quinta-feira, 2 de junho de 2011

passado









Todo verbo no passado em uma frase, é torturante.
Como: “Éramos amigos”, “Sentia a sua falta”, “Gostava de ti”, “Pensava em você”… 
E o pior de todos: “Te amava”.

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

por Fabrício CARPINEJAR




Ao atravessar a amizade, 
olhe para os dois lados: 
pode ser atropelado pelo amor.

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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Quando eu iria superar você?



E assim consigo dormir mais um dia, passar mais um dia, viver mais algumas horas, sem ligar pra única pessoa que eu queria ligar. Consigo seguir em frente mais um dia sem ligar pra ele. Consigo distrair meus dedos, minha mente, meu peito, minha violência, meu buraco, minha vertigem, meu soco no estômago, meu desespero, meu automático, meu extinto contrário, minha curiosidade infantil mas sempre com resultados duros demais para uma criança, minha vontade de enfiar o dedo na tomada só pra sentir a descarga mortal que tanto parece com impulso de vida. Consigo distrair os batimentos cardíacos que sinto em lugares do meu corpo que ainda queriam mais um toque dele. E partes da minha pele que saem buscando porque ainda não receberam a informação do fim, o sangue ainda não levou a má notícia para meu corpo todo. E consigo distrair minhas roupas, que querem se mostrar, cada dia uma diferente, para ele. Só para ele. E distrair meus ouvidos loucos pela sua voz. E distrair meus pés loucos pra encaixar atrás da sua batata da perna. E distrair minha língua, querendo decodificar e marcar cada centímetro das suas estranhezas. E distrair a crença cansada, a saudade renegada. Distrair essa sobrinha de você que continua enorme, mesmo sendo, agora, uma sobrinha. Quando eu iria superar você?



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sábado, 28 de maio de 2011

Tudo isso porque





dizem que a gente tem o que precisa 
e não aquilo que a gente quer...


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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sabe porque o silêncio confunde tanto?




Pois ele esconde palavras 
que gostaríamos que fossem ditas.



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maio já está no final...




Eu preciso de alguém
sem o qual eu passe mal
sem o qual eu não seja ninguém
eu preciso de alguém...



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quarta-feira, 25 de maio de 2011

terça-feira, 24 de maio de 2011

sem sono




dificuldade de dormir, pensamentos tortos, lembranças desconexas mas, ao mesmo tempo, reais, fatos antigos, dores novas, como se aquela cama não fosse minha, o que só me deixava cada vez mais distante do sono (sonho) que era meu... 


aquela angústia no peito que causa uma leve taquicardia; 

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segunda-feira, 23 de maio de 2011

pra seguir em frente





eu só queria ter a certeza de que essas escolhas que a gente faz, que aquilo tudo que temos que abrir mão a todo momento ou todas essas situações que temos passado vão valer a pena no futuro; que vamos poder olhar pro nosso passado e ter a certeza de que esse sofrimento não foi em vão e que o caminho tortuoso fez parte do nosso crescimento; eu acho que essa vontade de que as coisas façam sentido é que dá um pouco de força pra gente seguir em frente mesmo diante de todas as adversidades.


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domingo, 22 de maio de 2011

saudadezinha...






Ainda que eu esteja numa fase bacana e sem nós no peito (o que por um lado é ruim pois a paz sempre me dá alguns quilinhos a mais), resolvi embarcar num momento nostalgia.

Acho normal. Acho perfeitamente normal lembrar com carinho que você sempre dava um jeito de me mandar mensagens em datas festivas. Estivesse você casado ou namorando ou ilhado num templo budista, dava um jeito(*). Era como se dissesse, sem dizer “eu sei que já faz tempo, mas ainda amo você”.
Também me faz bem lembrar que você nunca, nunca, nunca se alterava. Trouxesse o garçom o pedido errado pela terceira vez ou fizesse um playboy qualquer uma tremenda barbeiragem em cima do seu carro. Você nunca estragava nossas noites. Eram tão raros os nossos momentos, você dizia, que eram para ser sempre bons. E de fato sempre eram.
Eu tenho saudade de mil coisas e todas essas mil coisas sempre caem na mesma única coisa de que eu tenho tanta saudade: sua leveza. .
Eu tenho saudades de tudo. Não é um sentimento egoísta e muito menos possessivo. É apenas uma saudadezinha. Gostosa, tranqüila, bonita, saudável, de longe. E, quem diria: leve.









(*) isso é tão eu


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