontadas agudas nas entranhas.
Machucou não por ser uma pergunta ofensiva, porque de fato não era. Por sinal, era uma pergunta por demais simples. Machucou porque eu não tinha uma resposta convincente para proferir. Doeu porque a verdade dói.
Tire o drama da conversa, tire toda e qualquer projeção e pré-conceito também, concentre-se apenas no ‘por quê’! Questione-se diversas vezes corroboradamente sem chegar a a ponto nenhum e verá a conclusão que cheguei: um imenso vazio que se tornou tenebroso enquanto ecoava por uma avalanche de sentimentos também vazios.
Por isso, hoje, mais do que nunca preciso de silêncio à minha volta para que eu possa escutar apenas o meu barulho. Preciso de norte por não saber pra onde ir. Preciso de rumo por não saber por que se deve ir.

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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Por que deixamos de acreditar em um final feliz?




Essa questão é bem complicada, 
porque cada um tem uma tese em relação a isso, 
mas afinal 
o que acontece quando deixamos de acreditar 
que existe final feliz?


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domingo, 20 de novembro de 2011

desABAFO







Como todo mundo acha alguma coisa nessa m***a de mundo virtual, também quero me dar esse direito, o direito de expressar o meu ponto de vista, já que todo mundo é especialista em alguma coisa, que é crítico disso, daquilo e daquilo outro; incluo nesse tópico venerar seus artistas, falar bem deles, falar que são isso, que são aquilo, e até mesmo dizer que alguns artistas são cantores, são dançarinos, são isso ou aquilo. Sinceramente, acredito que muito deles são apenas o que poderiam ser definidos APENAS COMO "entertainers", NADA ALÉM DISSO! mas por favor, não façam isso de modo de vida, de única salvação para suas vidas e humanidade, ok? É dia de rock bebê? ok, aproveite o rock, é dia de samba? então se joga, mas não ache que fulano é melhor que ciclano, que isso é melhor do que aquilo... só aproveite o MOMENTO, dentro de você, porque se você precisa exteriorizar a sua vontade, provavelmente tenha que rever alguns conceitos sobre o que você realmente gosto e aquilo que você precisa demonstrar ao mundo que gosta. entende?



nota importante: aprenda um pouco mais sobre o significado da palavra "entertainers", busque significados análogos, figuras de linguagem e veja se consegue traçar um paralelo entre o que descobrir e aquilo que você descobrir e aquilo que o seu artista preferido faz no palco... (fica a dica)



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parapeito






Sentado no parapeito eu balanço as pernas incontrolavelmente de maneira ininterrupta. Não, eu não consigo controlar, mesmo com o olhar distante, o pensamento idem, as pernas não param. A respiração é ofegante e até as pálpebras tomam um ritmo diferente. Cuidado.
As pessoas tem o seu ritmo, cada um no seu tempo, juntando-se nos grupos paralelos, vivendo seus mundos, suas vidas, enquanto eu fico ali, absorto, sentado no parapeito balançando as pernas como criança que não alcança o chão e está inquieta por não querer ficar parado.  São apenas tropeços involuntários de pernas bambas.
É isso, o mundo está andando rápido, enquanto eu fico sentado no parapeito. Por isso as perninhas não querem parar de se mexer, é a vida mostrando que não se pode parar. Nunca se pode, desde criança a gente não para. E talvez seja por isso que a gente queira abraçar o mundo, porque aí ele não precisa correr, é a gente parando o mundo. É a tentativa de controlar o incontrolável.
Mas ali, do parapeito, eu me concentrava nos meus pensamentos cansados, tentando compreender esses dias longos e essa quantidade absurda de pensamentos que não param.
E aí você põe a mão de leve no meu queixo e o levanta até a altura dos seus olhos pra que eu possa te escutar melhor. Comigo é assim, sempre respondo a estímulos. E com você, como é?



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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

eufemismos de mim mesmo







Tenho lembrado dos meus sonhos; Acordo com eles vívidos na minha mente, fresquinhos ainda que me fazem ter a sensação de que os são reais. Conseguem até impactar com o força de sua extensão. Mas hoje não, hoje foi diferente, foi mais intenso. Hoje tive um sonho me fez lembrar de tudo o que eu luto pra esquecer. Foi apenas um eu que eu não sou.



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terça-feira, 15 de novembro de 2011

constatação





Se você não pode fazer parte do presente, não tem porque ficar se remoendo pelo saudosismo do passado...


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sábado, 12 de novembro de 2011

faz parte do processo então?





Cada um tem seus processos, você precisa entender os seus. De repente, isso que parece ser uma dificuldade enorme pode estar sendo simplesmente o processo de gestação do sub ou do inconsciente.


[Caio F.]


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Tati Bernardi

Me identifico tanto...



"Você sabe 
que deixa apenas 
duas escolhas pras pessoas: 
te idolatrar ou sair correndo."

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E pra fechar a mala?




Toda vez que vamos viajar, é sempre a mesma coisa… parece que as roupas insistem em não caber na mala; Ter que resumir você e suas coisas em um recipiente retangular de no máximo 23kg é uma tarefa árdua e parece que pra mim é ainda mais penosa. O agravante nisso tudo é que os sentimentos ficam confusos e a flor da pele. Dá frio na barriga, dor na cabeça e isso, sem contar aquela sensação de que está ficando algo pra trás. E realmente está, mas é algo que devemos deixar de lado; Basta focar no futuro e deixar-se levar. Daqui pra frente é sossego e deixar tudo fluir...


Volto logo

;)