domingo, 20 de novembro de 2011

parapeito






Sentado no parapeito eu balanço as pernas incontrolavelmente de maneira ininterrupta. Não, eu não consigo controlar, mesmo com o olhar distante, o pensamento idem, as pernas não param. A respiração é ofegante e até as pálpebras tomam um ritmo diferente. Cuidado.
As pessoas tem o seu ritmo, cada um no seu tempo, juntando-se nos grupos paralelos, vivendo seus mundos, suas vidas, enquanto eu fico ali, absorto, sentado no parapeito balançando as pernas como criança que não alcança o chão e está inquieta por não querer ficar parado.  São apenas tropeços involuntários de pernas bambas.
É isso, o mundo está andando rápido, enquanto eu fico sentado no parapeito. Por isso as perninhas não querem parar de se mexer, é a vida mostrando que não se pode parar. Nunca se pode, desde criança a gente não para. E talvez seja por isso que a gente queira abraçar o mundo, porque aí ele não precisa correr, é a gente parando o mundo. É a tentativa de controlar o incontrolável.
Mas ali, do parapeito, eu me concentrava nos meus pensamentos cansados, tentando compreender esses dias longos e essa quantidade absurda de pensamentos que não param.
E aí você põe a mão de leve no meu queixo e o levanta até a altura dos seus olhos pra que eu possa te escutar melhor. Comigo é assim, sempre respondo a estímulos. E com você, como é?



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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

eufemismos de mim mesmo







Tenho lembrado dos meus sonhos; Acordo com eles vívidos na minha mente, fresquinhos ainda que me fazem ter a sensação de que os são reais. Conseguem até impactar com o força de sua extensão. Mas hoje não, hoje foi diferente, foi mais intenso. Hoje tive um sonho me fez lembrar de tudo o que eu luto pra esquecer. Foi apenas um eu que eu não sou.



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terça-feira, 15 de novembro de 2011

constatação





Se você não pode fazer parte do presente, não tem porque ficar se remoendo pelo saudosismo do passado...


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sábado, 12 de novembro de 2011

faz parte do processo então?





Cada um tem seus processos, você precisa entender os seus. De repente, isso que parece ser uma dificuldade enorme pode estar sendo simplesmente o processo de gestação do sub ou do inconsciente.


[Caio F.]


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Tati Bernardi

Me identifico tanto...



"Você sabe 
que deixa apenas 
duas escolhas pras pessoas: 
te idolatrar ou sair correndo."

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E pra fechar a mala?




Toda vez que vamos viajar, é sempre a mesma coisa… parece que as roupas insistem em não caber na mala; Ter que resumir você e suas coisas em um recipiente retangular de no máximo 23kg é uma tarefa árdua e parece que pra mim é ainda mais penosa. O agravante nisso tudo é que os sentimentos ficam confusos e a flor da pele. Dá frio na barriga, dor na cabeça e isso, sem contar aquela sensação de que está ficando algo pra trás. E realmente está, mas é algo que devemos deixar de lado; Basta focar no futuro e deixar-se levar. Daqui pra frente é sossego e deixar tudo fluir...


Volto logo

;)

domingo, 30 de outubro de 2011

descrença





Esses dias acho que tenho tido uma boa dose de realidade na minha vida, tenho entendido o funcionamento desse mecanismo um tanto quanto muito estranho que o ser humano impõe a sua rotina e por conseqüência à todos aqueles que estão a sua volta.
Tenho descoberto que faces das pessoas que acho que até então poderiam estar meio maquiadas pela minha nebulosa percepção que sempre quer o melhor nas pessoas próximas. Mas de fato, nem sempre isso é possível.
Tenho notado um leve toque de mesquinhez, e mais, uma parte de masoquismo em relação aos sentimentos alheios. Esse prazer em fazer comentários inoportunos e que, são cientes de que não tem outra finalidade a não ser a dor alheia.
É estranho esse prazer que as pessoas tem, ou se esforçam pra ter e demonstrar em magoar as pessoas. Sério, na maioria das vezes, eu sou ou poderia ser, o maior defensor da inexistência dessas características nos seres humanos. Defendo o preceito da inocência dada pelo direito até o fim, mas definitivamente, em certos casos isso não vem sendo possível.
Tenho tentado fazer a minha crença nas pessoas não escorrer pelos meus dedos, porém me questiono que se essas pessoas, até então maiores interessados nesse quesito não tem nenhum tipo de esforços para fazer com que este preceito se perpetue, por que eu, simples narrador interlocutor deveria me empenhar para convencê-las do contrário?
Sinceramente, como já disse, não ando vendo motivos, e por tal razão ando acreditando que estou me empenhando em causas perdidas.
Aquele ditado que acho muito válido e ouvi recentemente, de novo, em uma conversa, de que enquanto brigo, discuto, me desgasto, etc., é porque sinto algo e assim acho que vale a pena é real, porque assim que começo a me desapontar com as circunstâncias, vou me entregando e acabo por achar que não vale a pena, desacreditar.
E neste momento é que as coisas começam a mudar de valor, começo a entender que tenho que ser diferente e acabo deixando de lado a luta desnecessária e esse é o primeiro passo de uma caminhada muito curta que leva diretamente a indiferença.
E aí, neste fase não há mais o que se fazer, ao atingir esse estágio faz-se o que bem quiser, sem que eu mude uma vírgula do meu raciocínio ou desloque um músculo da minha expressão. Pra mim, passa a ser cada um por si, tanto faz, como tanto fez...



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terça-feira, 25 de outubro de 2011

senhores de nós mesmos



"Monstros são criados por outros monstros."  

(Desperate Housewives)








Assim, cada um é sabedor daquilo que realmente é, podendo ou não deixar-se influenciar pelo ambiente externo; Mas lá no fundo, a essência de cada um só pertence a si mesmo...






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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Tati Bernardi pergunta


"Coca-cola 
também desentope 
o que tá entalado na garganta?"





E eu respondo: 

- NÃO!

E respondo com propriedade de quem toma muita Coca-cola, e também, de quem tem muita coisa entalada na garganta. Assim sendo, se  desentupisse eu seria uma das pessoas mais livres do mundo, o que de fato, não sou.



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